dezembro 10, 2011

A mãe das crises do Capitalismo


Mesmo que saibamos como fazer o mundo melhor, o grande enigma é se há recursos e força suficientes para fazê-lo”.
--- Zygmunt Bauman, filósofo socialista polonês para o Fronteiras do Pensamento 2001, Porto Alegre.

A futura sociedade administrativa enfrentará um tríplice problema:
1) Reduzir os capitalistas (em casa e, finalmente, no resto do mundo) à impotência;
2) Coagir as massas de tal modo a fazê-las aceitar o governo dos administradores e eliminar qualquer ameaça contra si;
3) Competir entre si [dois ou três grupos que lutam pelo poder mundial] para superar seus rivais.”
--- James Burnham, Managerial revolution. Os problemas que um Estado Mundial terão que enfrentar são aqueles que se viu surgir na União Soviética no lugar de uma socidade socialista, como ela foi sonhada. 
 
Das fontes esquecidas do século XX, uma verdadeira profecia retrospectiva sobre a crise do “capitalismo” (made in socialist tactics) e suas engenhocas que não funcionam (lubrificadas com pouco sangue).
*
...Nos Estados Unidos a tendência é a de abandonar o capitalismo, e onde a sociedade administrativa (managerial society) recebeu uma expressão ideológica nativa sui generis. Esta expressão, condizente com os estágios inciais do processo que ocorreu na Russia e na Alemanha, é o New Deal...
Podemos ser cuidadosos em não identificar o New Deal e o newdealismo com Franklin D. Roosevelt e seus atos. Roosevelt é um político brilhante e um demagogo, que não criou o New Deal, mas o esposou quando apresentado às suas propostas. O New Deal saiu de dentro da estrutura que [conduz] a sociedade moderna, as forças que estão operando o fim do capitalismo e o começo de um novo tipo de organização social, as mesmas forças que nos estágios finais e sob diferentes circunstâncias produziram as revoluções na Rússia e na Alemanha. Os mais firmes defensores do New Deal não são Roosevelt e outros importantes “políticos do New Deal", mas um grupo mais jovem de administradores, expertos, técnicos e burocratas, os quais vem encontrando lugar em toda parte do aparato estatal: não aqueles apenas especializados em técnicas políticas, em redigir [com perícia] leis escondendo “armadilhas”, dando a Roosevelt uma dramática nova idéia, mas também a aqueles que estão levando adiante a ampliação do estado sobre os empreendimentos [privados e demandas sociais]: os managers. Entre estes estão alguns dos mais esclarecidos administradores que podem ser encontrados em todos os países. Eles são confiantes e agressivos. Embora alguns deles tenham algum background no marxismo, eles não tem nenhuma fé nas massas de modo a querer liderá-las a acreditar nas idéias de uma sociedade livre e sem classes. Ao mesmo tempo eles são, algumas vezes, abertamente escarnecedores dos capitalistas e das idéias capitalistas [v.g., a liberdade de ação empresarial como sempre existiu sem alternativas que com ela rivalizassem]. Eles estão prontos para trabalhar com qualquer um e não são tão melindrosos a ponto de insistir que suas palavras devam coincidir com seus atos e objetivos. Eles acreditam que podem fazer [muito], e eles gostam disso.
[…] Com o advento do New Deal, as causas daquelas mudanças, para as quais referimos tão freqüentemente e das quais eu listei, aceleraram. A intervenção estatal realmente andou. A percentagem da renda nacional contabilizada pelo empreendimento estatal direto dobrou em cinco anos. Uma parcela substancial da população está direta ou indiretamente dependente do estado para viver. O estado controla de uma centena de maneiras diferentes a totalidade da economia. A agricultura tronou-se totalmente dependente de subsídios estatais e sob o seu controle. Exportações e importações aumentam conduzindo-se para o monopólio do controle estatal. O controle privado sobre fundos de capital foram cortados por atos governamentais controlando a emissão e a segurança do mercado [trading in securities] e a estrutura de companhias de seguros. O dinheiro perdeu seu lastro metálico “livre” para se tornar administrado como “moeda corrente” e garantida a liquidez sob a direção do estado. Na completa negligência às concepções e princípios orçamentários capitalistas, o estado se permite déficits anuais de bilhões de dólares e usa as dívidas anuais como um instrumento de gerenciamento de políticas sociais. Impostos são destinados ao seguro social e fins políticos, mais do que aos salários. O estado, através de várias instituições, torna-se de longe o maior estabelecimento bancário. No geral, medidas depois de medidas os direitos de propriedade privada dos capitalistas foram reduzidos, enfraquecendo o relativo poder social dos capitalistas. Nos Estados Unidos ocorreu uma mudança semelhante a que havia antes ocorrido em escala mundial. A expansão das relações capitalistas na totalidade da economia foi substituída por uma crescente e contínua redução dela. A percentagem da economia sujeita às relações capitalistas, se medida em termos de propriedade direta e operação ou de grau de controle, começou a decrescer em razões ainda mais rápidas.
Os managers prosperavam no aparato estatal e na empresa privada, enquanto os capitalistas lamentavam entre si “aquele homem” [Roosevelt]. O Congresso, com apenas pequenas e raras revoltas, caia cada vez mais enquanto a soberania mudava do parlamento na direção dos bureaus e agências. Um após outro, os bureaus executivos tomaram para si os atributos e funções da soberania; os bureaus tornaram-se os “legisladores” de fato. Por volta de 1940 estava posto que o Congresso não possuiria mais o poder de fazer a guerra, a pedra angular da soberania. As disposições constitucionais não podiam mais estar contra a estrutura das mudanças da sociedade moderna e da natureza da guerra moderna: as decisões sobre a guerra e a paz não estavam mais sob o controle do parlamento. De novo e de novo isto foi publicamente jogado na cara do Congresso --- pelo obstáculo de Bremen, o congelamento das relações exteriores em acordo com políticas jamais submetidas ao Congresso[1], a prontidão de emissários confidenciais, particulares [discretos], no lugar de oficias da diplomacia regular [2, 3], a liberação de material militar e segredos a poderes beligerantes [4]. E não houve reação a que o parlamento se atrevesse.
O New Deal não é stalinismo, e também não é nazismo. Não é um análogo direto daqueles, porque o New Deal é de longe mais primitivo com respeito às mudanças [e] maturidade da revolução administrativa em desenvolvimento, e o capitalismo não está expurgado nos Estados Unidos. Porém, nem mesmo o observador ingênuo, amigo ou inimigo do New Deal, pode negar que este, em termos econômicos, políticos, sociais e ideológicos, é uma coisa diferente do capitalismo tradicional, e que move-se na mesma direção do stalinismo e do nazismo”[5].
--- James Burnham, Managerial Revolution (1940); pp. 254ss.

