abril 22, 2010

Assombrações da floresta de Katyn


Um incidente fortuito atrás do outro”.
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A violência da Direita: porque a Direita é a violência
Começou assim o repórter da Rádio Gaúcha (RBS) no programa Supersábado:
O nome [do presidente polonês morto na queda do avião do dia 10 de abril] é, mais ou menos assim, um nome complicado, como todos os nomes nessa parte da Rússia, Lech Kaczynski...” [não textual],
que foi só uma frase mal feita, já que o acidente foi na Rússia, enquanto o presidente, polonês, com nome polonês. Mas a impressão que a frase causou foi assim: O nome do presidente polonês, como todo nome nessa parte da Rússia, o que causa, no mínimo, aquele constrangimento por se ligar a região ao jugo russo, senão isto, à sua supremacia, e, na filigrana, à irrelevância das nações satélites dos soviéticos.
Foi infeliz, talvez não evitável, mas inequivocamente uma “desatenção” histórica que talvez possa explicar outras coisas, pois ocorreu no contexto da ironia negra desse acidente e que lembram bem os poloneses e os ucranianos, os seus milhões de compatriotas mortos.
O erro do repórter ocorreu no dia em que se comemorava o 70º aniversário do medonho massacre na floresta de Katyn, quando então outra incidência concorreu, a da morte do presidente polonês, desafeto dos russos; o equívoco é somente, talvez, perdoável, pelo fato igualmente notável de a delegação completa de altos dirigentes da Polônia aceitar estar sujeita a um avião russo, sob inspeção russa, para fazer esse voo.
O repórter realmente não conseguirá uma desculpa, no entanto, por ter dito que o Solidariedade, de Lech Walesa, lutou contra um governo duro, “de direita”, que com mão de ferro oprimiu o povo polonês. Faltou dizê-lo “cristão cruzado, tirania da braba, conservador, terrível!”
Na Polônia, com o Solidariedade, Walesa conseguiu criar em 1989 o primeiro governo não-comunista do bloco Soviético. Chamar a polícia secreta comunista de “direita” só padecendo daquela confusão mental que levou um ouvinte do programa Polêmica, de Lauro Quadros (Rádio Gaúcha, RBS) --- e, com a cumplicidade (desatenta?) do apresentador ---, a dizer que temia o risco que a Venezuela corria com as modificações que Chávez vinha fazendo na Constituição; disse o ouvinte: “Imagina se um direitista assumisse o poder, porque todo mundo sabe que com a direita sempre veio o pior”.
Acompanhou-se a isto o comentário: “É, Chávez tentou golpes, depois desistiu e foi para a esquerda” (!).
O Solidariedade, que fez frente ao socialismo radical do comunismo histórico, foi lembrado pelo repórter da Gaúcha como um governo de direita. O que, raios, ensinava-se nos cursos de jornalismo? O fato desse curso ter (tido?) termos coringas tais como “comunicação social” e “fatos de interesse jornalístico”, talvez dê uma pista ao ridículo.
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A marca de Kain Gosudarstvennoy Bezopasnosti
Putin convidara para a solenidade de aniversário do massacre de Katyn o primeiro ministro Tusk, mas não ao presidente Kaczynski, de larga data um turrão opositor da ex-URSS e amigados, que tanto mal fez ao seu país. Kaczynski formou uma comitiva própria para ir, sem ser convidado às comemorações na Rússia.
Segundo Jane Jamilson, editora do conservative news/commentary blog UNCOVERAGE.net, em artigo no American Thinker, este teria sido o primeiro “cerimonial” a reconhecer a mão maligna da Rússia no assassinato dos líderes poloneses na IIª Guerra Mundial.
Como notou o New York Times [apud Ametican Thinker],
[O] conservador Kaczynski foi um recalcitrante defensor da independência das nações soviéticas satélites como a Georgia e Ucrânia, fez forte lobby para a instalação do escudo antimísseis da política externa de George Bush, recentemente cancelada pelo presidente Obama. Kaczynski mantinha posição dura contra o que chamava 'novo imperialismo' russo e contra a política de reaproximação de Tusk com Moscow”.
