maio 18, 2011

Quando os abortos nascem

[V]ieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser – se viu –; e com máscara de cachorro. Me disseram; eu não quis avistar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão: determinaram – era o demo. Povo prascóvio...
--- “Riobaldo”. Grande Sertão: Veredas.
Peter Heck [1]
Há um velho provérbio africano que diz “Quem sabe a barriga que carrega o chefe?” Essa verdade simples ganhou um poderoso significado recentemente para que os americanos prestem atenção a ela.
De acordo com documentos oficiais do Serviço de Naturalização e Imigração evidências surgiram mostrando que o pai do presidente, Barack Obama Sr., aparentemente teria pago para enviar uma jovem garota que ele havia engravidado em Massachusetts para Londres, para que ela realizasse um aborto.
Fazendo o trabalho que os jornalista da grande mídia deveria fazer, o autor Jack Cashill revela que a imprensa estrangeira, diferente da americana, está dando destaque à história. Longe de especulações, de acordo com os documentos do SNI, a jovem universitária de Massachusetts que estava em um programa de intercâmbio estudantil, quando evidentemente ficou grávida de um certo Mr. Obama, então com 29 anos. A agência Asia News Internacional nota que este incidente ocorreu antes de 1973, ano da decisão Roe v. Wade, quando então “abortos eram ilegais nos Estados Unidos”.
Não se pode fazer nada senão espantar-se se uma tal revelação não causaria a um homem ver sua mulher descrever o abominável matadouro dos procedimentos clínicos do aborto, especialmente nos casos de nascimento parcial, como um mero “procedimento médico ilegal” e não imaginá-lo parar um instante para considerar que poderia ter sido facilmente ele mesmo.
Deixe-me fazer uma causa para dizer que geralmente não uso esse tipo de termos para discutir o aborto. A verdade é que não importa se a criança que será morta é um próximo Beethoven, Bach, Edison ou Einstein. O que faz da vida humana ter que ser protegida é sua natureza de vida humana, feita à semelhança do Criador. A vida é importante pelo que ela é, em si, não pelo que ela realiza --- não se importa se faça boa música ou se nasça surda, se invente a luz ou descubra mistérios natural extraordinários ou ainda o laço mais adequado dos cadarços dos sapatos. Ou, ainda além, se nasça mesmo para conduzir [sem se poder disfarçar que qualquer mérito disso só pode ser posterior] a mais poderosa nação da história mundial.
Essa revelação bomba a respeito da família Barack Obama é altamente instrutiva em vista do longo comprometimento de nosso presidente atual com a defesa do aborto.
O simples cenário em que a história surge é o seguinte: o presidente Obama tinha uma meia-irmã ou irmão ao qual, pouco antes de ter a chance de nascer e ser quem seria, teve suas chances descartadas em uma deprimente contêiner de entulho clínico em Londres. A realidade, um pouco mais complexa para o presidente entender, é que é muito difícil de assumir que dada a natureza do relacionamento com sua mãe, Ann Dunham, Barack Obama Sr. poderia ter perfeitamente preferido o mesmo fim para o nosso atual presente da república.
Em tal cenário, longe de oferecer uma nova perspectiva para as memórias de Obama no livro Dremans from my Father, poderíamos dar ao nosso presidente mais fielmente comprometido com a liberação do aborto que já tivemos a mesma impressão que tantos de nós, nascidos depois da desastrosa decisão a favor de Roe, tivemos: não fosse pela determinação pessoal e amor de nossas mães, nós poderíamos ter sido legalmente esquartejados.
Atribui-se ao ex-presidente Ronald Reagan ter dito esse óbvio iluminado de que, de fato, aqueles mesmos que lutam pelo direito de abortar serem os que puderam nascer para fazê-lo. Que este inquietante fato a respeito de seu pai permita ao nosso presidente [2] a chance para se colocar onde seu meio-irmão ou irmã esteve uma vez... onde ele esteve... e talvez reconsiderar a sua trágica posição sobre a vida uterina.
Enquanto lia estes detalhes da história sobre aquela alma a qual foi negada seu direito inalienável a começar a respirar, sou levado de volta à resposta do presidente Obama a Rick Warren, presidente da Igreja de Saddleback em um forum antes da eleição de 2008. Perguntado sobre quando um bebê tem direitos humanos garantidos, Obama covardemente desistiu de responder por conveniência política, e infamemente disse que “responder a esta questão de modo mais específico está acima das obrigações do meu salário”[3].
Essa resposta embaraçosa não deveria ser uma surpresa dado que poucos meses antes Barack Obama se referiu ao tema da educação sexual em sua rota de campanha. Falando especificamente sobre suas próprias irmãs, o homem que poderia ter sido abortado declarou:
Vou ensiná-las antes de tudo os valores e a moral. Mas se elas cometerem um erro, não quero que sejam punidas com um bebê”.
Tal pai, tal filho.
*
E, alas, que coincidência, da lavra da nossa “humanítica” Maria do Rosário, essa pérola não combinada com Mr. Obama Jr.:
Não podemos obrigar uma mulher a ter um filho”.
Depois dessa visão gloriosa da moralidade leiga, de Mr. Mui Instruído, Culto e Articulado, além dessa qualidade super-moral que é ser negro (ou outras raças, como a “indígena”), podemos notar que não se trata de coincidência, levando em conta o seu histórico (e parece que o do seu pai), mas de verdadeiro padrão, que o Sr. Barack “Smart” Obama, compartilhe com os nossos governantes dessa desfaçatez superior que reescreveu o inciso IIIº do Art 1º da Constituição Federal e que leva este outro aborto parido com cara de cachorra, a Sra. Maria do Rosário, encarregada da Secretaria de Direito Humanos --- que todo mundo sabe, incide sobre quem tem CPF ---, à mesma cantilena suave de elevador que se ouve quando se entra na clínica de aborto para “reparar um erro”.
É a nossa parcela de idolatria prestar culto a esse rosário negro das demandas por direitos, e reverência a esse sacerdote novo da desfaçatez que se chama “humanismo”, todo leiguinho que só ele, e que o povo aparvalhado se deixa convencer do palavreado dócil que camufla a violência sob uma máscara de polidez. Mas que, uma vez caída, mostraria que tem chifres, que tem cara, mas não é de gente; tem focinho, mas não é de cachorro.
Notas
1. Peter Heck, “The Nearly Aborted President”. Original do American Thinker, May 18, 2011. Peter Heck é professor universitário público e radialista em Indiana. Contato: peter@peterheck.com, visite www.peterheck.com, ou like him on Facebook.
2. O que bem poderia ser inspiração para esse rosário negro de Marias, Marthas, Marinors (!) e os demais dessa seita chamada "humanismo leigo".
3. Obama era então Senador por Illinois.

Nenhum comentário: