janeiro 11, 2010

Os russos estão chegando!


O passado nunca morre: ele mata!
Uma ótima maneira de combater a corrupção agora é aderir, como Lula, ao planejamento feito pela esquerda brasileira em nome dos Direitos Humanos; pois não há regime mais eficiente para combater a corrupção que as tiranias de esquerda --- excluindo, é claro, o pessoal do partido.
Com esse 3ª Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que Lula disse que assinou sem ler --- ele não sabe de nada mas está sempre bem assessorado (!) --- e com o exemplo anterior de Honduras, ficou óbvio, mesmo para o mais recalcitrante cético (mentalmente são), que a esquerda capitaneada pelo PT pretende modificar o estado brasileiro tão lentamente quanto seja necessário, tateando a chance, como se fez na Venezuela, Chávez à la Chávez, como na Argentina se esboça, e como se tentou em Honduras. Tudo nos moldes do mais rigoroso método marxista-leninista, aquele mesmo do passado --- a despeito da óbvia contradição, que confunde alguns jornalistas, de que o passado, por definição, passou.
Para os nossos jornalistas --- sobretudo a linha editorial adotada pela RBS/ZH, que me intriga --- o passado só pode existir como uma pilha de cadáveres, quando já não dá para negar que o pior JÁ aconteceu.
Certa vez, quando os sindicatos fizeram passeatas por todo o país, fazendo baderna, jornalistas aqui do RS disseram: "Não dá para saber se foi orquestrado" --- o mesmo embasbacamento apoplético que Nerval Pereira mostrou recentemente. A imprensa, quando honesta, parece que acha que 2 + 3 = 5 é teoria da conspiração. Então, para tranqüilizar-se, repetem o mantra de que a economia vai bem e que isso são méritos óbvios mais objetivos que qualquer esquisitice política. Na Argentina e na Venezuela os desmandos sobre a realidade econômica parece que, mais do que o clima, vai acabar vendo uma “reação vingativa” da economia.
A imprensa só acredita em "fatos", ao que adjetivam de "jornalístico" --- doutrina oficial da Comunicação Social, “engajada” e “conscientizada” ---, como quando as enchentes recentes arrastaram meio mundo, e foi possível ir lá ver... E muitos que fizeram isso caíram nela.
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Jogo de ligar

O jogo de ligar “Busque a relação” foi inspirado nas mais recorrentes “Teorias da Conspiração” de todos os tempos, para o jornalista que quiser adquirir qualquer mínimo senso imponderável de realidade para além de fatos atomísticos e das relativizações possíveis (infinitas), ...antes que os russos cheguem!
O mais curioso é que já há quem diga que as tentativas estas --- afoitas? --- de fazer modificações estruturais por meios não democráticos foram notadas, como por José Nêumanne Pinto, que disse que por muito menos os militares deram fim às reformas revolucionárias socialistas d'outrora.
O que persiste é a idéia de que Lula é quem controla o pessoal do achaque, todos ex-guerrilheiros e terroristas. Que saiba foi Benedetto Croce quem disse que a mentira fala por duas vias, uma para dizer outra para desdizer. Com língua bifurcada, mente e desmente.
O papel de Lula é exatamente este --- que Valium como ansiolítico e hipnótico ---, enquanto a tropa de frente faz as investidas exploratórias, como disse Reinaldo Azevedo, para ver se as reformas da “revolução pacífica” de Lula podem ser implementadas; e a qualquer insucesso Lula sai dizendo que ele é quem manda, que ele não leu, que não sabia e põe tudo nos lugares de novo, até a próxima investida. É sempre assim, mas parece que é sempre novo.
O que os petistas chamam de “democracia” é a popularidade de Lula, “para poder fazer”, “quando o povo quiser” e “as instituições estiverem fortes”, que quer dizer exatamente “ocupadas”. A democracia direta é democracia nenhuma. O respeito que esse pessoal mostra pela democracia é a possibilidade aberta nela de extingui-la de todo pelos seus próprios meios.
José Nêumanne Pinto, na Jovem Pan, coloca a nova PNDH como coisa muito mais complexa do que parecia a primeira vista, e cheia de arapucas. É um “ataque à democracia”, disse o comentarista. Eis a lista resumida:
  • Dificultar a desocupação de terras invadidas (MST), condicionada à audiência pública com participação dos invasores;
  • Fiscalização das empresas multinacionais que desenvolvem tecnologias;
  • Reduz capital estrangeiro em empresas de comunicação de 30% para 10%;
  • Inclui sindicatos no processo de licenciamento ambiental;
  • Monitorar o conteúdo do jornalismo, criando um index das empresas que trabalham ativamente pelos direitos humanos (i.e., que repetem os slogans do governo-partido e que defendem os “movimentos sociais” e o “social” e os sindicatos, etc.)
  • Cria um “Código de Ética do Jornalismo”, quer dizer, a vontade da propaganda oficial (e se depender dos códigos de ética do PT e da RBS, servem só para fazer alguém dizer, por fim, o que vale, absurdos!).
O que mais espanta (deveria), não é que talvez estas coisas não passem, mas que elas vêm sendo sistematicamente tentadas.
Os meios são aqueles mesmos, literalmente aqueles do Manifesto Comunista, sem grandes adaptações.
O que me intriga, e é um mistério, é que o jornalismo da RBS está alheio a tudo isso, como se não fosse bem isso, porque “o passado não volta”, por definição.
É um fenômeno curioso que o padrão de qualidade e os manuais de ética (v. Ética é a burocracia do politicamente correto) de alguns meios de comunicação --- que nem a Rede Globo manteve com tamanho paroxismo --- não se contentando em “normalizar” a realidade, terminem por se confundir com ela ou mesmo acabem sendo postos, para alguns homens “superiores” da imprensa, no lugar daquela. Sua exegese, porque é preciso crer para ver, é a da polidez, do mútuo autorrespeito babujoso, da elegância, da moderação e da cordialidade que já são máxima razão.
A herança da esquerda traz consigo essas táticas de subversão, de ataque às bases da democracia representativa, que de nada lhes serve se não for usada para o proletariado (no Manifesto Comunista), e que se pode ter exemplo nas atas do Foro de São Paulo, sempre repetido: "Entramos no sistema para modificá-lo desde dentro, e não para nos modificarmos a nós". Como podem não acreditar no que dizem eles próprios, da conspiração aberta? Que só não é mais aberta porque o fato de ser aberta conta com essa “relativização necessária” que os jornalistas armam-se para aplacar a ansiedade perante os rumores do pior.
*
O aquecimento global da batata dos jornalistas
Não dá mais para olhar para cima, fingindo ver as nuvens e especulando o clima, agora que as coisas estão ficando gravemente visíveis. A partir desse ponto, a tolerância começa a se tornar “irresponsabilidade criminosa”.
Não bastasse ignorar os problemas políticos, de longe bem mais reais que quaisquer outros hoje, adotam como linha editorial o pânico e o chamado histérico pelo “aquecimento global” produzido por modelos que não acertam o clima geológico, nem qualquer coisa para além de 5 dias, mas botam fé daqui a 50 anos.
Quando os russos chegaram em Auschwitz, trataram de ir até os moradores alemães mais próximos e fizeram-lhes passear entre as pilhas de cadáveres e respirar os miasmas acres da morte, mostrar a eles o que estava acontecendo ali, e perguntando-lhes: “Vocês não viram isto?”
Ahh, os russos estão chegando!...”

