setembro 09, 2009

O poder do Pensamento Negativo


The Power of Negative Thinking”
by J. R. Nyquist
(Tradução sob o meu risco)
Weekly Column Published: 07.31.2009
A palavra mágica é “não”. A despeito do que possa ter ouvido, o poder da palavra “não” sobrepuja o poder de um “sim”.
O “não” tem grande utilidade, evita poroblemas insuspeitos e protege-nos contra o dano grave e a morte. Quando uma criança aproxima um garfo de uma tomada, a palavra “não” salva a sua vida. Quando aquele famoso intrépido lunático diz que ele pode saltar o Grand Canyon com uma motocicleta, a reação apropriada é, “Você NÃO deveria”. O poder do pensamento negativo está em manter a sobriedade e a conduta respeitável. Se você quer começar a consumir drogas, “Apenas diga Não”. Se você não quer altos impostos, vote “não” às propostas que os ofereçam. E se você não quer o socialismo, então seu lema deve ser “Não...” --- We can't!
Sinto-me impelido, por reconhecer a necessidade, a escrever um livro sobre o poder do pensamento negativo.
O Capítulo 1 deverá chamar-se “As tremendamete danosas consequência dos Sim”. Faça a si mesmo a seguinte pergunta: É o [perdulário] “homem-sim” nobre, dingo? (“Yes-man” ou, também, homem-assim-mesmo) Quer viver sem discrição ou julgamento? É isso mesmo? É o que proverá a todos? Nossas sociedade permissiva está toda comprometida com o “sim”, quando então o sim se torna algo sinistro. A abertura para uma inundação do sim tem deformado nossa sociedade. No delicado balanço do sim e do não viemos tendendo sobremaneira na direção do sim e nos tornando uma nação de neuróticos e excêntricos. O homem é limitado e frágil. Ele não é plenisapiente ou todo-poderoso. De fato, nós todos precisamos ser lembrados de nossas limitações. Pense no dano que sofremos quando dizemos “sim” aos nossos apetites, nossos caprichos, nossos anseios momentâneos. Se você tem 200 kg, você terá dito “sim” tantas vezes, quando deveria ter dito “não”. Se o seu cartão de crédito está no limite, é porque você vive num mundo do “sim”, quando deveria dar-se conta de que o seu mundo real é feito justamente de “nãos”.
O Capítulo 2 deverá chamar-se “Cale-se, sente-se e pense”. Todo bobo tem uma opinião sem conhecimento, um impuslo sem um plano, a com presteza a afundar-se de cabeça em um deus-sabe-o-quê. A primeira lição da disciplina é fique quieto e pense; (é) mostrar autocontrole. Impulsividade é a essência de uma vida autodestrutiva baseada no “sim”. Siga cada impulso e você não irá muito longe. Detenha-se, e você poderá salvar a si mesmo. E quem na terra pode detê-lo? O fato é: Você é o único que tem o poder de autocontrolar-se. Então, cale-se, sente-se e pense.
O Capítulo 3, pensei em “A virtude da culpa”. Se você não fez nada mal nas últimas semanas ou meses, considere o que você tem agora em mente. Você é fraco por natureza, por isso, culpado por natureza. Portanto, é apropriado que você se sinta culpado. Não seja desligado; não seja relaxado e fraco. A culpa é a muleta através da qual você se torna melhor. Ser culpado é desagradável? É de supor que sim, mas é bom que seja. Sinta-se culpado frequentemente, e exercite-se no arrependimento. Pessoas que não se arrependem, que não sentem remorso, estas são as mais perigosas. Elas lhe sugarão e o levarão à míngua.
Para o Capítulo 4, o título será “Você não é tão especial”. Por duas gerações nós temos dito para as crianças que elas são especiais. Agora nós temos uma geração emergente de adultos deprimidos, os quais precisam de constante afirmação. O indivíduo exigente, impertinente e cheio de direitos, é um fraco emocionalmente, um neurótico instável que se agarra ao falso otimismo porque a realidade e a verdade são por demais difícies e amendrontadoras. Ter-se-ia que perguntar: O que os faz pessoas tão especiais? Não há nada especial em narcisistas chorões, em coisas tais como autocomiseração, sofreguidão, irritação.
O Capítulo 5 chamar-se-á “O quanto o medo e a preocupação podem salvá-lo”. Perfeito! O medo é bom, porque há pessoas más por aí, e países com líderes que querem subjugá-lo sob seus pés, ou simplesmente destruí-lo. O medo é básico para a sobrevivência1. Aqueles que temem não são surpreendidos. Ao preocupar-se, quem se preocupa demanda uma atitude de cuidado. Se você é verdadeiramente prudente, então você não pode deixar de se preocupar. Aqueles que não cuidam de nada, jamais se preocupam. Para eles, não há nada que os preocupe, são desisteressados ou mesmo frívolos, não se dando conta nunca do que possa vir a ser um risco a todos. Se alguém lhe disser para parar de se preocupar e viver o presente, o aqui e agora, lembre-o que viver no presente é para as crianças e os animais. Não é coisa para adultos.
O Capítulo 6 deverá chamar-se “Por que sofrer é bom”. A resposta é simples: O conforto é enervante, enquanto o sofrimento caleja e fortalece. Como disse certa vez um sábio, “Sem sofrer, nada a colher...”. Aqueles que estão sempre se sentindo bem nunca aprendem, nem crescem. A melhor educação vem com a experiência dos erros [Ou como Nietzsche disse, A mãe do aprendizado é a vergonha]. Se um homem vive inteiramente sem perdas, ele não pode ser dito um afortunado; para ele não há reais lições da vida a ser aprendidas, as quais estarão então perdidas. Quanto mais vivemos, mais perdemos. A medida que o tempo avança, perdemos nossa juventude, nossa saúde e, fatidicamente, nossas vidas. O culto do “vencedor” [winner/loser] e do “não sofrimento” (ou de evitá-lo ao máximo) é inatural e dá em comportamento anti-social.
O Capítulol 7, o último, deverá se chamar “Tenha para si o quão idiota você é”. O antigo dito “Conhece-te a ti mesmo” é a essência destilada da filosofia. E conhecer a si mesmo é saber que a estupidez não tem limites, que é vastamente distribuída, sólida e perisistente. Não há estupidez que não lhe possa apanhar, boboquice que não lhe possa engambelar. Como disse certa vez Dirty Harry, “Um homem tem que saber os seus limites”. O quanto mais esperto você se veja, mais próximo você está de ser subjugado.
Esta é a minha advertência: O poder do pensamento negativo é poder real. E, lembrem-se, a palavra mágica é, “NÃO”.

Copyright © 2009 Jeffrey R. Nyquist
Global Analysis Archive
Fonte:
Nota
1O medo é um dos elementos que preparam a pessoa de modo a resguardá-la dos processos psicológicos que pretendem subjugar uma pessoa, comunidade ou nação, porque ele adverte a atenção contra o agente do mal, como ocorre para os expostos à lavagem cerebral, mesmo aquela sob alto estresse em campos de concentração (N. do T.).

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