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Addendum
 Em 1947 a população americana contava 148 milhões. Hoje ela é de 312 mi --- um aumento de 111% (*Pensões, Saúde, Educação e Assistencialismo)
Enquanto o PIB aumentou a um fator de 5,5, os gastos aumentaram por 10,5, ou próximo do dobro da taxa de crescimento. Isto significa que existe muito menos dinheiro disponível na economia para a criação de empregos, a expansão e formação de riqueza. Em 2011 o gasto total do governo foi de 33% do PIB, um aumento de $1,13 trilhão.

Fonte do addendum: “Vampire Government: How the Left is Sucking the Life out of the Private Economy”, por Steve McCann. Leia mais no American Thinker.
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Notas
1. Veja-se as reuniões e atas do Foro de São Paulo e também os artigos de Paulo Brossard, sobre isto, A cartola mágica, por Paulo Brossard” (27.07.09), “Precedente perigoso” (31.08.09) e “PL – Mussolini, por Paulo Brossard” (18.05.09).
2. “Três dezenas de pessoas em volta de Barack Obama administram este problema ou aquela questão, mesmo que ainda não confirmados pelos Senado ou operando uma agência criada pelo Congresso, não são verdadeiramente seus “czares”. Estas pessoas são, ao invés, seus “comissários”. A Rússia soviética e a Alemanha nazista, ambos chamaram aquelas figuras vagas e indefinidas, nomeadas pelo Líder, para pôr em ação suas intenções, de “comissários”. (Hollywood nunca fala sobre os comissários nazistas pela mesma razão que ela nunca nota que os membros do Partido Nazista chamam uns aos outros de “camaradas” --- a pretensão de que os nazistas e bolshevistas foram pólos opostos mais que irmãos gêmeos, é algo vital para o mito difundir-se”. In: "Not Obama's Czars but his Commissars" (20.07.2009), por Bruce Walker, no site do American Thinker.
3. Visita de emissário discretos em comitiva petista à Coréia do Norte foi criticada no site do PT e depois atacada pelos próprios petistas.
4. Estes fatos, notadamente, continuaram acontecendo nos anos de Clinton e agora de Obama, de modo notável.
5. Agora lembra-me Chico Vicente (PT) e outros tantos comunistas, dizendo que vivemos um “capitalismo tardio”. Quer dizer, um capitalismo que não é mais um capitalismo, que eles desconversam com a acusação, quando o capitalismo atual é um capitalismo feito por materialistas marxistas e por socialistas utópicos --- e tanto mais crises há para a crítica triunfalista do vácuo marxista quanto mais eles próprios criam as condições para, outro de seus nomes, que seja verdadeiro esse capitalismo postiço, também chamado pejorativamente de “neoliberalismo”.

