setembro 27, 2010

Quando as virtudes masculinas estão fora de moda


Vida longa a Ephialtes
Leônidas.

Tom Hoffman

A guerra cultural que começou nos anos sessenta, na maioria, vem sendo vencida pela esquerda. Nada é prova mais clara disto que a feminização do homem de hoje. As virtudes da masculinidade, que vigorou durante o período medieval até os anos 50, foram completamente expurgadas da academia e da cultura popular. A geração baby boom do fim da Segunda Guerra foi a última a ensinar os valores vigorosos do individualismo[*], de assumir riscos, de coragem, bravura, lealdade e reverências às tradições.
John Wayne epitomizou esse individualismo forte, que estava comprometido com a lutar contra o “mau sujeito”, mas ele foi um apenas numa multidão de figuras que competiam o mesmo espaço. O que aconteceu? Hoje os homens de verdade estão lutando a última batalha de uma causa perdida. Qualquer homem que se levante contra o “movimento feminista” é logo completamente marginalizado como sexista e homofóbico. Estes nomes foram estigmatizados tal como já havia ocorrido antes com o termo “racista”. Não espanta que as mulheres hoje sejam a maioria dos graduados no colégio e tenham tido aumento o seu papel em cada instituição, da empresa privada ao serviço público, incluindo as instituições militares. Mas isto é uma tendência saudável? A resposta é claramente um “não”.
As crônicas de Edward Gibbon narram o aumento da feminização do Império Romano nos seis volumes de O declínio e queda do Império Romano. Gibbon mostrou a progressiva decadência que rendeu àquela uma vez orgulhosa república até se tornar mero espólio de hordas bárbaras. Os primeiros cônsules da república, que haviam sido generais de guerra e formados em rígidos códigos de honra, gradualmente deram lugar a imperadores de alcova, que foram nada mais que descarados criminosos e assassinos [covardes acanalhados e corruptos]. É sempre o mesmo script em cada nobre empresa humana: a ordem que produziu sucesso é destruída pela complacência que gera nos bem sucedidos.
Quando a guerra é demonizada como “violência” e os tratados e a arbitragem tomam seu lugar, o fim está próximo. Hoje, uma vez mais, estamos próximos disto.
A política de hoje lembra a mim o reino de faz-de-conta da Rainha Herzeloyde. Ela foi a mãe de Parzival, o herói do poema épico do século XII, Parzival, de Wolfram von Eschenbach. Esta obra prima é amplamente reconhecida como pedra de toque literária da civilização ocidental. Esta não apenas exalta a fidalguia e a bravura da cavalaria, mas também exorta os homens a superar todos os obstáculos para a conquista da grandeza individual.
A mãe de Perzival foi esposada por um rei cavaleiro cujas campanhas militares contra as hordas mundanas o manteve por anos a fio longe do seu reino. Herzeloyde ficou inconsolável ao ouvir da morte do marido e fez votos para que seu filho se mantivesse protegido do mundo da cavalaria. Ela se estabeleceu em uma corte no deserto e sancionou pena de morte a quem permitisse ao seu filho entrar em contato com um cavaleiro. O garoto cresceu ignorante do mundo exterior até que ele encontrou dois cavaleiros em armaduras brilhantes cavalgando. Sua mãe ficou perturbada ao descobrir que não haveria maneira de desencorajar as ambições do filho de ser um cavaleiro. Ela chegou ao ponto de o vestir de bobo na esperança de que assim ele fosse humilhado e retornasse para casa.
A Academia, com a ajuda da mídia, tem rotulado todas as referências às virtudes masculinas como o patriarcais, sexistas e homofóbicas. As virtudes femininas, de modo inverso, são exaltadas. Afetividade, compaixão, sensitividade e entendimento são virtudes [que monopolizam a sociedade] destinadas a tornar indistinto o limite entre o bem e o mal, e para sufocar o apelo da consciência masculina a “fazer a coisa certa”. Como uma mãe que se nega a ver o mal em seu filho, os professores feministas tomam todos os padrões morais como relativos e subjetivos.
Sai de cena o cowboy e entra em cena o filhinho da mamãe. A rainha Herzeloyde não teria nenhum problema com as escolas de hoje, delas completamente ausente os exemplos de virtudes masculinas e do individualismo como tais. Todas as referências ao trabalho por algo maior --- a Deus e ao país --- têm sido substituídas pelo chamado ao serviço comunitário com ênfase na afetividade e compaixão pelos oprimidos.
Temos hoje [nos Estados Unidos] uma rainha de nome Pelosi [o nome da nossa é Dilma], sentada sobre uma vasta máquina burocrática dedicada a desenraizar todas as referências a Deus e aos mais altos valores, enquanto deforma qualquer referência às virtudes masculinas e ao forte individualismo e à decência estigmatizando-as como “expressão de ódio.
Nenhuma nação jamais demonizou [os verdadeiros valores da] masculinidade e obteve algum benefício disso. Uma nação que renuncia [incondicionalmente] à violência, pouco importa quão justa seja a causa em nome da qual o faz, assina a sua própria pena capital --- e para uma morte violenta.
Ou, para o servilismo desonroso: “Vida longa a Ephialtes” --- Leônidas nos Trezentos de Esparta, quando o quasímodo lhe pede que se renda para viver sob as benesses do rei persa Xerxes.
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Fonte: Tom Hoffman, When Masculine Virtues Go Out of Fashion”. In: American Thinker (31.03.10).
Nota
* O individualismo de que fala Tom Hoffman no artigo é, por certo, aquele que distingue o indivíduo autônomo, consciente dos sacrifícios que deve fazer como indivíduo, no descarte do supérfluo e para a conquista do essencial, por aquelas qualidades individuais que o estreitam ao respeito e ao amor ao próximo enquanto o distingue da massa que acanalha e acovarda.