Kaczynski foi parte daquela resistência que sofreu com o pior da melhor promessa comunista, foi inimigo por isso da tutela da ex-URSS e foi amigo de Israel e dos Estados Unidos, como Walesa, e adepto de defender seu país com poderio militar. Definitivamente, não foi um amigo da Rússia, que representou para o país a tirania burocrática soviética.
O desastre, diz o The Moscow Times, matou toda a cúpula da oposição nacionalista na polônia de uma só vez, os oponentes chave do Primeiro ministro Donald Tusk com a sua Plataforma Cívica centrista. O acidente, assim, reforçou o já dominante papel de Tusk na política polonesa, com consequências que não podem ser previstas”.
Kaczynski já havia sofrido risco com o mesmo Tupolev 154, de fabricação russa, em 2008, e disse na oportunidade que se tratava de um risco natural a um presidente que tem de viajar muito.
Jamilson nota --- citando o jornalista conservador britânico Daniel Hannan (UK Telegraph) --- que o presidente Kaczynski era uma “figura controversa”, com os esquerdistas ressentidos com ele por querer uma “política de purificação”, que requeria que servidores públicos declarassem se tiveram um papel no regime comunista.
Estas críticas aplaudem uma política similar quando ela foi imposta pelos primeiros países fascistas depois de 1945 e, de fato, no geral sustenta o governo Espanhol na tentativa de reabrir os fatos que se passaram na época de Franco, mas por alguma razão, considerou isto inadequado para ser aplicado do mesmo modo aos priemiros Comunistas.”
O fatídico acidente traz suspeita quanto a um voo de linha russa, sob manutenção russa --- feita pela empresa russa Aviakor ---, de avião russo e logo após Putin, admoestando Kaczynski, ter declarado que o apoio do líder polonês ao escudo antimísseis americano no país era algo que “não poderia ficar impune.
Os métodos de Putin são os piores e recomendam-no mal, como os conhecidos casos contemporâneos, os que me lembro para buscar:
  • No caso do submarino Kursk, quando a ajuda européia foi recusada matando 118 tripulantes, a mãe de um dos marujos foi sedada bizarramente frente às câmeras de TV ao reclamar, num teatro de desculpas, e sem necessidade, enquanto se lhe eram oferecidas medalhas;
  • O caso da jornalista russa, defensora dos Direitos Humanos an Rússia, Anna Politkovskaya assassinada misteriosamente com um tiro dentro de um elevador, que era crítica à morte de Putin, autora do livro Putin's Russia, depois alterado para Life in a Failing Democracy:
Estamos nos precipitando de volta ao abismo Soviético, para dentro de um vacuum de informação que significa a morte por nossa própria ignorância. Tudo que nos resta é a internet, onde a informação é ainda livre ao acesso. De resto, se você quer trabalhar como jornalista, significa ficar sob a serventia de Putin. De outro modo, isso pode significar a morte, alvejado, envenado ou submetido a processos...”.
  • A morte do ex-agente da KGB, Alexander Litvinenko, Blowing Up Russia: Terror from Within, sobre atos de terror, abduções e contratos para mortes organizadas pelo Serviço de Segurança Federal russo, morto com uma “overdose” de radiação, que faleceu na Inglaterra. Litvinenko acusava Putin também por, pasmem, usar o atentado de Beslan como red flag, isto é, uma justificativa para ações contra a Chechênia.
  • Envenenamento por dioxina do presidente Ucraniano Viktor Yushchenko, que ficou desfigurado em 2004;
  • Assim como na era Soviética, a TV russa, sob controle estatal, tende a enfatizar o papel nefasto dos EUA no mundo --- marcando com isso posição contra um agente estrangeiro, para ganho político interno. Para difamar os EUA o Kremlin se vale até mesmo do aspecto útil das terias conspiratórias de Alex Jones para reforçar a idéia de que os EUA não são mais um país democrático.
A linha lógica do argumento anti-Sionista e contra o capitalismo mundial, adotado antes pela ex-URSS, parece ser levada mutatis mutandis por Putin como se esta jamais se tivesse alterado, para caluniar os Estados Unidos e (sempre de novo) apontar a falha das democracias ocidentais. O historiador Howard Sachar descreve o argumento dos Protocolos dos Sábios de Sião ressuscitado na Guerra dos Seis Dias, em 1967; coisa similar foi descrita pelo historiador Paul Johnson em A history of the Jews (pp. 575–576).
Não parece que realmente o argumento tenha morrido, apenas o conceito de “judeu” de outrora, ligado aos vícios que se lhes atribuíam, agora ganhou, com o mesmo conceito, outros nomes.
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As coincidências comemoram
Mas não foi a primeira vez que uma coincidência com o massacre de Katyn ocorre. Setenta anos atrás, após a URSS negar envolvimento com Katyn, atribuindo a culpa aos nazistas, o então Primeiro Ministro Wladyslav Sikorski foi “chamado para uma investigação independente” do massacre. Quatro meses mais tarde, Sikorski e mais seis outros pereceram em um acidente de avião em Gibraltar. Como dá para ver, outra fatídica coincidência.
  • Em 2008, Kaczynski trabalhou duro para acertar com os Estados Unidos o sistema de mísseis de defesa em solos polonês. Pareceu à Rússia de Putin que a Polônia poderia ter que ser “disciplinada”;
  • Em 2009 o presidente Obama reverteu a decisão de instalar os mísseis U.S. Patriot no 70º aniversário da invasão russa à Polônia;
  • Em dezembro do mesmo ano, o Tupolev 154, de fabricação russa, que levaria Lech recebeu aval positivo da empresa russa que fazia a sua manutenção;
  • Em 2010, o presidente Obama assinou um acordo “histórico” com a Rússia para a redução do arsenal nucelar;
  • Menos de três dias mais tarde, em um esforço por melhorar as relações com a Rússia, o presidente polonês morreu em um acidente aéreo no mesmo Tupolev sob manutenção russa, exatamente na data de aniversário do massacre de Katyn, enquanto sobrevoava a mesma floresta.
Um incidente fortuito atrás do outro”, arremata Jeannie DeAngelis.
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Assombrações da floresta de Katyn
No trecho final do discurso de Lech Kaczynski para a ocasião do 70º aniversário do massacre de Katyn, está:
Katyn foi um doloroso evento na história da Polônia, que envenenou as relações entre poloneses e russos por décadas. Deixemos Katyn finalmente sarar e cicatrizar. Estamos no rumo disso. Nós, poloneses, apreciamos o que os russos vêm fazendo nos últimos anos. Devemos seguir esse caminho que nos aproximou, não devemos voltar atrás.
Este foi o penúltimo parágrafo do discurso dessa data, mas o último parágrafo recolocou as coisas em um tom mais realista, e é onde russos e poloneses continuam exumando corpos:
Todas as circunstâncias do crime de Katyn devem ser investigadas e reveladas. É importante que as vítimas inocentes sejam oficialmente confirmadas e que todos os documentos do crime sejam abertos, para que as mentira de Katyn desapareça para sempre. É o que demandamos, antes de tudo, pela memória das vítimas e em respeito ao sofrimento de suas famílias. E também em nome de valores comuns, necessária para formar uma relação fundada na confiança e na camaradagem entre nações irmãs em toda a Europa.
A situação do discurso é de conciliação, mas as coincidências parecem dizer que os demônios de Katyn ainda não foram descobertos na floresta.
Assombrações são manifestações sobrenaturais que repetem sempre os mesmos itinerários, ou ocupam sempre os mesmos locais, repetindo movimentos ou aparições. Que tão nefastas coincidências se repitam com tanta sincronia, parece falar menos do sobrenatural do que de nossa incapacidade de acreditar que o inacreditável possa estar bem na nossa frente, do modo um tanto diáfano como nos aparece depois de tanto tempo, ou renovado, um pouco diferente.
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História sem profundidade
No Brasil, enquanto Lech Walesa e Kaczynski davam testemunho de que o socialismo é algo a ser evitado de todo modo, tanto a morte do presidnete polonês quanto as declarações de Walesa apareceram na imprensa simplesmente como fatos isolados de qualquer contexto, atual próximo ou histórico, esquecidos --- ou, pior, apresentados de cabeça para baixo.
Falamos com naturalidade sobre partidos socialistas e, até, comunistas, no apoio à Dilma e Tarso, sem sequer inteirar-se o jornalista da grande mídia do que dizem nas fontes deles próprios como projeto para o Brasil.
Como pode essa imprensa achar que informa alguém --- oculta-se sob termos insossos tais como “comunicação social”, seja lá o que signifique, ou os chamados “fatos de interesse jornalístico”, que geralmente não querem dizer nada ligado às fontes primárias, ao sentido de contexto ou às consequências. Mas, quer dizer, a superfície onde aflora “o fato”.
O curioso é que nesse fenomenismo do jornalismo atual, as coincidências, em si não têm importância, porque não se admite que a relação coincidente tenha valor em si além do mais mero acidente. Mas é mais grave que isso.
Para o nosso jornalismo, relações não são fatos. Daí as coincidências não poderem assumir senão o papel de fantasmas que se apresentam à percepção, ilusões bizarras, que a luz da razão deve rejeitar e trazer tudo, de novo, para padrões “normais”. Todas as coincidências passam a ser apenas fatos descritos isoladamente, daí porque a tremenda desatenção para com o regime contra o qual o Solidariedade lutou, bem como Kaczynski e todo o povo polonês.
Confundir o regime comunista soviético com um sistema “de direita” é assim só porque se reconhece subliminarmente a qualquer-coia como “direita” a violência e opressão, e ao controle radical da vida social (v.g., intolerância aos gays, citada pelo jornalista), o que dá prova dessa doença do espírito bem nossa.
Todo o jornalismo gaúcho, pelo menos, e a maior parte do brasileiro, simplesmente não consegue ligar a violência de regimes violentos à ideologia política “das melhores intenções” e aos “meios necessários” aos “fins legítimos” ou mesmo às condições reais de opressão, que podem ser um estado forte, a organização crescente da vida social, uma imprensa omissa --- mas do que seria ela omissa, se não dá conta destas coisas? ---, etc., e os dispositivos legais para isto; legais, porém não legítimos. Mas então do que podem informar-nos?
Uma vez, há muito tempo, o mundo era chato, como uma tábua flutuando no oceano; hoje, a história não tem profundidade, e as mentes que a contemplam e querem preparar-se para o futuro reduziram as funções da violência a uma abstração sem meios, esquemática e de uma simplicidade ingênua que só pode atrair para si o mesmo mal, apenas com outro nome.
Nota: * Rádio Gaúcha, programa Atualidade, de 12 de abril de 2010.

abril 04, 2010

Bem-vindo à Máquina: Marxismo Cultural e Educação

American Thinker | “Welcome to the Machine: Cultural Marxism in Education” | Mar 27, 2010

De Chuck Rogér

Welcome to the machine.
What did you dream?
It's alright, we told you what to dream.
 - Roger Waters
A máquina educacional que continua a produzir industrialmente neófitos condicionados a um amoralismo equívoco tem preparado as bases para o domínio do esquerdismo.
O que foi, afinal, que reduziu a educação americana à sua condução atual?
