A hora dos Lobos
Ódio vindo de fora,
escárnio e inimigos internos à Igreja, isto somado a um
comentário de Bento XVI pode indicar que a renúncia
seja por razões estratégicas a eventos alarmantes.
Texto de Steve
Jalsevac no LifeSiteNews.
Uma tradução
rápida e comentada.
Ilustração de Joe Fenton.
Para Steve Jalsevac,
"Benedict’s
renunciation and the wolves within the church" (14.02.13)
Bento XVI teria concluído que a igreja precisa de um papa com
força física para lutar contra inimigos externos e
internos, alguns completamente avessos à razão e
inteiramente anticristãos.
George Neumayr, no seu artigo "O
Papa relutante" lista as realizações de Bento XVI:
"trivialidade e sem crédito". "Sua luta contra a
ditadura do relativismo", sua defesa do uso da missa tradicional
latina, sua reinstituição do banimento a ordenação
de padres homossexuais, sua histórica aproximação
com os desafetos Anglicanos, a abundância de discursos e
textos, a reparação ante o colapso catequético
dentro da igreja, sua insistência no caráter "não
negociável" da lei moral natural na política
e na cultura, são alguns pontos notáveis. Numa sociedade
que se acostumou a repetir como papagaios que reformas
(progressistas) são adaptações sábias aos
tempos --- que o matuto adere mais do que rápido ---, e que
Conservador é a salmoura do pickles, Bento XVI levantou contra
si toda uma matilha de inimigos e muitos fiéis autoenganados
que abandonaram as igrejas na Europa e EUA. ... Há muita
resistência, alguma dela terrivelmente viciada e rebelde,
especialmente do clero e leigos nos países ricos. Bento XVI
tem sido traído mesmo por aqueles mais próximos dele,
no Vaticano.
Em seu blog, "Bento
XVI: Razão revolucionária", Samuel Gregg, do The
Acton Institute, explica algumas das razões para a animosidade
que o Papa experimentou:
"Intelectualmente,
Ratzinger de longe supera os suspeitos habituais que querem tornar o
catolicismo em algo entre o desastre outrora conhecido como Igreja da
Inglaterra e o mais triste ativismo de esquerda como o das freiras
idosas presas em 1968. Mas contra os cada vez mais comuns discursos
agressivos de um Hans Kung ou Leonardo Boff, Ratzinger simplesmente
continuou defendendo e explicando a racionalidade essencial do
cristianismo com uma modéstia que falta aos opositores.
Bento XVI fez insistentes
apelos à razão, à razão da Igreja e da
cristandade (... O engraçado é que muitos, muito mais
racionais, se chocam quando não encontram a defesa da fé
irracional de um lado contra as "razões" mais
racionais do que não passa de uma ideologia do outro
lado). Mas é a razão da igreja que está em jogo,
ou, suas premissas. A razão defende uma ideologia hoje, que
tem a tradição da Igreja por inimiga. Essa razão
é que está sendo rejeitada. Qualquer um que instrua uma
pessoa ao que é melhor a respeito de sua sexualidade, de seu
corpo, sua teologia ou seu ego, é cada vez mais visto como uma
pessoa agressiva mais do que um pai amoroso ou um professor.
Queira o Espírito
Santo guiar os cardeais e afastar os poderes tenebrosos que se
infiltraram na Igreja, deixando-os à margem nesse momento
histórico.
Há um rumor de que
algo mal está para acontecer, e que somente os grandes
baluartes contrários ao mal podem derrotar, uma Igreja
unificada e amparada na fé combativa junto a todos os demais
que crêem num Deus bom, é quem pode fazer esse trabalho.

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