maio 16, 2011

A união tática da "diversidade"

Anthony J. Sadar [1]
Dê uma volta em qualquer colégio ou universidade hoje nos Estado Unidos [ou por aqui] e você verá abundantemente a promoção da tal “diversidade”. Sinais que advogam a aceitação da diversidade estão por todos os lados e se referem a qualquer coisa que distinga “raça” ou “gênero”, este já expandido para o mero “estilo” de vida ou “opção” por “um” tipo comportamento sexual.
Este apelo vem já de longe sendo usado como pretexto por unidade, desapercebido e apesar do slogan oximoro “unidade na Diversidade” como frequentemente reivindica. De onde veio um tal conceito que hoje claramente divide a América? [Ou, cuja prática, em qualquer nação, cria apelos e dissenção interna e ignora seu uso no passado.]
O moderno movimento pela diversidade se originou provavelmente com o pensamento progressivista e obteve avanços através do meio simplista, porém efetivo, dividir e conquistar. Os americanos, já desde cedo nos anos 60, deixaram influenciar passivamente pelo apelo de ignorar as diferenças e fazer parte de um “melting pot” [--- ideia cujo efeito, e pelo qual se justifica, é solvente da identidade nacional por uma identidade universal de uma moral laica de apelo “cosmopolita”]. A intenção era a de unir os cidadãos para trabalharem juntos e fazer o país mais forte e produtivo, especialmente enquanto a América competiu com o seu superpoder rival, a União Soviética.
Assim, a unidade esteve atada à liberdade, a qual conduziu à máxima prosperidade para todos.
Para além de uma unidade superficial e de prosperidade material, a unidade do povo estava sob as qualidades da verdadeira fé, de esperança e de amor --- qualidades que não têm a ver com a cor da pele, a habilidade ou inabilidade e que tais ---, dessa forma produzindo um clima moral superior para a nação. Em Agosto o apresentador de televisão e rádio, muito popular, Glenn Beck, focou admiravelmente estas qualidades em uma reunião muito disputada em Washington, D.C.. Já há 2.000 anos, o princípio cristão de ignorar diferenças raciais, sociais e de gênero por uma unidade fundada em um fundamento individual superior era esposada pelo apóstolo Paulo por várias vezes nas epístolas dirigidas às comunidades cristãs da época. E isto sempre foi um incentivo suficiente, pelo menos para os cristãos americanos, para esposar estes valores.
De outro modo, a unidade da América parece que não serve por qualquer razão honorável de proposta àqueles que buscam mudar nossa sociedade para deixá-la controlada então por uma elite de intelectuais progressistas e exploradores [de outro tipo]. As elites acreditam que eles sabem o que é melhor para aqueles que são controlados, enquanto ao mesmo tempo ganham substancial poder e acesso a um vasta [gama] de ricos associados com aquele poder.
No entanto, sabemos da história que o que os progressistas consideram o melhor para as massas se torna nada mais que escravidão. O sofrimento de certas comunidades minoritárias remonta à destruição da unidade da família atual, a armadilha de uma educação pobre e a confiança em esmolas do governo --- tudo ligado às políticas progressistas. Além disso, as políticas progressistas levam eventualmente à estagnação, ao mal-estar e ao colapso econômico. O progressivismo, na forma do comunismo, na URSS, conseguiu lá pelas tantas falir com uma nação criativa unida sob um sistema próspero de livre-mercado.
Apesar de todos os ataques dos progressivistas ao capitalismo, é nos negócios e na indústria que as pessoas são mais frequentemente unidas em torno de uma proposta de benefício comum [2]. Mas, ora; não seria o desprezo que os progressivistas têm pelas comunidades empresariais a reação por justamente não terem sobre estas qualquer poder de controle direto? Por conseguinte, os progressistas pressionam demandando maior participação nas operações desses negócios [3], mesmo que sejam completamente ingênuos quando expostos às condições reais do comércio e de suas práticas. Então, com um chute na porta, querem fazer parte do sucesso e compartilhar os lucros sem o imprevisto do risco direto ou do trabalho real.
O esforço é o por infestar as grandes corporações e para expandir o tamanho do governo e de suas regulamentações sobre a iniciativa privada. Não obstante, na eleição passada [midterms 2010], vimos o desespero das elites progressistas que continuam sem hesitação a buscar dividir para conquistar.
O espírito de liberdade apareceu para ser desperto e unificado em uma viva oposição erguida contra o progressivismo. O movimento Tea Party exemplifica isso, e a extrema causticidade das elites defendendo a liberdade e a unidade revela que essa reviravolta da unidade [nacional] está causando pânico entre os agentes de divisão. Resultará essa resistência em ganhos significativos no Congresso desta vez? Os resultados das futuras eleições vão dizer. [E ai de nós, que por aqui igual nada há.]
Nesse entretempo, é bom sonhar quando, algum dia, caminhando pelos corredores da universidade, podermos ver os sinais que revivam o sentido da verdadeira unidade sobre o da diversidade tática. O autêntico avanço da nossa sociedade virá da contínua lembrança e vigilância para nos manter unidos naquilo que realmente e acima de tudo o mais interessa --- a capacidade de vivermos livres e promover e praticar a fé, a esperança e o amor nas suas expressões mais verdadeiras.
Anthony J. Sadar é professor adjunto de escolas no oeste da Pennsylvania e autor de Environmental Risk Communication: Principles and Practices for Industry (CRC Press/Lewis Publishers 2000).
Notas
1. Anthony J. Sadar, “Whatever Happened to Unity?” Original do American Thinker, October 30, 2010.
2. Coisa amplamente corroborada historicamente e que as próprias tentativas feitas por socialistas utópicos sempre demonstraram, que é só como a liberdade e a unidade encontram um equilíbrio que faça algum sentido.
3. Isto era um dos objetivos principais e reconhecido como o mais promissor por Saul Alinsky, mentor da turma de Obama, cuja tática associada Alinsky denominava tactic proxy --- “tática por procuração”. V. Rules for radicals, 8.

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