outubro 15, 2011

O método sentimental Dewey-Freire


[Trabalho] para realizar o sonho democrático de igualdade, justiça, paz, cooperação, oportunidades plenas de educação, pleno emprego, saúde e a criação daquelas circunstâncias pelas quais o homem pode ter a chance de viver por valores capazes de dar sentido à sua vida.
--- Saul Alinsky, Rules for Radicals; p. 3.
Aqueles que os deuses querem destruir, a estes primeiro os iludem”.
--- S. A., Rules...; p. 194.
(Da série "Outros métodos de educação fascista")
Chuck Rogér *
Qualquer um novo admitido em alguma das principais universidades americanas tem imediatamente a oportunidade de ensinar aos estudantes a sua própria crença de que, por exemplo, as pessoas brancas estão “destilando veneno entre as comunidades de cor” e que os americanos devem sacrificar seu bem-estar pelas populações indígenas. Em Junho de 2010, a Universidade de Princeton deu boas vindas em seus salões vazios ao primeiro Czar dos Empregos Verdes de Obama, Van Jones, um auto-proclamado comunista.
É a história de como os americanos fizeram surgir nas mochilas escolares instruções comunista práticas para serem usadas.
Em 1899, Vermonter John Dewey descortinou sua visão para refazer a educação americana --- uma visão assumida de todo pelos educadores “progressistas” e usada para corromper os temas e métodos usados para ensinar os jovens. Em The School and Society, Dewey declarou que a educação não ocorre “entre professor e aluno, ou entre professores e pais”[i]. A educação é uma responsabilidade que a sociedade deve executar usando técnicaspreviamente ignoradas como triviais, fúteis ou mesmo condenadas como positivamente más” [ii.1].
Pessoas como Van Jones parecem ter um tipo de técnica [parece loucura, mas é técnica]. Jones sustenta, ao mesmo tempo, uma demonstração de anti-polícia ao estilo maoísta e acredita que marxistas e anarquistas são “pessoas espirituais”. Os novos comunistas de Princeton tem dito que os pagadores de impostos criam a “violência contra as pessoas de cor[2] e que sem sabedoria de pessoas como ele, o “gafanhoto” humano “limpará esse mundo até os ossos”. O saco de maldades de Jones contém as técnicas “positivamente más” as quais Dewey torna demandas ao verdadeiro método de educação.
Dewey vislumbrou uma sociedade que assegura “o crescimento de todos [os seus] indivíduos[3], uma sociedade na qual o individualismo e o socialismo tornam-se um [iii.4]. A noção de que a sociedade deve garantir o bem-estar de todos seria perseguido pelo presidente Theodore Roosevelt, Wilson, F.D. Roosevelt, L.B. Johnson, Carter, George W. Bush, e por Obama. Mas o fato de que o coletivo nunca poderá ser um indivíduo frustra sem jeito os progressistas teóricos. [Avisem eles disso!].
Nenhum progressista pode tolerar a lei natural. Cegos para as coisas como elas são, Dewey falava aos familiares que apenas umamudança radical na educaçãopoderia dar jeito na imodéstia, irreverência e desobediência de suas crianças [iv]. A probabilidade de que as crianças continuem causando confusão, exatamente como as baderneiras de 1899 fizeram, como fizeram a cada nova geração ao longo da existência da espécie humana é coisa que escapa a Dewey. Mais inacreditavelmente ainda, relacionado à imodéstia, irreverência e desobediência, Dewey prescreveu nenhuma substância, mas esquisitices sentimentalóides [como, de novo, temos exatamente o mesmo em Paulo Freire, é comum de ambos]:
Podemos reconhecer nossas compensações --- o aumento da tolerância, a abertura do julgamento social, a maior reconhecimento da natureza humana, o aguçado estado de alerta ao ler sinais de caráter e interpretar situações sociais, a grande capacidade com que nos adaptamos a diferentes personalidades, o contato com maiores atividades comerciais” [v, 5].
O resultado é uma moral frouxa, a tolerância a preguiçosos e o julgamento débil se torna central no plano de aula dos progressistas.
Em 1899, o relativismo moral e a “diversidade” debutaram na educação nos Estados Unidos. Seguindo os princípios de Friedrich Frobel, “inventor” do jardim de infância, Dewey proclamou que a escola deveria condicionar as crianças para desejarem a “ordem social” [vi]. Os professores deveriam forçar a “vida em ajuda mútua de modo a doutrinar as crianças no coletivismo. A escola deveria tirar o foco de cima de fatos, de conhecimento e habilidades [vii]. Dewey mudou todo o conceito da disciplina na escola, assim fez nascer a sala de aula desorganizada e tumultuada cujo negócio é encher as crianças com um espírito de cooperação e vida comunitária [viii]. [Paulo Freire é o nosso John Dewey, não há dúvida] As crianças não precisam compreender “valores econômicos”, elas precisam poder social e insight [ix]. Hoje, zelotes contra o trabalho de casa e anti-competição, como o autor de The Homework Myth, Alfie Kohn, e seus tietes, estão salmodiando essa pieguice tola sem qualquer fundamento [x], [xi], [xii], [xiii], [xiv].
