maio 23, 2010

O estranho mundo de Woddy Allen


Uma lembrança a Woody Allen: Generalísimo Francisco Franco ainda está morto”, no American Thinker,
de
Mike La Salle
Autor Americano nativo, cineasta e filósofo, Woody Allen estava no Festival de Cannes esta semana promovendo seu novo filme e oferecendo uma variedade de opiniões, da criminologia à teoria política.
Numa entrevista para o jornal espanhol La Vanguardia, Allen comentou sobre o presidente Obama com esfuziante adoração, chamando-o “brilhante” e “cool”.
As palavras de Allen foram a um ponto de parecer querer proteger o presidente --- como um parente que confronta uma vizinhança hostil --- sustentando que “o Partido Republicano deveria cair fora e parar de infamá-lo”.
Neste ponto, a visão de Allen parece normal o bastante para todo um jardim bem variado de partisans da esquerda e da direita.
Ele gosta do presidente. Tudo bem.
Ele defende o presidente. Entendido.
Mas como muito de seus filmes desde o último século, o argumento de Allen tem uma sórdida falha: Seria bom”, diz Allen ao jornal espanhol, se Obama fosse um ditador por alguns anos, porque ele poderia fazer muitas coisas rapidamente”.
Assim, um afamado e fino artista americano e autodescrito filósofo [o “intelectual” de Antônio Gramsci, imagino] desce sobre marcado solo Europeu e sai-se com a esquisitice de que seu adorado presidente seria um grande e benevolente ditador.
Mas “o real problema do mundo é mais filosófico que político”, ele continua, talvez finalmente se dando conta de que falava a um jornalista espanhol que talvez houvesse vivido sob a brutal ditadura do Generalísimo Francisco Franco.
A proposta de um artista, diz Allen, é “encontrar as razões” que as pessoas possam levar na vida a despeito de todos os argumentos que sugerem que a vida não tem no fim nenhum sentido.
Em outras palavras, de acordo com Woody Allen, seu trabalho como artista é revelar a autodecepção que as pessoas usam para apoiar-se sobre um mundo vazio e sem sentido. Esta autodecepção incluiria religião, amor e a promessa de um futuro melhor.
Este é o artista Woody Allen: um Mestre do Nonsense.
Mas Allen não começou sua carreira com um título assim; houve um tempo no qual seu trabalho foi novo --- cínico, mas com um substrato otimista. Como um cineasta jovem, seus filmes eram comédias burlescas. Eles foram escritos, realizados e apreciados pela audiência como experiências catárticas. Nós rimos e choramos com o desajeitado Woody nas loucuras e confusões de uma vida magnífica.
Porém, mais tarde, as coisas mudaram. O sucesso ficou velho. E em algum momento no final dos anos '70, o auteur Allen passou a buscar um novo tipo de estímulo.
Seu filme de 1979, Manhattan, mostrou as primícias feias das sombras futuras. Aqui Allen tratou por “divertido” o adultério e o roubo de bebes...
Isaac Davis: Minha ex mulher deixou-me por outra mulher.
Isaac Davis: Ela tem 17. Eu estou com 42 e ela, com 17. Sou mais velho que seu pai, pode acreditar nisso?! Namoro uma garota e posso bater no pai dela.
Yale: Você é tão autossuficiente, sabia? Somos só pessoas, Apenas seres-humanos, percebeu? E você pensa que é Deus.
Isaac Davis: Ora, tenho que ter um modelo para mim.
É isso; somos “apenas pessoas”. Cangurus pulam. Macacos caem das árvores. Diretores poderosos drogam e violentam garotinhas. E pessoas trapaceiam.
É só a vida. Somos apenas seres humanos, sabia?
Em Crimes and Misdemeanors, de 1989, a transformação de Allen estava completa. Em sua desconstrução pós-moderna do romance Crime e Castigo, de Fiodor Dostoevsky, Allen quis recontar a história de Raskolnikov --- um assassino assolado pelo sentimento de punição de sua consciência demasiado humana.
Na história original, Dostoevsky assume que a consciência era uma feição integral da psique humana. Mas o Pós-modernismo sustenta que a consciência humana é um constructo do condicionamento social. Assim, o filme de Allen submeteu a novela imortal de Dostoevsky a uma infame desconstrução.
Falando sobre seu novo filme em Cannes, You Will Meet a Tall Dark Stranger, Allen contou ao La Vanguardia que “o único modo de ser feliz é se você viver se enganando”.
As pessoas são desesperadas por uma nova religião”, ele continua. “Mesmo artistas eles próprios são enganados, ao acreditar que a vida tem sentido porque a arte viverá por mais tempo [mais que eles próprios], mas a verdade é que o artista [eventualmente morre] e importa pouco que seu trabalho permaneça vivo”.
Uma geração depois de Crimes and Misdemeanors, está claro que Woody Allen consolidou sua crença no relativismo da vida e do sentido. A Consciência é uma condição. A Integridade, uma ilusão. A Piedade, decepção.
E o presidente Obama realmente deveria ser um ditador --- mesmo que por poucos anos.
O necessário para lavar toda a escória das ruas.
Talvez o próximo projeto de Woody Allen seja uma desconstrução de Hitler.
Mussolini pelo menos colocou os trens nos horários.
Mike LaSalle é editor do MensNewsDaily.com Escrito em ciência, mídia e cultura popular. [Grifos meus.]
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Fonte:
Mike La Salle, Memo to Woody Allen: Generalísimo Francisco Franco Is Still Dead”. American Thinker (22.05.10)

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