setembro 15, 2010

Os padrões do silêncio


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A outubrização da Primavera: o que a democracia não é
Padrão de assédio às Constituições:
1. Tornar o Executivo o mais forte no tempo necessário para evitar a reação da oposição;
2. Alterar as Constituições quebrando aos poucos com os vínculos institucionais que garantem o funcionamento do ordenamento jurídico;
3. Quando impedidos de levar adiante as “reformas”, acusar a oposição da iminência de um golpe ou de sabotagem;
4. Articular e eventualmente anexar todas as forças econômicas maiores, empresas e instituições oficiais;
5. Ao mesmo tempo (de 4) realizar o que no Foro de São Paulo se chama "fazer bons governos", com medidas de assistencialismo e criação de vínculo material entre o governo e o povo para garantir a "enxurrada de votos";
6. Substituir as instâncias formais por comitês consultivos paralelos, com o papel de prescrever alterações na legislação, e desde então passar a propô-las e forçar sua passagem sob a desculpa de “orientação geral” (i.e., criar a demanda por estes comitês consultivos);
7. Articular ações de apoio mútuo (fazendo convergir demandas de fontes aparentemente distintas) sempre que algum princípio acima seja posto em risco.

Padrão dos Campos de Concentração Difusos:
Os novos Campos de Concentração são desconstrucionistas, eles estão descentralizados por uma complexa rede de ações “discretas” ou oficialescas tais como:
a) Prisões ilegais mediante sequestro oficial, com defesa retardada e prolixa, motivados com a forja do flagrante, ao que se segue por expedientes autoritários com a intenção de reclusão e isolamento para levar à míngua (e.g., Peña Esclusa);
a.1) É o método usado em Cuba, do qual se vangloria a esquerda, "onde não existe tortura", dizem, (ostensiva pelo menos), o que se vê pelos presos “por consciência” que duram, vivos (!), longos 25 anos;
b) Mortes, sumiços, atentados (caso Celso Daniel, 14 testemunhas mortas no mesmo caso e atentado à Promotora; Franklin Brito, na Venezuela; e Yves Hublet (?): NÃO ESCLARECIDOS --- vale a regra da FIA: “Se vocês não esclarecem convincentemente, nós poderemos chegar às nossas próprias conclusões”);
b.1) É inaceitável sugerir a casualidade de mortes por causas naturais, quando os detidos tinham problemas prévios de saúde;
b.2) Só nas democracias livres é possível denunciar e se defender antes da certeza, quando a margem de reação possível pode ser já nenhuma.
Do que está listado acima, nem tudo tem provas fortes de ligação, mas a prova mais forte, a prova definitiva, é o expediente do criminoso, não o das democracias livres.
O atual silêncio por estes casos, sob a justificativa de não tocar em temas delicados que motivariam direito de resposta e processos --- se é que não apenas a antipatia do governo, já em si uma coisa temível ---, motivou o poema famoso do pastor protestante Martin Niemöller contra a passividade dos intelectuais alemães frente a ascensão nazista:
Eles vieram e levaram os Comunistas;
e eu não disse nada, porque eu não sou Comunista...