Dewey recrutou educadores a uma guerra contra a América tradicional, prometendo que quando só os professores aprontarem cada criança para a “cidadania”,
...saturando-os com o espírito solidário e armando-os com os instrumentos do efetivo auto-governo, poderemos ter a mais profunda e melhor garantia da mais ampla sociedade que é valoroza, amorosa e harmoniosa [xv].
Tendo-o proclamado 111 anos atrás, Dewey iniciou a missão progressiva para apagar a individualidade e fazer nascer autômatos para “servirem” à sociedade. É difícil de ignorar a similaridade entre a sociedade “digna” de Dewey e o chamado de Barack Obama a todos os estudantes para engajarem-se algum tipo de trabalho social [de massa] pela América.
Não satisfeito com simplesmente visualizar uma sociedade solidária, Dewey lançou mão de um de seus mais destrutivos legados quando ele fez a discussão alienígena de que a criança deveria “brincar” com o conteúdo de seu coração de modo a alcançar seu “supremo fim, a “plenitude [sic] de realização de seu poder construtivo, uma realização que continuamente conduz-la de um plano a outro” [xvi, 6]. A boboquice de Dewey aniquila com o surgimento da “auto-estima”. No seu lugar, afaga as crianças. Sem pressão: seu “poder construtivo” vai vingar eventualmente, ...talvez.
No livro One Nation under Therapy, Christina Hoff Sommers e Sally Satel encontraram que o tipo de estupidez de Dewey produz “crianças superprotegidas” as quais se “nega [os meios de aprenderem] lições essenciais da vida”, incutindo nelas uma auto-estima sem méritos e enganando-as a acreditar que “elas devam ser julgadas por ninguém além de por elas mesmas[xvii]. Em seu livro Mexifornia, o professor de artes clássicas Victor Davis Hanson observa que “as pessoas adquirem auto-estima com o seu aperfeiçoamento e não com retórica terapêutica” [xviii]. A auto-estima é o produto do que alcançamos e não uma motivação por ela. Os progressistas ignoram-no.
Dewey ridicularizou o ensino dos fatos e ignorou a Psicologia 101 ao advertir os professores contra o uso de classificações, contra a não-promoção e à detenção após a escola para obter resultados. As crianças devem reconhecer seus próprios “assuntos relevantes [xix]. Porque os educadores têm, grandemente e cada vez mais, aderido ao lixo de Dewey, não resulta daí surpreendente que adultos educados pelo governo reconhecerem John, Paul, George e Ringo como os almofadinhas do Monte Rushmore, ou identificar a Guerra Civil comoaquela coisa vergonhosa dos anos 60”.
Para resumir, Dewey e os pseudo-intelectuais depois dele, empregaram o relativismo moral como subterfúgio ao declínio moral. Sob o guarda-chuvas da “tolerância”, os educadores progressistas condicionaram as crianças para não perceberem o declínio moral como um sinal de sã “diversidade”. A tolerância foi festejada pelos estudantes completamente deficientes em conhecimentos básicos tais como história americana e princípios fundadores. Os professores influenciados por Dewey agora permitem que políticos radicais alistem estudantes em agendas de ativismo políticos como autômatos.
Pamela Geller noticiou que o slogan “Organizing for America” de Obama recrutou crianças para doutrinação marxista, aos ensinamentos do radical ativista William Ayers, alarmista pró-aquecimento global e propagandista pró imigrantes ilegais. As recomendações de leitura de Obama ainda incluíam Rules for Radicals, de Saul Alinsky, e Stir it Up, de Rinku Sen. Dentro da lavanderia cerebral anti-Americana de Obama, a trouxa da criança poderá, quem sabe --- preparadas por Dewey e séquito --- se tornar um Van Jones no futuro.
A um século Dewey tem empurrado comunistas como Jones para dentro das salas de aula e pondo medo nos educadores de rotular o veneno de Jones de veneno. Técnicas corrompidas e currículo idiotizado têm normalizado ignorar a bondade rara que há na América, trazendo-nos no seu lugar uma característica exibida por todas as sociedades socialistas: dependência massiva por caridade estatal. [Ainda aqui, coisa perfeitamente encontrada, exatamente a mesma, na ideologia de Paulo Freire em qualquer de suas orbas.] Embora a recessão atual tenha contribuído para aumentar essa dependência, foi o progressismo e a educação saturada das idéias de Dewey que achataram tanto a economia quanto a capacidade da América para resolver seus problemas.
