agosto 23, 2010

À sombra do Dragão Vermelho


Lev Navrozov
Original do Newsmax.com
10 de junho de 2010
Os ocidentais que acreditam que a República Popular da China surgiu de uma “grande vila” deveriam olhar melhor as fontes históricas autênticas. Inversamente, aqueles que acreditam que um tipo de Renascença floresceu na República Popular da China deveriam antes rever como a propaganda Soviética e sua contraparte Ocidental distorceram a realidade ao pretender ter testemunhado na Rússia Soviética o florescimento de uma grande cultura jamais criada pelo ser humano.
Muitos ocidentais assumem que a China é ou foi uma grande vila. Daí a surpresa por a China ter sido capaz de produzir alguns tipos de armamentos de ponta mais cedo que os Estados Unidos.
Mas de acordo com a minha Britânica (1970, “China”, p. 580): “Estudando o céu os astrônomos de Tsin fizeram uma lista de 28 halos solares entre os anos de 249 a 420; algo assim não surgiu na Europa antes do século 17”. Quer dizer que a “grande vila” superou a Europa em mais de 13 séculos.
Na Breve História da China, de Tim Lambert (18 pp.), lemos: “por volta de 2000 b.C. … os chineses aprenderam a produzir o bronze. A escrita foi inventada na China em 1500 a.C.. por cerca de 400 a.C., agricultores chineses usavam o ferro puxado por animais. A bússola foi inventada na China no 3º século a.C. … A cerca de 500 a.C. surgiu o primeiro manual militar … em 132 d.C. … Cheng Hang inventou o sismógrafo (que media a intensidade dos terremotos) … em 577 os chineses inventaram o estopim … de 618 a 907 … a China foi provavelmente a mais avançado civilização do mundo … depois de 979 … foi provavelmente a a mais rica do mundo … as artes floresceram. A poesia chinesa … desabrochou, com talvez o maior poeta, Li-Bo (701-762)”.
Deixem-me considerar agora a importância de duas poderosas motivações fora dos Estados Unidos e de outros países democráticos: o desejo de possuir seres humanos e o desejo dos seres humanos serem livres.
Um dos últimos exemplos desse esforço entre estas duas tendências é o levante de 1989 conhecido pelo mundo pelo lugar geográfico onde o levante ocorreu: Tiananmen, a Praça da Paz Celestial. Os rebeldes demandavam liberdade para as pessoas da China possuídas pelos donos da China.
Mas a liberdade do povo chinês poderia significar a morte aos donos da China se um número suficiente de pessoas se rebelasse. Isto não é realmente novo na história da China.
Qual é então a saída? Chama-se Democracia.
O fundador da República Popular da China atual foi Mao (1949), e de acordo com ele e com seus preceptores, para alcançar a democracia basta tomar todas as propriedades produtivas de seus donos (os capitalistas). De outro modo, a apropriação do país por Mao e seus seguidores não reduzirá a liberdade daqueles que ele possui.
E, se os presentes donos da China --- o maior país (em termos de população) --- também possuírem o resto do mundo, eles serão já fortes demais para qualquer força local tomar o poder deles.
Qual é a conclusão? É imprescindível encarar que a República Popular da China irá logo ser o mais poderoso país do mundo dada sua tecnologia, deixando para trás a tecnologia européia e dados os seus 1,3 bilhões de pessoas contra apenas os 300 milhões dos Estados Unidos.
Então, o que fazer? Acredito que todos os países prontos a resistir à República Popular da China devem formar uma aliança de defesa para salvar o mundo do desastre iminente desse temível espectro que assoma no horizonte. Antes disso, a discussão pública internacional dessa idéia pode ser útil.
Fui encorajado pela resposta à minha coluna sobre Yulia Latynina, publicado em 20 de Maio.
Yulia Latynina seria inconcebível na Rússia quando minha família e eu deixamos o país 40 anos atrás. Ela é uma escritora, uma jornalista, e tem seu próprio programa de televisão, um talk show aos sábados.
Ela fala francamente e de modo crítico. Ela mostra como a Rússia atual é diferente da Rússia “Soviética” do tempo em que vivi lá. Certamente a República Popular da China é uma ameaça mortal a esta nova Rússia.
Sim, por sua própria causa, a Rússia deveria colocar-se ao lado dos países livres em sua defesa contra essa China.
Mencionarei três respostas à minha coluna, chamando pela cooperação dos países livres na defesa contra a República Popular da China.
A resposta de S. Bainton (Mr. Marketing, Inc.) ocupou cerca de três-quartos de uma página e começa com duas palavras: “Excelente artigo”. Depois de sua análise detalhada da minha coluna, Mr. Bainton disse: “Por favor, diga-me o que me escapou, ou se perdi algo?” Não, disse-lhe; não há razões para isto: “De novo, obrigado”.
A resposta de J. Roberts pode ser citada toda: “Obrigado muito por ter vindo a esse “país sitiado”. Se, de algum modo, a maioria dos americanos pudesse pensar como você e articular seus pensamentos em ações, a maioria dos problemas do país desapareceria. Agrada-me tudo que você escreve e aprecio o seu rigor de caráter. Que Deus o abençoe.”
A primeira sentença da resposta de M. Tompkins é a seguinte: “Por anos tenho lido seus artigos regularmente no Newsmax, desde 2002”. E aqui, a última: “Obrigado por tudo e Deus abençoe Lev Navrozov.”
Estou impressionado que a República Popular da China tenha preocupado a estes meus leitores desde o ano 2000.
Alas, não tenho nenhuma receita de que modo chamar atenção para alertar as pessoas do perigo iminente vindo da ditadura da República Popular da China.
A mídia, os governantes e oficiais, que respondem pelos preparativos militares, são todos responsáveis pela vida e pela morte dos países democráticos, ameaçados hoje pela República popular da China [e por seus aliados].

Um comentário:

Laguardia disse...

Não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Romanos 12:2

Vivemos numa época em que a ética, a honestidade, a dignidade e a moral foram completamente banalizados. Tornou-se políticamente incorreto se condenar a prática do homossexualismo, de se condenar o aborto e de se condenar os políticos por seus atos anti-étidos e desonestos.

Nós cristãos estamos precisando renovar nosso entendimento para que experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Me preocupa o apoio que vem recebendo, principalmente no meio protestante, a candidata do governo, Dilma Rousseff, que defende abertamente a descriminalização do aborto, defende o direito da união homossexual e se alia ao que de mais podre há na política brasileira.

Portanto, rogo aos irmãos, em nome de nosso Senhor e Salvador Jesus que não se assentem na roda dos escarnecedores. Não votem em Dilma Rousseff