Em parte a resposta está no Marxismo cultural, uma moléstia social desovado por um italiano, Antonio Gramsci, na década de '20. Gramsci pregava que para libertar grupos sociais “oprimidos”, as crenças do opressor deveriam ser marginalizadas. E porque Gransci identificava um grupo particular como opressivo, o Cristianismo tradicional, ele prescreveu o ataque as tradições em geral e o Cristianismo em particular [1], especificamente como solução à opressão. Gramsci denunciou a certeza moral e pregou uma miscelânea de moralismos menores.
O historiador John Fonte observou que enquanto os tradicionalistas querem revitalizar “valores morais objetivos” de modo a “remoralizar a sociedade”, o marxismo cultural fomenta --- os assim chamados --- “grupos oprimidos” ou “minorias” a inventar verdades circunstanciais para “auferir liberação política e cultural”. Enquanto os tradicionalistas sustentam responsabilidade pessoal, o marxismo cultural segue as orientações de Gramsci para politizar todos os assuntos, o que é “religiosamente seguido” pelas feministas, por exemplo. Os tradicionalistas querem fortalecer a América, o marxismo cultural, “transformá-la”.
Observar que a formulação de Gramsci ignora as lições da experiência humana é testemunhar que o próprio marxismo semeou o desastre todas as vezes que este foi cegamente tentado. Avesso à realidade, os adeptos do marxismo cultural só podem esposar sua doutrina unicamente abstendo-se de todo de discutir a realidade das coisas. Intelectuais ociosos têm integrado o marxismo cultural no sistema educacional por cerca de um século, intensificando a decadência que a filosofia educacional de John Dewey instigou.
Marx e Dewey inexoravelmente saem do túmulo para erodir a capacidade de julgamento da juventude americana e apagar a consciência de sobre o quê a América foi fundada.
Os professores têm aderido ao marxismo cultural, promovendo a noção gramsciana de que “o pessoal é o político”, incubando geração após geração de estudantes hipersensíveis que agem de modo a hipersensibilizar o debate público americano --- o politicamente correto corre solto.
As instituições de ensino aderiram ao marxismo cultural dentro do âmbito do ensino de filosofia, das artes, literatura, ciências sociais e mesmo nas ciências “duras” [2].
As faculdades de educação condicionam os professores a acreditar que somente pessoas não ilustradas rejeitam o multiculturalismo, a “justiça social” e outros usos de relativismo moral torcido e equivalência moral. O “bom” educador não tolera algo tão ofensivo como um código moral universal e sabe que o tradicionalismo, embora reforce a América, não é uma cosia “boa”, porque a América ela própria não é necessariamente boa. O professor consciencioso “transforma” a América rejuvenescendo-a a tempo.
Poder-se-ia estar inclinado a descartar como histérico qualquer preocupação sobre a transformação da América não fosse pela evidência de uma educação politicamente correta induzida pelo marxismo cultural. E evidências existem nesse sentido. Os educadores têm convencido os editores de livros-texto a ignorar o senso comum, encorajam evasivas amorais em questões morais enquanto afagam a autoestima de grupos vitimizados. Cachorros-quente, refrigerantes, bolos e manteiga não podem ser representados nos livros-texto porque tais coisas ofendem pessoas que tem excesso de biomassa [!]. O termo “Pais Fundadores”, de conotação aparentemente sexista, ofende pessoas “superiores”, que apontam a vergonha de que “Os Fundadores” foram todos homens. Referências às imagens pálidas gravadas com os rostos dos presidentes no Monte Rushmore são banidas. As escolas enfocam as crianças apenas. Mas, onde?
Certamente não nas “selvas”, as quais devem ser chamadas “florestas úmidas”, porque os negros podem sentir que “selva” perpetua um estereótipo ofensivo.
Quão longe irão os editores de livros-texto para “proteger” os vitimizados? O departamento de Educação da Califórnia dá a letra: “Nós precisamos deixar claro que todas as etnicidades estejam representadas. Temos que ter certeza que homens e mulheres sejam representados. Temos que fazer que nossos materiais cubram o espectro todo”.