Quanto mais se aderiu a Dewey hoje? Faça uma pesquisa no Google sobre “John Dewey”. A busca revela dois milhões de entradas que revelam escolas de todo tipo entusiasmadas pelos dogmas de Dewey [7]. Membro do Jornal de Bruxelas e contribuidor da Central Papal para Políticas em Educação Superior, Thomas Nertonneau, disse-me que as teorias de Dewey formam “um tipo de atualidade, que as pessoas assumem como coisa valor, e que esta tem um certo 'poder de compra' nas instituições”. Infelizmente, o professor de inglês Bertonneau está correto. A cultura tóxica do deweyismo é a ortodoxia na América hoje; uma moeda sem valor suportada apenas pela cultura morta do sermonário de Vermonter.
Notas do autor [i, ii, iii, iv...] e da tradução [1, 2, 3...]
*Chusk Róger é físico e ex-executivo de alta tecnologia, foi colunista para o jornal Phoenix e hoje em chuckroger.com. Email: swampcactus@chuckroger.com.
[i] John Dewey, The School and Society and The Child and the Curriculum, BN Publishing, 2008, p. 5.
[ii] Ibid, p. 73. --- [1.] Não apenas isso, mas a “pedra de toque do método educacional” (!), segundo Dewey. Não é à-toa que tantos Planos e Programas, como o ECA, o Estatuto da Juventude recente e o antigo novo Plano Nacional da Educação tenham justamente esse método. Aquele que nenhum país que saiu do subdesenvolvimento jamais adotou.
2. Uma demonstração equivalente desse tipo de denúncia que aponta com ódio o ódio alheio, pode ser lido em “O mapa da xenofobia de classe” – onde se faz do “ódio de classe” o ponto de partida para acusar o “ódio racial” de quem não concorda com quem defende os direitos dos pobres, dos “desviados” da lei e das minorias “afetivas”, etc., o que mais seja minoria e ressentida. É também o plano teórico de toda obra de Paulo Freire, que vê papel na raiva (que não resulte em odiosidade) o mecanismo da ação efetiva a partir do conhecimento aprendido, bem como a inevitável distinção de classe e da luta que dela advém. Paulo Freire vai do sentimentalismo da compaixão pelos “pobres” à raiva nos “oprimidos” e à luta de classes.
3. Em Paulo Freire, o ensino ocorre apenas quando é sobre todos, não em cada um, mas no todo, na coletividade --- o método do “processo totalizado e totalizador” (Pedagogia do oprimido, 4), assim mesmo, sem mais.
[iii] Ibid, p. 5. --- [4.] O socialismo visto como “fraternidade universal” conquistada pela doutrinação desde a escola e como reforço ao engajamento gregário, a força acima da ética, ou --- Verdade fora – a ética do consenso e do esforço coletivo.
[iv] Ibid, p. 9.
[v] Ibid. --- [5.] Esse tipo de sentimentalismo esdrúxulo está também no estilo pueril solene de patacoadas utópico dos planos e estatutos que o governo brasileiro vem produzindo na última década.
[vi] Ibid, p. 11.
[vii] Ibid, p. 72.
[viii] Ibid, p. 12.
[ix] Ibid, p. 13.
[x] Janine Bempechat, “The motivational benefits of homework: a social-cognitive perspective," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xi] Brian P. Gill and Steven L. Schlossman, "Villain or savior? The American discourse on homework, 1850-2003," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xii] Merith Cosden, Gale Morrison, Lisa Gutierrez, Megan Brown, "The effects of homework programs and after-school activities on school success," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xiii] Lyn Corno and Jianzhong Xu, "Homework as the job of childhood," Theory Into Practice, The Ohio State University College of Education, Summer 2004.
[xiv] Hanna Skandera and Richard Sousa, "Homework Pays Off," Hoover Digest, The Hoover Institution, No. 4, Fall Issue, 2003.
[xv] Dewey, p. 20.
[xvi] Ibid, p. 73. --- [6.] E eis aqui também mais uma vez as “plenitudes” que abundam nos planos e programas da ideologia no governo federal brasileiro, a idiotia pueril do “perfectibilismo” formal das redações das normas legais. Todo o linguajar flamboyant, ostentoso e simplório de uma só vez, que tem exemplo nesse pieguíssimo “brincar com o conteúdo de seu coração” (quando se quer educar) ou nesse “processo totalizado e totalizador” de Freire, ou ainda ao dizer que “um primeiro saber inicialmente apontado como necessário à formação do docente, numa perspectiva progressista”, é “[s]aber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção(Pedagogia da autonomia, 2) [grifado no original]
[xvii] Christina Hoff Sommers and Sally Satel, One Nation Under Therapy, St. Martin's Press, 2005, p 25.
[xviii] Victor Davis Hanson, Mexifornia, Encounter Books, 2007, pp. 3-4.
[xix] Dewey, p. 94.
7. Encontrei pouco menos de 5 milhões de entradas (14.10.2011).
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Tradução do original:
How to Pollute a Mind: Lessons from John Dewey and Van Jones”
Chuck Rogér
American Thinker, 11 de Março de 2010.