Mas eles voltaram, para levar os sindicalistas;
mas eu, de novo, não disse nada, pois eu não sou sindicalista.

Então eles vieram e levaram os Judeus;
e eu fiquei em silêncio, porque não sou Judeu.

Da última vez que eles voltaram, vieram buscar-me;
...e já não havia ninguém para falar por mim.
[tradução livre do inglês]

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Há vários modos de se fazer um campo de concentração
Orlando Zapata Tamayo, morreu em greve de fome, em Cuba, condenado a 36 anos de prisão depois de inúmeros processos judiciais. Recebeu o escárnio de Lula ao pedir ajuda quando da visita dele a Cuba. Estes “vários processos” são considerados pela Anistia Internacional “rápidos demais e injustos. Notar que os processos fingidos e o uso da justiça para ações como aquele tipo de “espoliação” de que fala John Lilly em “Nós, os Servos”, é uma marca dos governos tirânicos com máscaras democráticas, que assediam com processos e outros tipos de intimidação, entre as quais a intimidação judicialesca é só um exemplo (v. abaixo, o caso de Yves Hublet).
Alejandro Peña Esclusa, principal detrator de Chávez, com denúncia na Corte Criminal Internacional, está preso por Chávez desde 19 de julho e deve receber o mesmo tratamento dos presos de Cuba, que pegam por crime de lesa-Fidel penas de 25 anos, tempo durante o qual gaba-se a esquerda, não há tortura.
Yves Hublet, que voltou ao Brasil depois de ter se afastado para evitar as incomodações advindas da atuação de sua bengala na cabeça do José Dirceu (O meigo), foi detido e morreu pouco depois num tipo de triângulo das Bermudas, tendo em seguida o corpo cremado sem autorização da família. A notícia foi omitida por todos os jornais, apenas Álvaro Dias pediu explicações formais, mas também ao que não se deu qualquer repercussão; quando muito notas insípidas, omitindo os detalhes que em qualquer democracia levariam a séria investigação e a suspeitas sobre quem tem ligações filiais, mas nenhuma responsabilidade inevitável.
Franklin Brito, o produtor rural que teve suas terras confiscadas na Venezuela por Hugo Chávez, estava mantido preso em uma instituição militar, entrou em greve de fome, e, como Orlando Zapata, morreu aos 49 anos.
O uso das instituições oficiais para legitimar as prisões através de processos prolixos é um meio nada novo de fingimento de oficialismo.
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O documento da Anistia Internacional, que considerou Zapata e outros prisioneiros pelo crime de consciência, mostra --- como Tarso já mostrou de si mesmo no caso de Battisti, quando ignorou todas as instâncias legais internacionais para proteger um assassino condenado, do partido --- a frieza de Lula para com aqueles que sofrem os crimes que levaram à santidade a esquerda e a querer-se mais “ética” que todos. E viva o povo desumano brasileiro, que atende por qualquer tipo de “R$50,00” ao chamado cívico de beneficiar-se de algum modo, ficando burro para todo o resto. Mesmo quando muitos são prejudicados em crime de lesa-humanidade, ou que nem lhe pese já o aumento em 38% os crimes de assassinato nas capitais, desde que se lhe venha assistir de algum modo, qualquer modo:
Lula da Silva foi muito bom para os brasileiros e muito mau para milhões dos seus vizinhos.
Os déspotas que tem a sorte de serem amigos do presidente brasileiro e que estão arruinando os seus países, enquanto o Brasil progride, sabem que conta com o forte apoio tanto quanto com o silêncio cúmplice de Lula. Seu incondicional respaldo público lhes dá uma valiosíssima legitimidade internacional, o que os ajuda a atuar com ainda maior impunidade dentro de seus países. Seria ingênuo esperar que Lula fosse o protetor da democracia e dos direitos humanos na região. Porém, não deveria ser ingênuo esperar que aqueles que violam reiteradamente os direitos básicos de seus povos soubessem que não contam com a tolerância silenciosa de Lula e seu fraternal abraço nos encontros presidenciais.
Não seria maravilhoso que aqueles que estão encarcerados por lutar pela democracia em outros países saibam que Lula é seu aliado e não de seu carcereiro?
[...] Por tudo isto [e por tudo o mais], Lula passará à história como um bom presidente para seu povo e um mau vizinho para os amantes da liberdade.”
Artigo de Moisés Naím, do El País, de 09 de maio de 2010.

