Um mundo sem homens?
“A
imagem vagamente terrível de um homem na mente de Aubretia
para lembrar daquele dia. Não havia nenhuma parecença de
humanidade. A morte havia criado uma barreira invisível atrás
da qual um corpo não era mais que um artefato esbranquiçado
que lembrava rudemente uma silhueta humana, mas
suficientemente diferente do tipo feminino, remotamente e
alienígena. E com a imagem, um certo medo indefinível,
não do corpo no Annex, mas de algo mais fundamental, algo a
respeito dela mesma, e de Aquilegia e Gallardia, e com todas as
mulheres do mundo. O medo era uma sombra por trás de uma
figura de homem, não completamente distinta, mas, talvez por
isso mesmo, de medonho significado, obscurecendo os limites da
consciência com um sentido do inexplicável.”
---
Charles Eric Maine, World Without Men, II. --- Sobre as
sensações de Albretia ao reconhecer no gelo a silhueta
de um homem num mundo onde os homens já não existiam. O
romance de Eric Maine se desenrola em torno da tentativa de uma
espécie apenas de mulheres recriar, com tudo que tinham, os
antigos homens.
Matt Patterson*
O
artigo se refere a um estudo realizado por pesquisadores da
Universidade de New York e pela Universidade do Sul da Califórnia
ao que “consolidou os dados disponíveis sobre o papel
dos gêneros na criação dos filhos”. O
que resultou do seu barulhento resultado a The Atlantic resumiu
como segue:
“Nossas idéias de o que os pais fazem ou provém são baseadas primariamente no contraste entre casais e mulheres solteiras: um exercício de maçãs e laranjas que confunde gêneros, orientação sexual, status marital e as relações biogenéticas de modo que uma verdadeira comparação de gêneros --- uma que compare casais de gays ou de lésbicas aos casados heterossexuais ou de pais e mães solteiros --- não faria. A maioria dos dados falha ao distinguir entre um pai e a renda que ele provê, ou entre a presença de um pai e a presença do segundo conjuge, independente de gênero.”
Bem
compreendido? Não há diferença entre “você”
e a “renda que você fornece”. A notícia
desanimadora saiu no fim de 2009, produzida por pesquisadores do
Northest England Stem Cell Institute, e revelava que os
cientistas conseguiram criar uma técnica para produzir esperma
humano através de ramos de células tronco embrionárias.
Como noticiou o U. K. Telegraph:
“Dentro de 10 anos os cientistas dizem que a técnica poderá ser usada para permitir pares inférteis a ter crianças que são geneticamente suas próprias. Será possível mesmo criar esperma a partir de células tronco, dizem eles, o que por fim significa que uma mulher poderá ter um bebê sem um homem.”
Para
qualquer um que amou seu pai isso tudo é um pouco chocante.
Mas alguém que realmente não está nada chocado
com tudo isso é Maureen
Dowd do New York Times, que já havia esboçado
essa infâmia antes, no ano de 2005, com seu livro São
os homens necessários?
É
um tipo de lamento que se tem de muito ouvido dos salões
feministas, onde os males dos homens --- a guerra, não baixar
a tampa do vaso, etc... --- são gravemente condenados,
enquanto, num esforço só, todas as contribuições
dos homens à sociedade amargamento denegridas.
Agora
que um mundo sem homens parece estar num momento quase culminante,
antes de sua completa realização, é preciso
parar um pouco para considerar por um instante com o quê um
mundo assim irá verdadeiramente se parecer. Este será
certamente (?!) um mundo sem guerras, por certo, mas será também
um mundo sem outras coisas...
1)
Literatura: de Homero a
Stan Lee, a maioria das grandes histórias foram contadas por
homens. --- E não apenas isso, mas por muito tempo os homens
se tornavam homens sentando ao lado de um ancião e ouvindo
narrativas celebradas como ritos de passagem, antes que uma reclusão
ou grande tarefa lhe fosse exigida. --- Os grande poetas foram quase
exclusivamente homens ---- não há mulheres equivalentes
a Byron ou Whitman, muito menos a Shakespeare ou Dante, homens cuja
visão extraordinária moldaram não apenas nossa
linguagem, mas nosso senso do que é humano. Um mundo sem
homens será um mundo cuja lista de grandes autores incluiria
Jane Suten, Safo... e... humm...
2)
Tecnologia: Os homens tem inventado
tudo que vale a pena ser inventado, da imprensa ao iPad. Se há
um gadget
ou um dispositivo que fez sua vida mais fácil ou mais
agradável, a vantagem é de 99 para 1 que isso foi
previsto --- e primeiro trazido a você --- por um homem.
3)
Alimentos: Quantos fazendeiros na história foram mulheres?
Pois é...
4)
Comédia: Um mundo sem homens
seria certamente um mundo sem piadas e riso. Alguns caras, especialmente os
caras bobalhões, são responsáveis por mais
comédia do que qualquer um, [adaptando:] de Jerry Lewis ao
Monty Python, Charlie Chaplin, Laurel and Hardy, Groucho Marx...,
todos os latinos antigos, [por aqui Chico Anysio, Jô Soares,
José Vasconcellos...]. E a razão macho-fêmea em
comédia stand-up
é algo como 4/1 (--- nada disso, é claro, retira o
brilho de algumas mulheres como Lucille Ball e Carol Brunett).Isto
é, um mundo sem homens seria um mundo realmente muito chato,
mesmo se isso fosse possível.
Encare isso, os homens
inventaram a própria civilização. Pode alguém
realmente negar isso? Assim, para todas aquelas mulheres que acham que elas
estariam melhores sem sua malcheirosa contraparte, pensem melhor (pelo
menos, senão isto, para não dar mais razão ao
que se constatou até aqui). E se isso não convence você
da necessidade dos homens, pergunte a si mesma: 'Quem abrirá
os potes de conserva? Ah?'
*Matt
Patterson é um counista, comentarista e contribuidor do Proud
to Be Right: Next
Conservative Generation.
Ele pode ser contatado no Mattpattersononline.com.
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