outubro 03, 2011

Tea Party: A Revolução Conservadora


Na ausência da fé, nós nos governamos pela benevolência, e a benevolência nos levou à câmara de gás”.  
--- Flannery O'Connor 

"Apelo aos químicos, que descubram um gás que mate instantaneamente e de forma indolor [aos inúteis]. Mortal por quaisquer meios, mas humano e não cruel..."
--- Bernar Shaw (1934) defendendo os sentimentos humanitários e no que essa ideologia resultou seguindo a tradição socialista de criar sociedades perfeitas pela exclusão dos desajustados.

Mercer Tyson [1]
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Os valores dos Tea Party
Os esquerdistas e a grande mídia continuam referindo os Tea Party como extremistas. No Brasil, Arnaldo Jabor é um destes incorrigíveis mitômanos, mas a opinião é bem difundida --- está muito bem representada por aqui pela Rede Globo ---, que é a versão, para estes assuntos, dos grandes jornais americanos. Segundo eles, os Tea Party seriam os mais radicais, mas não apenas os mais radicais, seriam a “ultra-direita” que tantos enviados especiais aos Estados Unidos repetiram com a austeridade que a notícia precisa para tornar verdade uma campanha de difamação. 
 Os Tea Party são pintados como fanáticos e fora de tom com a opinião pública americana, associados ao radicalismo, mas parece que as coisas, definitivamente, não são bem assim.
Muito de nós ficam muito aborrecidos quando ouvimos os Tea Party serem chamados de “extremistas”, fanáticos “ultra-direitistas” ou outros nomes impróprios dessa natureza. De fato, quase todos que conheço com tendência um pouco mais à esquerda julgam-se centristas. Mesmo meu vizinho, instintivamente esquerdistas, pensa que é de centro. Revisei todas as suas postagens em seu blog e todas elas, independentemente do assunto sobre o qual esteja escrevendo, estão sempre irremediavelmente à esquerda.
Mas então ele também acha que Obama é um centrista, assim como a maior parte dos segmentos da grande mídia, Hollywood e outros grupos liberais (esquerdistas). Plano de saúde universal; anistia incondicional para todos os imigrantes ilegais; tributação para todas as grandes corporações importantes, sem medo de elas debandarem daqui para outros países (que bela solução! Assim acho, afinal quem precisa daqueles empregos de altos salários de qualquer modo, não é mesmo?); subsídios aos esquemas da energia verde que custam uma fortuna e não fazem nenhum sentido econômico --- e assim vai. Acho que dado o ponto de vista deles, não é estranho que os Tea Party passem por extremistas.
Tenho consciência de que está fora de questão tentar convencer um esquerdista de que a realidade não é um mundo feito de creme de chantili de sonho, no qual basta desejar para que ele se torne realidade. Mas eu tenho alguma esperança que aqueles “independentes” que parecem poder pular a cerca desse mundo, onde a grama é sempre mais verde, para cá possam ouvir alguns fatos óbvios que vêm confundindo dramaticamente muitos esquerdistas cultos a respeito de o Tea Party ser um movimento “extremista”.
"Liberal" é o termo para dizer "esquerdista", porém eles são indististinguíveis de fato de um liberal no sentido lato do termo, isto é, quem defende todos os valores culturais do socialismo, em doses maiores ou menores, num regime econômico de mercado livre (v.g., como o dos Países Baixos hoje).
Primeiro, não se engane com a grande mídia: eles fingem honestamente, porque seu ponto de vista oblíquo nega-lhes a habilidade para apresentar as coisas de um modo reto. Alguns vêem nisso a clara intenção de distorcer a verdade e pintar as coisas e aqueles que estão do outro lado como rematados malucos, seja lá de modo direto ou apenas discretamente [2]. Eu prefiro acreditar que, sendo notícias negócios antes de tudo, eles são apenas liberais céticos e desesperançados sem uma noção muito boa da realidade, ou talvez sem poder crer em alguma realidade, e acredito que eles estão dando as notícias de forma justa segundo o seu ponto de vista [3]. Mas como eles acabam influenciando a opinião de outros, dar os Tea Party como extremistas é algo que não pode passar sem um exposição crítica.
Bem, o que é exatamente ser extremista? Todos nós sabemos, mas eu apresentarei uma definição de "extremo" qualquer do Dictionary.com (com algumas notas de edição menores):
  • De um caráter ou tipo longe distante afastado do ordinário ou da média;
  • Máximo ou excedendo grandemente em grau;
  • Longe do centro ou do meio, em grau;
  • Longe, máximo ou muito distante em qualquer direção;
  • Excedendo os limites da moderação;
  • Indo ao máximo ou a grandes extremos em matéria de ação, hábito ou opinião, etc..
Assim, o que é exatamente “extremo” nos Tea Party? Exatamente como eles podem ser entendidos como “de caráter ou tipo desviante do ordinário ou da média”?
Vamos dar uma olhada nesse ponto de vista. O Tea Party não é uma organização oficial, mas do website TeaParty.net podemos tirar os principais pontos políticos:
1. Limitar gastos federais;
2. Liberdades individuais;
3. Responsabilidade pessoal;
4. Livre mercado;
5. Retorno do poder político aos estados e ao povo.

