outubro 15, 2011

O método sentimental Dewey-Freire


[Trabalho] para realizar o sonho democrático de igualdade, justiça, paz, cooperação, oportunidades plenas de educação, pleno emprego, saúde e a criação daquelas circunstâncias pelas quais o homem pode ter a chance de viver por valores capazes de dar sentido à sua vida.
--- Saul Alinsky, Rules for Radicals; p. 3.
Aqueles que os deuses querem destruir, a estes primeiro os iludem”.
--- S. A., Rules...; p. 194.
(Da série "Outros métodos de educação fascista")
Chuck Rogér *
Qualquer um novo admitido em alguma das principais universidades americanas tem imediatamente a oportunidade de ensinar aos estudantes a sua própria crença de que, por exemplo, as pessoas brancas estão “destilando veneno entre as comunidades de cor” e que os americanos devem sacrificar seu bem-estar pelas populações indígenas. Em Junho de 2010, a Universidade de Princeton deu boas vindas em seus salões vazios ao primeiro Czar dos Empregos Verdes de Obama, Van Jones, um auto-proclamado comunista.
É a história de como os americanos fizeram surgir nas mochilas escolares instruções comunista práticas para serem usadas.
Em 1899, Vermonter John Dewey descortinou sua visão para refazer a educação americana --- uma visão assumida de todo pelos educadores “progressistas” e usada para corromper os temas e métodos usados para ensinar os jovens. Em The School and Society, Dewey declarou que a educação não ocorre “entre professor e aluno, ou entre professores e pais”[i]. A educação é uma responsabilidade que a sociedade deve executar usando técnicaspreviamente ignoradas como triviais, fúteis ou mesmo condenadas como positivamente más” [ii.1].
Pessoas como Van Jones parecem ter um tipo de técnica [parece loucura, mas é técnica]. Jones sustenta, ao mesmo tempo, uma demonstração de anti-polícia ao estilo maoísta e acredita que marxistas e anarquistas são “pessoas espirituais”. Os novos comunistas de Princeton tem dito que os pagadores de impostos criam a “violência contra as pessoas de cor[2] e que sem sabedoria de pessoas como ele, o “gafanhoto” humano “limpará esse mundo até os ossos”. O saco de maldades de Jones contém as técnicas “positivamente más” as quais Dewey torna demandas ao verdadeiro método de educação.
Dewey vislumbrou uma sociedade que assegura “o crescimento de todos [os seus] indivíduos[3], uma sociedade na qual o individualismo e o socialismo tornam-se um [iii.4]. A noção de que a sociedade deve garantir o bem-estar de todos seria perseguido pelo presidente Theodore Roosevelt, Wilson, F.D. Roosevelt, L.B. Johnson, Carter, George W. Bush, e por Obama. Mas o fato de que o coletivo nunca poderá ser um indivíduo frustra sem jeito os progressistas teóricos. [Avisem eles disso!].
Nenhum progressista pode tolerar a lei natural. Cegos para as coisas como elas são, Dewey falava aos familiares que apenas umamudança radical na educaçãopoderia dar jeito na imodéstia, irreverência e desobediência de suas crianças [iv]. A probabilidade de que as crianças continuem causando confusão, exatamente como as baderneiras de 1899 fizeram, como fizeram a cada nova geração ao longo da existência da espécie humana é coisa que escapa a Dewey. Mais inacreditavelmente ainda, relacionado à imodéstia, irreverência e desobediência, Dewey prescreveu nenhuma substância, mas esquisitices sentimentalóides [como, de novo, temos exatamente o mesmo em Paulo Freire, é comum de ambos]:
Podemos reconhecer nossas compensações --- o aumento da tolerância, a abertura do julgamento social, a maior reconhecimento da natureza humana, o aguçado estado de alerta ao ler sinais de caráter e interpretar situações sociais, a grande capacidade com que nos adaptamos a diferentes personalidades, o contato com maiores atividades comerciais” [v, 5].
O resultado é uma moral frouxa, a tolerância a preguiçosos e o julgamento débil se torna central no plano de aula dos progressistas.
Em 1899, o relativismo moral e a “diversidade” debutaram na educação nos Estados Unidos. Seguindo os princípios de Friedrich Frobel, “inventor” do jardim de infância, Dewey proclamou que a escola deveria condicionar as crianças para desejarem a “ordem social” [vi]. Os professores deveriam forçar a “vida em ajuda mútua de modo a doutrinar as crianças no coletivismo. A escola deveria tirar o foco de cima de fatos, de conhecimento e habilidades [vii]. Dewey mudou todo o conceito da disciplina na escola, assim fez nascer a sala de aula desorganizada e tumultuada cujo negócio é encher as crianças com um espírito de cooperação e vida comunitária [viii]. [Paulo Freire é o nosso John Dewey, não há dúvida] As crianças não precisam compreender “valores econômicos”, elas precisam poder social e insight [ix]. Hoje, zelotes contra o trabalho de casa e anti-competição, como o autor de The Homework Myth, Alfie Kohn, e seus tietes, estão salmodiando essa pieguice tola sem qualquer fundamento [x], [xi], [xii], [xiii], [xiv].