6 comentários:

Anônimo disse...

Não estão chegando... Já estão aqui!

Anônimo disse...

Putz. Tu és muito facista.

Queria de ver num golpe da esquerda, serias o primeiro a correr.

Anônimo disse...

Só falta dizeres que eles comem criancinha.

Anônimo disse...

Por que tu não vais pro twiter. Lá serás contestado devidamente e publicamente.

André disse...

Bom; duvido que o sr. Anônimo saiba o que é "fascista". Além do mais, o primeiro a correr foi o sr., que veio aqui como "Anônimo" antes que se disparasse o primeiro busca-pé. E é provável mesmo que eu corresse de um golpe de esquerda, já que teria muita vergonha de ser morto por covardes, que são destemidos apenas marchando em hordas --- como, a propósito, fizeram os verdadeiros fascistas ---; seria uma indignidade.

Viu o sr. o filme A onda? É bom, dá uma idéia do que é o fascismo antes do fascismo, quando se é jovem demais e já se pensa que se sabe tudo (Oscar Wilde).

Olha, comer criancinha eu não sei se eles comem, mas o aborto na China talvez seja maior que o do Brasil, que é bem mais parecido com um país socialista do que se costuma admitir. E isto é já, em si, um pequeno genocídio, como sempre se segue dos mais belos sonhos da esquerda.

Contestado, no "Twiter"? Você quer dizer que eu devo entrar num bate-boca com qualquer um num ambiente de gritaria? Se você sabe que eu posso ser contestado (e isso vai levar bem mais que as três linhas habituais do Twiter), faça-o você mesmo aqui, que há espaço. Quer levar você uma discussão de contestação a um lugar onde as razões são trocadas por bazófia, pelos gritos da massa furiosa? Foi e é típico do fascista levar o seu adversário para o meio dos facciosos, para o meio de um "corredor polonês", método clássico do fascismo de verdade, para não dar a mínima chance a ele. E desde este ponto de vista tu me chamas covarde?

Melhoras! Que Deus lhe traga alguma luz; só Ele pode.

Betonho disse...

Comentar o comentário é uma estupidez, mas vamos lá...
O golpe de esquerda já foi dado, Lula é o presidente vitalício do Brasil e o PT domina a política nacional. Parabéns! E chamar discussão para o twitter é tão útil quanto procurar conteúdo literário no Orkut, ou seja, coisa de brasileiro...