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Algumas notas extemporâneas
1) A limitação dos gastos federais tem obviamente a função de desaforar as nossas demandas epiléticas por “políticas públicas” das mãos do governo federal e, especialmente, dos programas estais que vem mantendo uma curiosa independência para com a vontade do povo --- e, como se pode ver pelo artigo, que fala especificamente da realidade americana, em nada muito diferente do que ocorre por aqui.
2) As tais “liberdades individuais” querem dizer que o governo federal não deve tutelar os indivíduos sob rótulos de pequenos “grupos de direitos”, sindicalizando assim qualquer traço de caráter, aspecto físico, comportamento, cacoete ou filia, etc., mas garantir --- com a distância natural da generalidade legal necessária, que estas garantias não se tornem no oposto --- que a lei permitirá as liberdades civis contra o próprio estado que, por regulamentações que atravancam com órgão ineficientes, impedem estas mesmas liberdades declaradas (exceto as sexuais) como ocorre com excesso de impostos, excesso de burocracia, excesso de leis, quando não impossíveis de cumprir ou absurdas e contraditórias.
3) Responsabilidade pessoal é muito, de início, negar-se a ser tutelado pelo estado segundo sua iniciativa por demandas demagógicas; mas, além e antes disso, é atribuir a si mesmo e ao arbítrio de cada um a responsabilidade por seus atos. Com a gravidade da lei e inequivocamente sob o peso das consequências, ponderado pelo perdão cristão e não divercionado por um ato de “tolerância”. A tolerância tem uma conotação perniciosa de que admite em parte o erro e o crime; o perdão sabe-o perfeitamente, onde está e quem o fez, faz pesar consequências, mas sabe restituir a fé no homem. A tolerância se encaminha para relativizar o que haja de perverso sob a medida da injúria física, ...sem prazer (!).
4) Livre-mercado é, garantindo uma regulamentação mínima, a própria liberdade de negócio e empreendimento, que é a liberdade de acordar de manhã e ter a perspectiva de poder mudar as coisas do modo como um funcionário público não pode nunca ou raramente.
5) Particularmente no Brasil, os estados são servis e oportunistas para com as benesses dos governo federal, que os subordina por uma fantasiosa unidade nacional e por programas socialistas disfarçados de porgresso, diretos, civilidade, disciplina e (outra) liberdade. Se os estados americanos estão perdendo autonomia para o governo federal, por aqui eles jamais a tiveram e nem parece que um dia a terão. 
Governo bom está sempre ao alcance dos tomates que já passaram do ponto!
1. Governo limitado
Em pesquisa recente, a Rasmussen (do US News e do World Report) indica que uma maioria dos que responderam à pesquisa acreditam que o governo federal tem poder demais em oposição a ter pouco. De acordo com eles:
"75% dos Republicanos acreditam que o governo federal tem muito mais poder sobre os estados enquanto muitos Democratas (37%) acreditam que a balança pende à direita. Entre aqueles não afiliados aos grandes partidos, 52% dizem que o governo federal tem muito mais influência do que deveria enquanto 9% dizem que não é o suficiente [grifo do autor]."
De um artigo da ABC News de Janeiro:
"ABC NEWS testou o assunto com duas questões: Metade dos entrevistados nessa pesquisa foram perguntados se eles confiam que este governo é capaz de fazer a coisa certa para casos de segurança nacional e guerra contra o terrorismo. 68% disseram Sim. A outra metade foi perguntada se eles confiam no governo para fazer a coisa certa sobre questões sociais, tais como economia, plano de saúde, Seguro Social e educação. Muitos menos --- 38% --- disseram Sim."
Nesse assunto e por esse critério, o Tea Party é centrista.
2. Liberdades individuais
Uma pesquisa de Dezembro da Rasmussen claramente mostrou quão importante a liberdade individual é para os americanos: “[e]ntre os eleitores moderados, grande número deles (48%) concordam com a perspectiva conservadora com foco em proteger os direitos individuais”. (O que obviamente não está dito é que a esquerda usa a o apelo por direitos individuais de um modo falsificado, demandando-os por filias de grupo --- “simpatias” e “afeições” --- e, por óbvio, tutelando estes grupos por este expediente --- o oposto do que se espera por liberdades individuais.)
Curiosamente, “a mais ampla lacuna está, como frequentemente é o caso, entre a classe política e a maioria dos entrevistados. 70% destes dizem que o papel principal do governo é proteger os direitos individuais. 51% dos entrevistados entre classe política dizem que moderação, tolerância e justiça social devem vir primeiro”. Uau! Uma tunda de 70% dos que são a maioria. Esses são números grandes. --- A mídia influencia muito mais os políticos que a opinião real do povo, é o que dá para concluir.
De novo, sobre o que se disse, os Tea Party são centristas.
3. Responsabilidade pessoal
Enquanto as pesquisas inquirem diretamente sobre a questão de quão importante é a responsabilidade pessoal em geral, é difícil de encontrar pesquisas específicas sobre o que acreditam os americanos sobre o conceito. Do Gallup, sobre a questão dos planos de saúde, “89% dos Republicanos e 64% dos independentes, mais 61% de todos os americanos, dizem que os próprios americanos --- mais do que o governo --- tem a responsabilidade primária de garantir que tenham planos de saúde”. Números ainda maiores sustentam a posição dos Tea Party.
Dificilmente se pode chamar qualquer um assim de extremo.
4. Livre Mercado
Nenhuma surpresa aqui. De acordo com a pesquisa Global Scan, a liberdade de empresa e de mercado decididamente são responsáveis juntos pelo melhor sistema para o futuro do mundo. Nos Estados Unidos esta opinião é compartilhada por 71% das pessoas pesquisadas em contraste com 24% que discordam. (Pesquisas no mundo todo mostram que 61% concordam, enquanto os que se opõem são 28%, que discordam). Concorrência de novo.
Levando em conta todos os quatro itens da plataforma dos Tea Party, a maioria do público é claramente de acordo. No entanto, como sabemos, os Tea Party são claros ao falar no que se apóiam ou ao que se opõem sobre outros temas. A respeito de alguns destes temas mais importantes, temos:
-- Uma pesquisa de 11 de Julho a CNN/ORC mostra que 66% dos pesquisados sustentam políticas que controlem os gastos e despesas do governo, limite impostos e reduza o déficit.
-- Na mesma pesquisa, 74% apóiam uma emenda que exija um orçamento equilibrado.
-- Sobre o déficit orçamentário, muitos concordariam que os Tea Party acreditam apenas ou principalmente nos cortes de gastos. De acordo com o gráfico abaixo, do Gallup, 67% pensam que o déficit deveria ser reduzido apenas ou principalmente por cortes de gastos. Mesmo aqueles que acreditam apenas em cortes de gastos dão 26%. Difícil tomá-los por extremistas.
-- Em pesquisa da CNN de Janeiro de 2011, 71% das pessoas querem cortar gastos de modo geral (embora eles não concordam com o que deve ser cortado).
-- Finalmente, do artigo do LA Times,de acordo com a maioria das pesquisas, cerca de 20% dos eleitores são liberais, muito menos do que os cerca de 40% que identificam a si mesmos como conservadores”.
Assim, como são os Tea Party rotulados de extremos quando, sobre virtualmente todos os temas importantes, as evidências são claramente que a maioria dos americanos estão de acordo substancialmente com eles. E por que teria um levantamento do Gallup conduzido entre 20 e 23 de Abril deste ano encontrado apenas 30% de americanos descrevendo a si mesmo como apoiadores dos Tea Party? --- O mesmo tipo de discrepância que no Brasil faz a maioria apoiar programas que, em vez de vir de seus representantes, são a mais das vezes conduzidos por setores técnicos do governo federal, contra os seus valores [4].