Muitos educadores têm ridicularizado a objetividade e as habilidades lógicas requeridas para pesar qualquer coisa, no lugar ensinam as crianças a lidarem “emocionalmente” com o mundo através de um filtro de “tolerância” --- inequívocos elementos de doutrinação ideológica. É importante notar que o verdadeiro conservadorismo não é ideologia, mas antes um senso comum que observa e leva em conta a realidade. O conservadorismo americano recusa às liberdades individuais bobas pela causa coletiva e promove o sistema de livre-mercado que alimenta a sociedade mais livre, próspera e inovadora que jamais houve. Os conservadores reais defendem o capitalismo como atividade moral.
Mas a esquerda, oculta dentro do movimento “progressista”, que tem atacado a América desde o início do século 20, a sociedade Ocidental e o capitalismo, marcam os principais fronts. Dentro, o progressismo oculta o marxismo cultural, que ataca mentes não apenas por meio de livros-texto, mas também através dos mais pérfidos canais.
Em uma disciplina chamada “Química da opulência”[3], estudantes de Chicago estudam metais preciosos e “as consequências políticas, econômicas e sociais do mercado de diamantes”. O jornal Education Next noticiou um exemplo de marxismo cultural no qual o editor do currículo para o Repensando a Escola descreveu “justiça social” como “ensinar as crianças a questionar 'qualquer que' [sic] venha a tomar as rédeas do poder”. A organização distribui artigos como “'Pensei que os Estados Unidos Fosse Supostamente o Lugar da Liberdade': Jovens Latinas Empenhadas em Matemática e Mudanças Sociais para Salvar Sua Escola”. Isto está bem dentro dos objetivos do comportamento mais típico para zelotes condicionados a usar o antiamericanismo e uma matemática corrompida para causar “mudança social”. O bombardeiro do Pentágono [?] e a associação de Obama com William Ayers muito influenciam a educação com suas ideias sobre “justiça social”. Muitos colégios de professores do mesmo modo avidamente abraçam as idéias do Professor Ayers.
Junto com a filosofia de John Dewey, o marxismo cultural constitiu moeda corrente na profissão de educador. Ayers e outros dogmatistas esquerdistas difundem a validade do marxismo cultural como um vírus nas universidades, infectando professores com o deweyismo e com o marxismo cultural desatentos de como estas ideologias adoecem a América. Os professores levam o vírus às escolas elementares, médias e superiores, para inculcar as crianças da América e garantir a disseminação da doença cultural chamada progressismo.
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Basta, ademais, conferir os currículos dos cursos superiores e de pós-graduação em Educação, só por exemplo, e ver que a coisa medonha aqui descrita grassa no Brasil como nos Estados Unidos, com a omissão criminosa de nossos governantes e a desatenção igualmente criminosa da imprensa. A doutrinação maciça do marxismo cultural nas universidades brasileiras em cursos como História, Geografia, Pedagogia, Educação e Sociologia, e também Psicologia e até no Direito, é colocada no debate diário como ausência de investimentos.
Com o ENEM servindo de medida para o ingresso à universidade controlado pelo Estado --- não bastasse o deweyismo e o marxismo cultural nele, a propaganda governamental da esquerda já é explícita ---, com o MEC mandando na educação de modo a massificá-la, a recusa de constar o homeschooling como algo legitimamente dentro dos “direitos humanos” de os pais educarem seus filhos com seus valores, tem-se um quadro mais que medonho, já prenúncio de algo bem pior.

Notas
1. Os ataquea à Igreja, pelos casos de pedofilia, muito enfocada pela imprensa com descritério, e para entender a difamação ideológica de Saramago, são fenômenos dessa espécie.
2. Por experiência pessoal, eu mesmo dou testemunho esta última, além das disciplinas em “humanas”.
3. “Chimistry of bling”.