Dewey recrutou educadores a uma guerra contra a América tradicional, prometendo que quando só os professores aprontarem cada criança para a “cidadania”,
...saturando-os com o espírito solidário e armando-os com os instrumentos do efetivo auto-governo, poderemos ter a mais profunda e melhor garantia da mais ampla sociedade que é valoroza, amorosa e harmoniosa [xv].
Tendo-o proclamado 111 anos atrás, Dewey iniciou a missão progressiva para apagar a individualidade e fazer nascer autômatos para “servirem” à sociedade. É difícil de ignorar a similaridade entre a sociedade “digna” de Dewey e o chamado de Barack Obama a todos os estudantes para engajarem-se algum tipo de trabalho social [de massa] pela América.
Não satisfeito com simplesmente visualizar uma sociedade solidária, Dewey lançou mão de um de seus mais destrutivos legados quando ele fez a discussão alienígena de que a criança deveria “brincar” com o conteúdo de seu coração de modo a alcançar seu “supremo fim, a “plenitude [sic] de realização de seu poder construtivo, uma realização que continuamente conduz-la de um plano a outro” [xvi, 6]. A boboquice de Dewey aniquila com o surgimento da “auto-estima”. No seu lugar, afaga as crianças. Sem pressão: seu “poder construtivo” vai vingar eventualmente, ...talvez.
No livro One Nation under Therapy, Christina Hoff Sommers e Sally Satel encontraram que o tipo de estupidez de Dewey produz “crianças superprotegidas” as quais se “nega [os meios de aprenderem] lições essenciais da vida”, incutindo nelas uma auto-estima sem méritos e enganando-as a acreditar que “elas devam ser julgadas por ninguém além de por elas mesmas[xvii]. Em seu livro Mexifornia, o professor de artes clássicas Victor Davis Hanson observa que “as pessoas adquirem auto-estima com o seu aperfeiçoamento e não com retórica terapêutica” [xviii]. A auto-estima é o produto do que alcançamos e não uma motivação por ela. Os progressistas ignoram-no.
Dewey ridicularizou o ensino dos fatos e ignorou a Psicologia 101 ao advertir os professores contra o uso de classificações, contra a não-promoção e à detenção após a escola para obter resultados. As crianças devem reconhecer seus próprios “assuntos relevantes [xix]. Porque os educadores têm, grandemente e cada vez mais, aderido ao lixo de Dewey, não resulta daí surpreendente que adultos educados pelo governo reconhecerem John, Paul, George e Ringo como os almofadinhas do Monte Rushmore, ou identificar a Guerra Civil comoaquela coisa vergonhosa dos anos 60”.
Para resumir, Dewey e os pseudo-intelectuais depois dele, empregaram o relativismo moral como subterfúgio ao declínio moral. Sob o guarda-chuvas da “tolerância”, os educadores progressistas condicionaram as crianças para não perceberem o declínio moral como um sinal de sã “diversidade”. A tolerância foi festejada pelos estudantes completamente deficientes em conhecimentos básicos tais como história americana e princípios fundadores. Os professores influenciados por Dewey agora permitem que políticos radicais alistem estudantes em agendas de ativismo políticos como autômatos.
Pamela Geller noticiou que o slogan “Organizing for America” de Obama recrutou crianças para doutrinação marxista, aos ensinamentos do radical ativista William Ayers, alarmista pró-aquecimento global e propagandista pró imigrantes ilegais. As recomendações de leitura de Obama ainda incluíam Rules for Radicals, de Saul Alinsky, e Stir it Up, de Rinku Sen. Dentro da lavanderia cerebral anti-Americana de Obama, a trouxa da criança poderá, quem sabe --- preparadas por Dewey e séquito --- se tornar um Van Jones no futuro.
A um século Dewey tem empurrado comunistas como Jones para dentro das salas de aula e pondo medo nos educadores de rotular o veneno de Jones de veneno. Técnicas corrompidas e currículo idiotizado têm normalizado ignorar a bondade rara que há na América, trazendo-nos no seu lugar uma característica exibida por todas as sociedades socialistas: dependência massiva por caridade estatal. [Ainda aqui, coisa perfeitamente encontrada, exatamente a mesma, na ideologia de Paulo Freire em qualquer de suas orbas.] Embora a recessão atual tenha contribuído para aumentar essa dependência, foi o progressismo e a educação saturada das idéias de Dewey que achataram tanto a economia quanto a capacidade da América para resolver seus problemas.
Quanto mais se aderiu a Dewey hoje? Faça uma pesquisa no Google sobre “John Dewey”. A busca revela dois milhões de entradas que revelam escolas de todo tipo entusiasmadas pelos dogmas de Dewey [7]. Membro do Jornal de Bruxelas e contribuidor da Central Papal para Políticas em Educação Superior, Thomas Nertonneau, disse-me que as teorias de Dewey formam “um tipo de atualidade, que as pessoas assumem como coisa valor, e que esta tem um certo 'poder de compra' nas instituições”. Infelizmente, o professor de inglês Bertonneau está correto. A cultura tóxica do deweyismo é a ortodoxia na América hoje; uma moeda sem valor suportada apenas pela cultura morta do sermonário de Vermonter.
Notas do autor [i, ii, iii, iv...] e da tradução [1, 2, 3...]
*Chusk Róger é físico e ex-executivo de alta tecnologia, foi colunista para o jornal Phoenix e hoje em chuckroger.com. Email: swampcactus@chuckroger.com.
[i] John Dewey, The School and Society and The Child and the Curriculum, BN Publishing, 2008, p. 5.
[ii] Ibid, p. 73. --- [1.] Não apenas isso, mas a “pedra de toque do método educacional” (!), segundo Dewey. Não é à-toa que tantos Planos e Programas, como o ECA, o Estatuto da Juventude recente e o antigo novo Plano Nacional da Educação tenham justamente esse método. Aquele que nenhum país que saiu do subdesenvolvimento jamais adotou.
2. Uma demonstração equivalente desse tipo de denúncia que aponta com ódio o ódio alheio, pode ser lido em “O mapa da xenofobia de classe” – onde se faz do “ódio de classe” o ponto de partida para acusar o “ódio racial” de quem não concorda com quem defende os direitos dos pobres, dos “desviados” da lei e das minorias “afetivas”, etc., o que mais seja minoria e ressentida. É também o plano teórico de toda obra de Paulo Freire, que vê papel na raiva (que não resulte em odiosidade) o mecanismo da ação efetiva a partir do conhecimento aprendido, bem como a inevitável distinção de classe e da luta que dela advém. Paulo Freire vai do sentimentalismo da compaixão pelos “pobres” à raiva nos “oprimidos” e à luta de classes.
3. Em Paulo Freire, o ensino ocorre apenas quando é sobre todos, não em cada um, mas no todo, na coletividade --- o método do “processo totalizado e totalizador” (Pedagogia do oprimido, 4), assim mesmo, sem mais.
[iii] Ibid, p. 5. --- [4.] O socialismo visto como “fraternidade universal” conquistada pela doutrinação desde a escola e como reforço ao engajamento gregário, a força acima da ética, ou --- Verdade fora – a ética do consenso e do esforço coletivo.
[iv] Ibid, p. 9.
[v] Ibid. --- [5.] Esse tipo de sentimentalismo esdrúxulo está também no estilo pueril solene de patacoadas utópico dos planos e estatutos que o governo brasileiro vem produzindo na última década.
[vi] Ibid, p. 11.
[vii] Ibid, p. 72.
[viii] Ibid, p. 12.
[ix] Ibid, p. 13.
[x] Janine Bempechat, “The motivational benefits of homework: a social-cognitive perspective," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xi] Brian P. Gill and Steven L. Schlossman, "Villain or savior? The American discourse on homework, 1850-2003," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xii] Merith Cosden, Gale Morrison, Lisa Gutierrez, Megan Brown, "The effects of homework programs and after-school activities on school success," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xiii] Lyn Corno and Jianzhong Xu, "Homework as the job of childhood," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xiv] Hanna Skandera and Richard Sousa, "Homework Pays Off," Hoover Digest, The Hoover Institution, No. 4, Fall Issue, 2003.
[xv] Dewey, p. 20.
[xvi] Ibid, p. 73. --- [6.] E eis aqui também mais uma vez as “plenitudes” que abundam nos planos e programas da ideologia no governo federal brasileiro, a idiotia pueril do “perfectibilismo” formal das redações das normas legais. Todo o linguajar flamboyant, ostentoso e simplório de uma só vez, que tem exemplo nesse pieguíssimo “brincar com o conteúdo de seu coração” (quando se quer educar) ou nesse “processo totalizado e totalizador” de Freire, ou ainda ao dizer que “um primeiro saber inicialmente apontado como necessário à formação do docente, numa perspectiva progressista”, é “[s]aber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção(Pedagogia da autonomia, 2) [grifado no original]
[xvii] Christina Hoff Sommers and Sally Satel, One Nation Under Therapy, St. Martin's Press, 2005, p 25.
[xviii] Victor Davis Hanson, Mexifornia, Encounter Books, 2007, pp. 3-4.
[xix] Dewey, p. 94.
7. Encontrei pouco menos de 5 milhões de entradas (14.10.2011).
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Tradução do original:
How to Pollute a Mind: Lessons from John Dewey and Van Jones”
Chuck Rogér
American Thinker, 11 de Março de 2010.

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