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Amaldiçoado povo brasileiro!

setembro 03, 2010

Tudo emanará do estado


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Uma nota sobre a constituição do Direito Natural Laico
A Constituição brasileira vem sendo refeita, não de hoje, desde fora. De fontes nada diversas vêm essa inspiração, que, pelo contrário, é proveniente de uma só ideologia, ligada ao que se reúne sob o termo vago de “progressismo”. Aí estão reunidos o laicismo radical e o “libertinismo” --- a liberdade sob uma metafísica materialista. Tal coisa dá em hedonismo e, como subproduto, na ansiedade pelo bem-estar.
É aí que entra o “direito positivo”, não no sentido de vigência, mas no sentido de “ações afirmativas”, mais afeito a confundir-se com as vontades “do” estado.
Na esteira desse direito “positivista” (o termo mais correto), surge e ganha força a versão socialista do direito positivo como prescrição para uma sociedade ideal concebida para se realizar no futuro.
Se hoje a Constituição brasileira é novamente assediada, sob o governo do Partido dos Trabalhadores, talvez da forma mais radical que jamais houve, não é possível dizer, no entanto, que nossa Constituição não tenha sido feita em muito, sobretudo pelo que ela tem implicado, justamente pela mesma inspiração leiga e, ao mesmo tempo, como realização idealista.
É nesse sentido que Fábio Konder Comparato, professor da USP, da Faculdade de Direito, lembrou em 5 de Março de 2010, na Audiência Pública do STF, quando discursou sobre as cotas raciais:
O estado social [que a Constituição de 88 aspira] é aquele que se rege por princípios finalísticos ou teleológicos... Não se trata, para o estado, simplesmente, promulgar leis e deixar que cada membro da sociedade civil escolha o destino de suas vidas. Trata-se de dar um rumo ao país...”.
De uma colcha de retalhos que a carcomia de remendos, agora o apelo dos direitos humanos “propositivos” reforça quimericamente a demanda esquerdista para remendos ainda maiores.
Invocada sob apelos, pela pronúncia de algumas palavras mágicas, o golem do estado agigantado se move; e desde seus dedos, estendidas, as cordas de voodoo sobre a vida civil e sobre a liberdade.
O governo brasileiro do presidente Lula e do Partido dos Trabalhadores, com uma admirável simetria para com as ações de Hussein Obama, segue a mesma agenda que aos poucos transforma ações afirmativas em poderes do estado.
O artigo de John Lilly, We the Serfs”, lembra um pouco dessa fórmula inventada para fingir a legitimidade de “direitos positivos” enquanto concentra o poder sob um apelo leigo (isto é, pagão). O apelo do poder pelo poder. Como o moto Tudo no Estado, nada fora do estado, nada contra o estado, do fascismo de Mussolini --- unidade repetida pelo nazismo ---, o estado se tornava a fonte de emanava todo o direito, sob os mais bizarros apelos, segundo uma definição de fascismo em seus traços descritivos mais característicos:
um culto pagão, que impõe a destruição do indivíduo, a erradicação do livre-arbítrio, das crenças éticas e da moralidade, e a submersão do humano em uma seita coletivista, com finalidades e objectivos específicos [teleológica], muitas deles [sob o apelo] ideológico, tribal, nacional ou racial [mais ou menos vagos e fantasiosos]” (Craig Read, in “Robert Paxton: Anatomia do Fascismo[e algo meu]).
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Nós, os Servos (John Lilly)
A Constituição dos Estados Unidos sob o presidente Barack Obama está sendo transformado de uma nação de “Nós, o Povo” para uma de “Nós, os Servos”.