Claramente, o público americano tem sido iludido pela grande mídia e pela propensão de políticos liberais, que habitualmente pregam o ponto de vista esquerdista, como quando começam campanhas contra supostos atos racistas ou sob qualquer outra acusação injuriosa dirigida a qualquer um que não concorde com eles [5]. Equívoco ["..."] muito sérios sobre os Tea Party e sobre o povo americano é encontrado no famoso comentário de Nancy Pelosi onde ela “confunde” os Tea Party a uma militância irascível ao invés de um verdadeiro movimento de raiz popular. --- Competição que a esquerda simplesmente acha inaceitável, já que ela é sempre o verdadeiro movimento popular, que ela repreesenta na ausência da consciência do povo nesse sentido.
O resultado da deformação dos Tea Party levam a que eles sejam marginalizados a segmentos do público americano que dão pouca atenção ao que os políticos dizem, mas acredita no que o noticiário diz na hora do jantar. Está na hora de repudiar o rótulo de extremistas dado aos Tea Party. As pessoas que o dizem deveriam ser detidas imediatamente, e a conversa deriva parar até que se coloque as coisas às claras. [Se é que são, de fato, apenas equívocos, como parece que são de parte das pessoas, mas já a respeito de políticos como Pelosi, há uma certa coerência de ação que o desacredita.]
Não, os Tea Party não são extremistas. É apenas a “Maioria Silenciosa”, mas por pouco tempo.
Notas
1. Texto original do American Thinker, 13 de Setembro de 2011: “Stop Calling the Tea Party Extreme. It Isn't”.
2. Ver esse comportamento aqui, em "Terrorismo reverso: lavagem cerebral".
3. A tal da "fairness" ou, por aqui, "equilibradamente", "moderadamente", "polidamente", como se esta atitude já fosse em si, alguma razão. A natureza psicológica dessa mentalidade não é estranha nem nova à desvalorização da fé pela moralidade. 
4. É bem verdade que o brasileiro médio não liga muito bem seus valores com sua vontade e facilmente os abandona para qualquer coisa que lhe mostrem mais vistosa.
5. Caso exemplar é o de Jair Bolsonaro, que teve uma resposta a respeito de ambientes promíscuos com a pessoa que os freqüenta, que sendo negra, deslizaram o sentido diabolicamente para uma associação entre promiscuidade e "raça negra". Mais tarde, lutando contra a aprovação do "kit gay", foi infamado a não poder mais, e quando viram, ele tinha razão. Interrompeu-se o lançamento do tal material "educativo" e calaram-se sem sequer um pedido, nem por alto, de desculpas.