abril 04, 2010

Bem-vindo à Máquina: Marxismo Cultural e Educação

American Thinker | “Welcome to the Machine: Cultural Marxism in Education” | Mar 27, 2010

De Chuck Rogér

Welcome to the machine.
What did you dream?
It's alright, we told you what to dream.
 - Roger Waters
A máquina educacional que continua a produzir industrialmente neófitos condicionados a um amoralismo equívoco tem preparado as bases para o domínio do esquerdismo.
O que foi, afinal, que reduziu a educação americana à sua condução atual?
Em parte a resposta está no Marxismo cultural, uma moléstia social desovado por um italiano, Antonio Gramsci, na década de '20. Gramsci pregava que para libertar grupos sociais “oprimidos”, as crenças do opressor deveriam ser marginalizadas. E porque Gransci identificava um grupo particular como opressivo, o Cristianismo tradicional, ele prescreveu o ataque as tradições em geral e o Cristianismo em particular [1], especificamente como solução à opressão. Gramsci denunciou a certeza moral e pregou uma miscelânea de moralismos menores.
O historiador John Fonte observou que enquanto os tradicionalistas querem revitalizar “valores morais objetivos” de modo a “remoralizar a sociedade”, o marxismo cultural fomenta --- os assim chamados --- “grupos oprimidos” ou “minorias” a inventar verdades circunstanciais para “auferir liberação política e cultural”. Enquanto os tradicionalistas sustentam responsabilidade pessoal, o marxismo cultural segue as orientações de Gramsci para politizar todos os assuntos, o que é “religiosamente seguido” pelas feministas, por exemplo. Os tradicionalistas querem fortalecer a América, o marxismo cultural, “transformá-la”.
Observar que a formulação de Gramsci ignora as lições da experiência humana é testemunhar que o próprio marxismo semeou o desastre todas as vezes que este foi cegamente tentado. Avesso à realidade, os adeptos do marxismo cultural só podem esposar sua doutrina unicamente abstendo-se de todo de discutir a realidade das coisas. Intelectuais ociosos têm integrado o marxismo cultural no sistema educacional por cerca de um século, intensificando a decadência que a filosofia educacional de John Dewey instigou.
Marx e Dewey inexoravelmente saem do túmulo para erodir a capacidade de julgamento da juventude americana e apagar a consciência de sobre o quê a América foi fundada.
Os professores têm aderido ao marxismo cultural, promovendo a noção gramsciana de que “o pessoal é o político”, incubando geração após geração de estudantes hipersensíveis que agem de modo a hipersensibilizar o debate público americano --- o politicamente correto corre solto.
As instituições de ensino aderiram ao marxismo cultural dentro do âmbito do ensino de filosofia, das artes, literatura, ciências sociais e mesmo nas ciências “duras” [2].
As faculdades de educação condicionam os professores a acreditar que somente pessoas não ilustradas rejeitam o multiculturalismo, a “justiça social” e outros usos de relativismo moral torcido e equivalência moral. O “bom” educador não tolera algo tão ofensivo como um código moral universal e sabe que o tradicionalismo, embora reforce a América, não é uma cosia “boa”, porque a América ela própria não é necessariamente boa. O professor consciencioso “transforma” a América rejuvenescendo-a a tempo.
Poder-se-ia estar inclinado a descartar como histérico qualquer preocupação sobre a transformação da América não fosse pela evidência de uma educação politicamente correta induzida pelo marxismo cultural. E evidências existem nesse sentido. Os educadores têm convencido os editores de livros-texto a ignorar o senso comum, encorajam evasivas amorais em questões morais enquanto afagam a autoestima de grupos vitimizados. Cachorros-quente, refrigerantes, bolos e manteiga não podem ser representados nos livros-texto porque tais coisas ofendem pessoas que tem excesso de biomassa [!]. O termo “Pais Fundadores”, de conotação aparentemente sexista, ofende pessoas “superiores”, que apontam a vergonha de que “Os Fundadores” foram todos homens. Referências às imagens pálidas gravadas com os rostos dos presidentes no Monte Rushmore são banidas. As escolas enfocam as crianças apenas. Mas, onde?
Certamente não nas “selvas”, as quais devem ser chamadas “florestas úmidas”, porque os negros podem sentir que “selva” perpetua um estereótipo ofensivo.
