janeiro 26, 2011

Almanaque Lênin dos Coitados

Na França... há enclaves de muçulmanos do Terceiro Mundo, vivendo segundo suas próprias regras, exasperando ressentimentos de uma sociedade que parece contente em deixá-los vegetar a custa de esmolas do estado-babá. Os guetos negros dos Estados Unidos, especialmente os enormes conjuntos habitacionais nas grandes cidades, são outros enclaves de pessoas praticamente abandonadas, vivendo suas vidas marcadas pela violência e à margem da lei, com seus filhos guardados em depósitos que chamam de “escolas” e onde lhes é permitido fazer o que bem quiserem, sendo a educação mais ou menos opcional. O que é que está acontecendo? Esses e outros grupos, aqui nos EUA e no exterior, são tratados como mascotes políticos, os coitadinhos da hora das elites autolatulatórias.”
--- Thomas Sowell in Mídia a Mais, 18Jan/2011 [do Cavaleiro do Templo].
Todo vício leva à crueldade. Até mesmo uma emoção boa como a piedade, se não for controlada pela caridade e pela justiça, passa pela raiva e transforma-se em crueldade. […] E a piedade pelas classes oprimidas, quando separada da lei moral como um todo, leva, por meio de um processo muito natural, às brutalidades incessantes de um reinado de terror”.
--- C. S. Lewis, The problem of pain.

Resenha compilada | Poor Lenin's Almanac
por Bruce Walker
Provérbios esquerdistas perversos para a vida moderna
O Pobre Lênin não pode viver sem as pessoas mais miseráveis. O que quer que você imagine a respeito de sua vida, o Pobre Lênin pode convencê-lo de que você é realmente uma vítima de um processo perverso da sociedade. Você é uma mulher? Ora, você é uma vítima! Qual a cor de sua pele? Negro? Amarelo? Lusco-fusco? Pois você é uma vítima! Porta algum tipo de deficiência? Por Deus!, você é uma vítima! Tem filhos com necessidades especiais? Pois você é uma vítima! Você é apenas uma criança? Muito velho? Vítima!!
Vítimas, de acordo com o Pobre Lênin, não são pessoas com problemas que precisam ser superados. Vítimas são, de fato, pessoas de grande mérito ainda não descobertas. Transgressores, que abusam de drogas, presidiários, pedófilos, pessoas que têm necessidades especiais e que precisam ser cuidadas com mais zelo.
Essa filosofia do Pobre Lênin, no entanto, é algo radicalmente diferente do que tem sido uma vítima ao longo da história humana.
Quando Mao Zedong arrasou cidades, seus habitantes tornaram-se suas vítimas. Quando exércitos romanos marcharam, sobraram vítimas em suas pegadas. Quando os astecas precisaram de corações humanos para aplacar seus deuses selvagens, vítimas foram capturadas em guerras e trazidas até os altares sacrificiais. Estas vítimas nada fizeram de nobre. Elas poderiam ser vilões assim como vítimas inocentes. As cidades devastadas pelos mongóis poderiam ter conquistado outras cidades, se elas tivesse tido a chance. Foram os soldados alemães, esmagados pelos Aliados, igualmente vítimas? Sim... e? Todos sofrem nesse mundo, e muitos morrem. Somos nós todos vítimas? À parte José Saramago, que brande seu dedinho contra os céus inculpando Deus por ter condenado todos à morte, arbitrariamente, somos, sim, todos vítimas. Há vítimas especiais, que valem mais que qualquer uma outra? Isto não podemos saber, mas só Deus.
É também um fato importante que as vítimas podem ser elas mesmas as razões mais fortes de seu infortúnio, tal como o alcoolismo pode infligir a alguém, ou o abuso das drogas; ou, ainda, não raro a vantagem que se toma, astuciosamente, a alguém e que termina por impor um preço que não se prevíra. Não são nada raras as vítimas de golpes que pretendiam ter uma vantagem acima do razoável e terminam enganadas. Homens jovens que aderem a gangues são mais provavelmente sujeitos a se tornarem vítimas da violência do que garotos estudiosos que voltam para suas casas e passam as noites estudando. Nada disso diminuiria o fato de que pessoas atacadas e feridas continuam sendo vítimas, mas isto muda o seu caráter de vítima para algum tipo “superior” de nobreza a qual o Pobre Lênin inventa sob algumas circunstâncias um tanto especiais.
O fato é que o status moral de cada vítima deve ser julgado individualmente. No mundo real, na história humana, não há nada particularmente honroso em ser uma vítima. É, antes, um infortúnio. Pode --- ou deveria amiúde --- induzir compaixão e caridade em pessoas piedosas. Mas isto não é, em si, a fonte da bondade humana. De fato, isto está distante do que seja a bondade humana. Somente os masoquistas querem continuar sendo “vítimas”, e somente sadistas querem que as vítimas continuem vítimas.
Bem, o Pobre Lênin vê o sadismo e o masoquismo como versões amorais de um estilo de vida alternativo. O mais importante, a única coisa que importa à vida do Pobre Lênin é o que o torna algo divinamente especial. Convencendo grupos de pessoas que elas são vítimas eternas e que ele é delas sua divindade local, o Pobre Lênin pode persuadir as pessoas a apoiarem-no --- não apenas com seus votos, mas com suas vozes, com sua raiva e maldizendo contra um inimigo eterno... (Outskirts Press, 2010 - 208 pp.).