Se olharmos o sentido dos direitos de uma perspectiva histórica, vai parecer como uma pirâmide, com o Rei no topo e os Servos na base.
Todos os direitos vêm de Deus. Deus “confere” todos os direitos e a propriedade nas mãos do rei. O Rei é o dono de toda a terra em seu reino. Baseado em sua lealdade e poder nas batalhas, a nobreza recebe do rei, por méritos seus, títulos e terras. Os servos trabalham a terra para a nobreza, e a nobreza lhes dá em retorno uma porção do que eles produzem. O exceço é pago à nobreza em tributos. A nobreza passa uma parte da produção dos servos ao rei. Os Direitos vão do Rei à nobreza e da nobreza para os servos, os quais não tinham virtualmente nenhum direito e, certamente, nenhuma propriedade.
Os Pais Fundadores [Founding Fathers] sabiam que os direitos vinham de Deus aos indivíduos, não do rei. Estes são os direitos naturais. Os Fundadores inverteram a pirâmide para ficar mais parecido com o que se segue:
Os Fundadores olharam para os escritos de John Locke e outros. O Seundo Tratado do Governo de Locke, Concerning the True Original Extent and End of Civil Government, postula:
O estado de natureza tem uma lei natural que o governa, a qual obriga a cada um: e a razão, que é aquela lei, instrui toda a humanidade, que vai consultá-la, pois sendo todos iguais e independentes, ninguém deve molestar a outro em sua vida, saúde, liberdade ou posses: porque são os homens todos obra de um Autor onipotente e infinitamente sábio.”
Isto prefigura a linha mais famosa na Declaração de Independência.
Sustentamos estas verdades por serem autoevidentes, sendo nós consagrados pelo Criador com certos Direitos inalienáveis, e entre estes está a Vida, a Liberdade e a busca pela Felicidade.”
Para garantir estes direitos, os indivíduos constituem grandes grupos para protegê-los. A coleção de indivíduos se materializa em prédios [instituições], em estados e, por fim, em uma nação. Os Fundadores da nação projetaram uma Constituição pela qual o indivíduo é soberano.
Os progressistas dos dias modernos [os laicos deístas antes], agora conhecidos como liberais, vêm há muito dominando o Partido Democrata. O presidente Obama, [no centro atual desse movimento], busca virar a pirâmide de cabeça para baixo e alterar aquela antiga perspectiva histórica.
Sob sua administração, temos visto o governo tomar grandes companhias, a implementação de um czar pagador que tenta compensações a companhias privadas, um pano de saúde onde você é obrigado a adquirir segurança ou ter o imposto equivalente retido na fonte ou penhorado seu salário; legislação de compensação por danos ambientais; e em que ponto poderemos regular nosso termostato dentro de nossa própria casa.
A administração Obama tem nos administrado para mover-nos de volta aos dias do período medieval, onde o rei reinava soberano e os frutos do trabalho dos servos (pagadores de impostos, produtores, a classe média, empreendedores, etc.) pertencem ao governo, que determina com quanto podemos ficar do nosso trabalho.
Frederick Bastiat escreveu A Lei em 1850, no tempo da Revolução Francesa. Suas deduções são tão relevantes hoje quanto o foram em seu tempo. Nossa vida --- física, intelectual e moral --- é um presente de Deus. O homem pode viver e satisfazer suas vontades somente pelo trabalho contínuo. Todo dia meu de trabalho é um dia de edificação, algo que não perco mais. A compensação que me paga pelos dias de trabalho é equivalente à parte de minha vida que agora se completou.
