fevereiro 15, 2013

A hora dos Lobos

Ódio vindo de fora, escárnio e inimigos internos à Igreja, isto somado a um comentário de Bento XVI pode indicar que a renúncia seja por razões estratégicas a eventos alarmantes. 

Texto de Steve Jalsevac no LifeSiteNews.
Uma tradução rápida e comentada.
 
Ilustração de Joe Fenton.
Para Steve Jalsevac, "Benedict’s renunciation and the wolves within the church" (14.02.13) Bento XVI teria concluído que a igreja precisa de um papa com força física para lutar contra inimigos externos e internos, alguns completamente avessos à razão e inteiramente anticristãos. 
George Neumayr, no seu artigo "O Papa relutante" lista as realizações de Bento XVI: "trivialidade e sem crédito". "Sua luta contra a ditadura do relativismo", sua defesa do uso da missa tradicional latina, sua reinstituição do banimento a ordenação de padres homossexuais, sua histórica aproximação com os desafetos Anglicanos, a abundância de discursos e textos, a reparação ante o colapso catequético dentro da igreja, sua insistência no caráter "não negociável" da lei moral natural na política e na cultura, são alguns pontos notáveis. Numa sociedade que se acostumou a repetir como papagaios que reformas (progressistas) são adaptações sábias aos tempos --- que o matuto adere mais do que rápido ---, e que Conservador é a salmoura do pickles, Bento XVI levantou contra si toda uma matilha de inimigos e muitos fiéis autoenganados que abandonaram as igrejas na Europa e EUA. ... Há muita resistência, alguma dela terrivelmente viciada e rebelde, especialmente do clero e leigos nos países ricos. Bento XVI tem sido traído mesmo por aqueles mais próximos dele, no Vaticano.
Em seu blog, "Bento XVI: Razão revolucionária", Samuel Gregg, do The Acton Institute, explica algumas das razões para a animosidade que o Papa experimentou:
"Intelectualmente, Ratzinger de longe supera os suspeitos habituais que querem tornar o catolicismo em algo entre o desastre outrora conhecido como Igreja da Inglaterra e o mais triste ativismo de esquerda como o das freiras idosas presas em 1968. Mas contra os cada vez mais comuns discursos agressivos de um Hans Kung ou Leonardo Boff, Ratzinger simplesmente continuou defendendo e explicando a racionalidade essencial do cristianismo com uma modéstia que falta aos opositores.
Bento XVI fez insistentes apelos à razão, à razão da Igreja e da cristandade (... O engraçado é que muitos, muito mais racionais, se chocam quando não encontram a defesa da fé irracional de um lado contra as "razões" mais racionais do que não passa de uma ideologia do outro lado). Mas é a razão da igreja que está em jogo, ou, suas premissas. A razão defende uma ideologia hoje, que tem a tradição da Igreja por inimiga. Essa razão é que está sendo rejeitada. Qualquer um que instrua uma pessoa ao que é melhor a respeito de sua sexualidade, de seu corpo, sua teologia ou seu ego, é cada vez mais visto como uma pessoa agressiva mais do que um pai amoroso ou um professor.
Queira o Espírito Santo guiar os cardeais e afastar os poderes tenebrosos que se infiltraram na Igreja, deixando-os à margem nesse momento histórico.
Há um rumor de que algo mal está para acontecer, e que somente os grandes baluartes contrários ao mal podem derrotar, uma Igreja unificada e amparada na fé combativa junto a todos os demais que crêem num Deus bom, é quem pode fazer esse trabalho.

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