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Há mais de 250 anos, Benjamin Franklin produziu um trabalho clássico, arguto e sábio, intitulado Poor Richard's Almanac, acompanhado de certo efeito cômico, com poemas, frases e muito senso comum:
Um homem entre dois advogados é como um peixe entre dois gatos”.
Deus produz maravilhas aqui e sempre; Atenta! De um advogado honesto”.
Deus ajuda aos que se ajudam”.
Não venda Virtude para comprar saúde; nem Liberdade para comprar poder”.
Benjamin Franklin nos lembrou que somos responsáveis por nossas vidas. A advertência fundada na sabedoria do senso comum é tão verdadeira hoje quanto o foi na época em que foi escrita, no século 18. Muitos americanos, no entanto, adotaram desde então um outro ponto de vista para suas vidas, fundado sobre uma visão cáustica e niilista da esquerda marxista.
Em Poor Lenin's Almanac, Bruce Walker não pode se livrar do efeito cômico que um conjunto de “pensamentos” tão bizarro suscita no leitor. É particularmente sobre o apelo das minorias necessitadas (uma petição de princípio) cujo conceito é “expandido” para abranger qualquer um que possa fazer parte de uma maioria de novos “desassistidas”. O conceito passa a incluir então aqueles que atendem “coitados” a qualquer aflição, ressentimento, inquietação, sofrimento presumido, ou melindrados pela mera e vaga sensação de sofrimento ou desconforto. Esteja você incomodado ao ponto de atender a sua demanda que é agora a da grande massa das minorias, isso passa a ser uma demanda a qual a sociedade livre deve aderir, lutar por e, de preferência, inserir como dispositivo legal.
Os “mascotes políticos” de que fala Thomas Sowell não podem nunca deixar de ser os coitadinhos que a esquerda tanto ama defender; ama tanto que quer reproduzí-los aos montes e fazê-los então uma demanda “de direito” tutelada pelo Estado!
As novas “necessidades” são encabeçadas pelo partido, na origem produzidas pela vanguarda dos intelectuais do partido, e juntas formam a grande massa de “minorias”, o montão faccioso que atende ao ser chamado. A isto chamam “democratizar” a democracia. No Almanaque do Pobre Lênin, encontram-se cinquenta provérbios desse grupo de pessoas que esposa os ressentimentos dos inadvertidos para auferir o moralmente mais baixo lucro político.
Os provérbios revelam a atitude do Pobre Lênin sobre o governo:
Eu jamais encontrei um burocrata de quem não gostei”; e políticos:
Uma vítima necessitada é sempre necessariamente um voto”.
Os provérbios revelam também costumes sociais da esquerda:
Parentes devem ser vistos, não ouvidos”; ou:
Um pouco de celebridade vale o peso de ouro do mérito”; ou hostilidade a Deus:
No começo, Darwin criou o Céu e Terra”; e sobre a América:
Eu juro indiferença à bandeira!
As cinquenta máximas mostram de modo resumido, que pode ser lido em alguns poucos minutos, o fel ideológico e a trucagem ardilosa já como forma de pensamento que não se distingue mais da personalidade em quem habita. Elas cobrem cada tipo de baixeza, mesquinheza e covardia que é uma marca hoje da América. O último provérbio, o de nº 51, é uma mensagem de esperança e de repúdio a todo o mal apesar do Pobre Lênin e de seus amigos.
O autor, Bruce Walker, é um escritor conservador, autor de livros como Swastika Against the Cross: The Nazi War on Christianity e Sinisterism: Secular Religion of the Lie. Contribui regularmente com o American Thinker e muitos outros periódicos.
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Poor Lenin's Almanac é da linha das seleções What Liberals Say, do Accuracy in Media. Aqui uma lista disso:
Parem de usar os imigrantes como bode expiatório... [Parem de usar] frases ultrajantes como “aliens ilegais”!”
--- Howard Dean.
Você não deveria estar se formando em um mundo onde ainda estamos lutando por direitos humanos fundamentais, quer se tratem de direitos dos imigrantes para iniciar uma nova vida, quer os direitos dos gays de se casar; ou os direito das mulheres de escolher [pelo aborto]. Você não deveria se formar em um mundo onde o petróleo ainda dirige a política e os ambientalistas têm que lutar incansavelmente por cada vitória. Você não deveria. Mas você está. E por isto peço desculpas”.
--- Arthur Sulzberger Jr. , May 21, 2006.
Acho que não se deveria ter que ensinar matemática. Hoje temos computadores. Em pouco tempo não precisaremos saber por que de 3x=(2y)/4”.
--- Rosie O'Donnell.
A educação deveria ter por meta destruir o livre-arbítrio de modo que depois que os alunos tivessem sido escolarizados se tornassem incapazes … de pensar ou agir de modo diferente daquele que os seus mestres teriam desejado”.
--- Bertrand Russell.
Não há nenhum ser humano ilegal”.
--- Dennis Kucinich [sobre os imigrantes ilegais nos Estados Unidos].
Nós não somos o cérebro, somos um câncer na natureza”.
--- David Foreman.
[A propriedade de] Um animal doméstico é escravidão. Os animais não são nossos para comê-los, vestí-los [torturá-los nos laboratórios] ou sermos entretidos por eles”.
--- Ingrid Newkirk.
Meu sonho é que as pessoas vejam a ideia de comer um animal como canibalismo”.
--- Henry Spira , 1989.

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