Se tenho direito à vida, então tenho direito àquela compensação que eu troquei por parte de minha vida. Este processo é a origem da propriedade privada. Mas o homem pode viver e satisfazer suas vontades adquirindo e consumindo os produtos do trabalho dos outros. Este processo é a origem da rapinagem. Desde que o homem é naturalmente inclinado para evitar a dor, segue-se que o homem pode resolver pilhar sempre que pilhar seja mais fácil que o trabalho.
A própria proposta das leis tem o sentido de usar o poder da força coletiva para parar a tendência a pilhagem ao invés do trabalho. A lei deve proteger a propriedade e punir a espoliação. A lei, se feita por um homem ou por um grupo de homens, opera com as sanções e suporte de uma força dominante e esta força deve ser incumbida por aqueles que fazem as leis. A pilhagem legal ocorre quando a lei tira de uma pessoa e dá à outra. A lei beneficia um cidadão a expensas de outro fazendo o que o cidadão por ele mesmo não pode fazer sem cometer um crime. Se tal lei não é abolida, isto se dissemina, se multiplica e desenvolve em um sistema.
Como observa Frederick Bastiat [sobre o Socialismo],
[Mas] é sobre a lei que o socialismo se baseia. Os socialistas, exatamente como outros monopolistas, que não agem fora da lei, mas praticam a pilhagem legal. Os socialistas, como todos os outros monopolistas, querem submeter a lei à sua própria vontade. E uma vez que a lei está ao lado do socialismo, como poderia ser usada contra o socialismo? Quando a pilhagem é auxiliada pela lei, ela não teme o juiz, o policial e as suas prisões. Pelo contrário, ela pode apelar a estes para ajudá-los.”
Quando a lei e a força mantêm uma pessoa dentro dos limites da justiça, impõem nada além de uma mera negação. Obrigam-no apenas que se abstenha de prejudicar os outros. Não violam sua vida, sua liberdade ou sua propriedade. Mantêm a salvaguarda todas estas coisas. Mantém-se na defensiva, pois também defendem os direitos de todos. A Constituição [Americana] enumera [apenas] direitos negativos.
Mas quando a lei impõe aos homens um requisito para o trabalho, então a lei não é mais negativa; ela atua forçosamente sobre as pessoas. Então, o que a Lei está fazendo é substituir a vontade do indivíduo pela vontade do legislador. Quando isso acontece, as pessoas perdem a vida, sua liberdade e sua propriedade [reler o que diz Fábio Konder Comparato, citado acima, sobre o papel do estado conforme, segundo ele, a nossa Constituição].
O governo não toma nenhum dinheiro para o benefício de um grupo a menos que outro grupo seja obrigado a dar ao governo. A lei pode ser um instrumento de equalização apenas enquanto toma de algumas pessoas para dar a outras. Quando a lei faz isso, torna-se um instrumento de pilhagem. Com isto em mente, considere as tarifas protecionistas, os subsídios, os lucros assegurados, o emprego garantido, as ajudas e os regimes de segurança social, educação pública, a tributação progressiva, o crédito livre e o funcionalismo público.
Você vai descobrir que estes pontos são sempre baseados em espoliação legal, que ocorre sob a legalidade oficial. É isto que o presidente Obama [e que Lula esposa alegremente, com ares de obviedade] chama[m] de “direitos positivos”, que ele diz existir na Constituição.
Ao que parece, Frederick Bastiat compreendeu o que são os atuais liberais [esquerdistas] a 160 anos atrás.

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John Lilly, MBA, D.O. É um médico de família e presidente do The Y.O.U.N.G. Conservatives of America e pode ser encontrado em drjohnlilly.com ou tycoa.com. Com a contribuição de Colin McCord.
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We the Serfs”, do American Thinker (26.07.10).