Quão longe irão os editores de livros-texto para “proteger” os vitimizados? O departamento de Educação da Califórnia dá a letra: “Nós precisamos deixar claro que todas as etnicidades estejam representadas. Temos que ter certeza que homens e mulheres sejam representados. Temos que fazer que nossos materiais cubram o espectro todo”.
Muitos educadores têm ridicularizado a objetividade e as habilidades lógicas requeridas para pesar qualquer coisa, no lugar ensinam as crianças a lidarem “emocionalmente” com o mundo através de um filtro de “tolerância” --- inequívocos elementos de doutrinação ideológica. É importante notar que o verdadeiro conservadorismo não é ideologia, mas antes um senso comum que observa e leva em conta a realidade. O conservadorismo americano recusa às liberdades individuais bobas pela causa coletiva e promove o sistema de livre-mercado que alimenta a sociedade mais livre, próspera e inovadora que jamais houve. Os conservadores reais defendem o capitalismo como atividade moral.
Mas a esquerda, oculta dentro do movimento “progressista”, que tem atacado a América desde o início do século 20, a sociedade Ocidental e o capitalismo, marcam os principais fronts. Dentro, o progressismo oculta o marxismo cultural, que ataca mentes não apenas por meio de livros-texto, mas também através dos mais pérfidos canais.
Em uma disciplina chamada “Química da opulência”[3], estudantes de Chicago estudam metais preciosos e “as consequências políticas, econômicas e sociais do mercado de diamantes”. O jornal Education Next noticiou um exemplo de marxismo cultural no qual o editor do currículo para o Repensando a Escola descreveu “justiça social” como “ensinar as crianças a questionar 'qualquer que' [sic] venha a tomar as rédeas do poder”. A organização distribui artigos como “'Pensei que os Estados Unidos Fosse Supostamente o Lugar da Liberdade': Jovens Latinas Empenhadas em Matemática e Mudanças Sociais para Salvar Sua Escola”. Isto está bem dentro dos objetivos do comportamento mais típico para zelotes condicionados a usar o antiamericanismo e uma matemática corrompida para causar “mudança social”. O bombardeiro do Pentágono [?] e a associação de Obama com William Ayers muito influenciam a educação com suas ideias sobre “justiça social”. Muitos colégios de professores do mesmo modo avidamente abraçam as idéias do Professor Ayers.
Junto com a filosofia de John Dewey, o marxismo cultural constitiu moeda corrente na profissão de educador. Ayers e outros dogmatistas esquerdistas difundem a validade do marxismo cultural como um vírus nas universidades, infectando professores com o deweyismo e com o marxismo cultural desatentos de como estas ideologias adoecem a América. Os professores levam o vírus às escolas elementares, médias e superiores, para inculcar as crianças da América e garantir a disseminação da doença cultural chamada progressismo.
***
Basta, ademais, conferir os currículos dos cursos superiores e de pós-graduação em Educação, só por exemplo, e ver que a coisa medonha aqui descrita grassa no Brasil como nos Estados Unidos, com a omissão criminosa de nossos governantes e a desatenção igualmente criminosa da imprensa. A doutrinação maciça do marxismo cultural nas universidades brasileiras em cursos como História, Geografia, Pedagogia, Educação e Sociologia, e também Psicologia e até no Direito, é colocada no debate diário como ausência de investimentos.
Com o ENEM servindo de medida para o ingresso à universidade controlado pelo Estado --- não bastasse o deweyismo e o marxismo cultural nele, a propaganda governamental da esquerda já é explícita ---, com o MEC mandando na educação de modo a massificá-la, a recusa de constar o homeschooling como algo legitimamente dentro dos “direitos humanos” de os pais educarem seus filhos com seus valores, tem-se um quadro mais que medonho, já prenúncio de algo bem pior.

Notas
1. Os ataquea à Igreja, pelos casos de pedofilia, muito enfocada pela imprensa com descritério, e para entender a difamação ideológica de Saramago, são fenômenos dessa espécie.
2. Por experiência pessoal, eu mesmo dou testemunho esta última, além das disciplinas em “humanas”.
3. “Chimistry of bling”.

Nenhum comentário: