O método sentimental Dewey-Freire
“[Trabalho]
para realizar o sonho democrático de
igualdade, justiça, paz, cooperação, oportunidades plenas de
educação, pleno emprego, saúde e a criação daquelas
circunstâncias pelas quais o homem pode ter a chance de viver por
valores capazes de dar sentido à sua vida.”
--- Saul Alinsky, Rules
for Radicals; p. 3.
“Aqueles que os deuses
querem destruir, a estes primeiro os iludem”.
--- S. A., Rules...;
p. 194.
(Da série "Outros métodos de educação fascista")
Chuck Rogér *
Qualquer
um novo admitido em alguma das principais universidades americanas tem imediatamente a oportunidade de ensinar aos estudantes
a sua
própria crença de que, por exemplo, as pessoas brancas estão
“destilando
veneno entre as comunidades de cor”
e que os americanos devem sacrificar
seu bem-estar pelas populações indígenas. Em Junho de 2010, a
Universidade de Princeton deu boas
vindas em seus salões vazios ao primeiro Czar dos Empregos
Verdes de Obama, Van
Jones, um auto-proclamado comunista.
É a
história de como os americanos fizeram surgir nas mochilas escolares
instruções comunista práticas para serem usadas.
Em 1899, Vermonter
John Dewey descortinou sua visão
para refazer a educação
americana --- uma visão
assumida de todo pelos educadores “progressistas” e usada para
corromper os temas e métodos usados para ensinar os jovens. Em The
School and Society,
Dewey declarou que a educação não ocorre “entre
professor e aluno, ou entre professores e pais”[i].
A educação é uma
responsabilidade que a sociedade deve executar usando técnicas
“previamente ignoradas
como triviais, fúteis ou mesmo condenadas como positivamente más”
[ii.1].
Pessoas como Van
Jones parecem ter um tipo de técnica [parece loucura, mas é
técnica].
Jones
sustenta, ao mesmo tempo, uma demonstração de anti-polícia ao
estilo maoísta e acredita
que marxistas e anarquistas são “pessoas
espirituais”.
Os novos comunistas de Princeton tem dito
que os
pagadores de impostos criam a “violência
contra as pessoas de cor”
[2]
e que
sem sabedoria de pessoas como ele, o “gafanhoto” humano “limpará
esse mundo até os ossos”.
O saco de maldades de Jones contém as técnicas “positivamente
más” as quais Dewey torna demandas ao verdadeiro método de
educação.
Dewey
vislumbrou uma sociedade que assegura “o crescimento
de todos [os seus] indivíduos”
[3], uma sociedade na qual o “individualismo
e o socialismo”
tornam-se um [iii.4]. A noção de que a sociedade deve
garantir o bem-estar de todos seria perseguido pelo presidente
Theodore Roosevelt, Wilson, F.D. Roosevelt, L.B. Johnson, Carter,
George W. Bush, e por Obama. Mas o fato de que o coletivo nunca
poderá ser um indivíduo frustra sem jeito os progressistas
teóricos. [Avisem eles
disso!].
Nenhum
progressista pode tolerar a lei natural. Cegos para as coisas como
elas são, Dewey falava aos familiares que
apenas uma “mudança
radical na educação” poderia
dar jeito na imodéstia, irreverência e desobediência de suas
crianças [iv]. A probabilidade de que as
crianças continuem causando confusão, exatamente como as
baderneiras de 1899 fizeram, como fizeram a cada nova geração ao
longo da existência da espécie humana é coisa que escapa a Dewey.
Mais inacreditavelmente ainda, relacionado à imodéstia,
irreverência e desobediência, Dewey prescreveu nenhuma substância,
mas esquisitices
sentimentalóides
[como, de novo, temos exatamente o mesmo em Paulo Freire, é
comum de ambos]:
“Podemos
reconhecer nossas compensações --- o aumento da tolerância, a
abertura do julgamento social, a maior reconhecimento da natureza
humana, o aguçado estado de alerta ao ler sinais de caráter e
interpretar situações sociais, a grande capacidade com que nos
adaptamos a diferentes personalidades, o contato com maiores
atividades comerciais” [v, 5].
O
resultado é uma moral frouxa, a tolerância a preguiçosos e o
julgamento débil se torna central no plano de aula dos
progressistas.
Em
1899, o relativismo moral e a “diversidade” debutaram na educação
nos Estados Unidos. Seguindo os princípios de Friedrich
Frobel, “inventor” do jardim de infância, Dewey proclamou
que a escola deveria condicionar as crianças para desejarem a “ordem
social” [vi]. Os professores deveriam forçar
a “vida
em ajuda mútua”
de modo a
doutrinar as crianças no coletivismo. A
escola deveria tirar o foco de cima de fatos, de conhecimento e
habilidades [vii]. Dewey
mudou todo o conceito da disciplina na escola, assim fez nascer a
sala de aula desorganizada e tumultuada
cujo negócio é encher
as crianças com um “espírito
de cooperação e vida comunitária”
[viii].
[Paulo Freire é o nosso John Dewey, não há dúvida]
As crianças não precisam compreender “valores econômicos”,
elas
precisam “poder
social e insight”
[ix].
Hoje, zelotes contra o trabalho de casa e anti-competição, como o
autor de The
Homework Myth,
Alfie
Kohn, e seus tietes, estão salmodiando essa pieguice tola sem
qualquer fundamento [x], [xi], [xii], [xiii], [xiv].
Dewey
recrutou educadores a uma guerra contra a América tradicional,
prometendo que quando só os professores aprontarem cada criança
para a “cidadania”,
“...saturando-os
com o espírito solidário e armando-os com os instrumentos do
efetivo auto-governo, poderemos ter a mais profunda e melhor garantia
da mais ampla sociedade que é valoroza, amorosa e harmoniosa [xv].”
Tendo-o
proclamado 111 anos atrás, Dewey
iniciou a missão progressiva para apagar a individualidade e fazer
nascer autômatos para “servirem” à sociedade.
É difícil de ignorar a similaridade entre a
sociedade “digna” de
Dewey e o chamado de Barack Obama a todos os estudantes para
engajarem-se algum tipo de trabalho social [de
massa]
pela América.
Não
satisfeito com simplesmente visualizar uma sociedade solidária,
Dewey lançou mão de um de seus mais destrutivos legados quando ele
fez a discussão alienígena de que a criança deveria “brincar”
com o conteúdo de seu coração de modo a alcançar
seu “supremo fim”,
a “plenitude
[sic]
de realização de seu poder
construtivo,
uma realização que
continuamente conduz-la de um plano a outro”
[xvi, 6]. A boboquice de Dewey aniquila com o surgimento da
“auto-estima”. No seu lugar, afaga as crianças. Sem pressão:
seu “poder construtivo” vai vingar eventualmente, ...talvez.
No
livro One
Nation under Therapy, Christina
Hoff Sommers e Sally Satel encontraram
que o tipo de estupidez de Dewey produz “crianças
superprotegidas”
as quais se “nega
[os
meios de aprenderem]
lições essenciais da vida”,
incutindo
nelas uma auto-estima sem méritos e enganando-as a acreditar que
“elas
devam ser julgadas por ninguém além de por elas mesmas”
[xvii].
Em seu livro Mexifornia,
o professor de artes clássicas Victor Davis Hanson observa que “as
pessoas adquirem
auto-estima
com o seu aperfeiçoamento e não com retórica terapêutica”
[xviii]. A
auto-estima é o produto do que alcançamos e
não uma motivação por ela.
Os progressistas ignoram-no.
Dewey
ridicularizou o ensino dos fatos e ignorou a Psicologia
101 ao advertir os professores contra o uso de classificações,
contra a não-promoção e à detenção após a escola para obter
resultados. As
crianças devem reconhecer seus próprios “assuntos
relevantes”
[xix]. Porque os educadores têm, grandemente e cada vez mais,
aderido ao lixo de Dewey, não resulta daí surpreendente que adultos
educados pelo governo reconhecerem John, Paul, George e Ringo como os
almofadinhas do Monte Rushmore, ou identificar a Guerra Civil como
“aquela
coisa vergonhosa dos anos 60”.
Para
resumir, Dewey e os pseudo-intelectuais depois dele, empregaram
o relativismo moral como subterfúgio ao declínio moral.
Sob o guarda-chuvas da “tolerância”,
os educadores progressistas condicionaram
as crianças para não perceberem o declínio moral como um sinal de
sã “diversidade”. A
tolerância foi festejada pelos estudantes completamente deficientes
em conhecimentos básicos tais como história americana e princípios
fundadores. Os professores influenciados por Dewey agora permitem que
políticos radicais alistem estudantes em agendas de ativismo
políticos como
autômatos.
Pamela
Geller noticiou
que o slogan “Organizing
for America”
de Obama recrutou crianças para doutrinação marxista, aos
ensinamentos do radical
ativista William Ayers, alarmista pró-aquecimento global e
propagandista pró imigrantes ilegais. As recomendações de leitura
de Obama ainda incluíam Rules
for Radicals,
de Saul Alinsky, e Stir
it Up,
de Rinku Sen. Dentro da lavanderia cerebral anti-Americana de Obama,
a trouxa da criança poderá, quem sabe --- preparadas por Dewey e
séquito --- se tornar um Van Jones no futuro.
A
um século Dewey tem empurrado comunistas como Jones para dentro das
salas de aula e pondo medo nos educadores de rotular o veneno de
Jones de veneno. Técnicas
corrompidas e currículo idiotizado
têm normalizado ignorar a bondade rara que há na América,
trazendo-nos no seu lugar uma característica exibida por todas as
sociedades socialistas: dependência
massiva por caridade estatal. [Ainda
aqui, coisa perfeitamente encontrada, exatamente a mesma, na
ideologia de Paulo Freire em qualquer de suas orbas.]
Embora a recessão atual tenha contribuído para aumentar essa
dependência, foi o progressismo e a educação saturada das idéias
de Dewey que achataram tanto a economia quanto a capacidade da
América para resolver seus problemas.
Quanto
mais se aderiu a Dewey hoje? Faça uma pesquisa no Google sobre “John
Dewey”. A busca revela dois milhões de entradas que revelam
escolas de todo tipo entusiasmadas pelos dogmas de Dewey [7]. Membro
do
Jornal de Bruxelas
e contribuidor
da Central Papal para Políticas em Educação Superior, Thomas
Nertonneau, disse-me que as teorias de Dewey formam “um
tipo de atualidade, que as pessoas assumem como coisa valor, e que
esta tem um certo 'poder de compra' nas instituições”.
Infelizmente, o professor de inglês Bertonneau está correto. A
cultura tóxica do deweyismo
é a ortodoxia
na América hoje; uma moeda sem valor suportada apenas pela cultura
morta do sermonário de Vermonter.
Notas
do autor [i,
ii, iii, iv...]
e da tradução [1,
2, 3...]
*Chusk
Róger é físico e ex-executivo de alta tecnologia, foi colunista
para o jornal Phoenix
e hoje em chuckroger.com. Email:
swampcactus@chuckroger.com.
[ii]
Ibid, p. 73. --- [1.] Não apenas isso, mas a “pedra de toque do
método educacional” (!), segundo Dewey. Não é à-toa que
tantos Planos e Programas, como o ECA, o Estatuto da Juventude
recente e o antigo novo Plano Nacional da Educação tenham
justamente esse método. Aquele que nenhum país que saiu do
subdesenvolvimento jamais adotou.
2.
Uma demonstração equivalente desse tipo de denúncia que aponta com
ódio o ódio alheio, pode ser lido em “O
mapa da xenofobia de classe” – onde se faz do “ódio de
classe” o ponto de partida para acusar o “ódio racial” de quem
não concorda com quem defende os direitos dos pobres, dos
“desviados” da lei e das minorias “afetivas”, etc., o que
mais seja minoria e ressentida. É também o plano teórico de toda
obra de Paulo Freire, que vê papel na raiva (que não resulte em
odiosidade) o mecanismo da ação efetiva a partir do conhecimento
aprendido, bem como a inevitável distinção de classe e da luta que
dela advém. Paulo Freire vai do sentimentalismo da compaixão pelos
“pobres” à raiva nos “oprimidos” e à luta de classes.
3.
Em Paulo Freire, o ensino ocorre apenas quando é sobre todos, não
em cada um, mas no todo, na coletividade --- o método do
“processo totalizado e totalizador” (Pedagogia do
oprimido, 4), assim mesmo, sem mais.
[iii]
Ibid, p. 5. --- [4.] O
socialismo visto como “fraternidade
universal”
conquistada pela doutrinação desde a escola e como reforço ao
engajamento gregário, a força acima da ética, ou --- Verdade fora
– a ética do consenso e do esforço coletivo.
[v]
Ibid. --- [5.] Esse
tipo de sentimentalismo esdrúxulo está também no estilo pueril
solene de patacoadas utópico dos planos e estatutos que o governo
brasileiro vem produzindo na última década.
[x]
Janine Bempechat, “The
motivational benefits of homework: a social-cognitive perspective,"
Theory
Into Practice,
The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xi]
Brian P. Gill and Steven L. Schlossman, "Villain or savior? The
American discourse on homework, 1850-2003," Theory
Into Practice,
The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xii]
Merith Cosden, Gale Morrison, Lisa Gutierrez, Megan Brown, "The
effects of homework programs and after-school activities on school
success," Theory
Into Practice,
The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xiii]
Lyn Corno and Jianzhong Xu, "Homework as the job of childhood,"
Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education,
Summer 2004.
[xiv]
Hanna Skandera and Richard Sousa, "Homework Pays Off,"
Hoover Digest, The Hoover Institution, No. 4, Fall Issue, 2003.
[xvi]
Ibid, p. 73. --- [6.] E eis aqui também mais uma vez as “plenitudes”
que abundam nos planos e programas da ideologia no governo federal
brasileiro, a idiotia pueril do “perfectibilismo” formal das
redações das normas legais. Todo o linguajar flamboyant, ostentoso
e simplório de uma só vez, que tem exemplo nesse pieguíssimo
“brincar com o conteúdo de seu coração” (quando se quer
educar) ou nesse “processo totalizado e totalizador” de
Freire, ou ainda ao dizer que “um primeiro saber inicialmente
apontado como necessário à formação do docente, numa perspectiva
progressista”, é “[s]aber
que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as
possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”
(Pedagogia da autonomia, 2)
[grifado no original]
[xvii]
Christina Hoff Sommers and Sally Satel, One Nation Under Therapy, St.
Martin's Press, 2005, p 25.
7.
Encontrei pouco menos de 5 milhões de entradas (14.10.2011).
*
Tradução
do original:
“How
to Pollute a Mind: Lessons from John Dewey and Van Jones”
Chuck
Rogér
American
Thinker, 11
de Março de 2010.



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