setembro 21, 2009

Ecce Omen

O Lula é um cara bom, é o conjunto que compõe o homem que o estraga:

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Tem a autoimagem do imperador Commodus...

A segurança de que tudo está dando certo, de Fidel Castro.

A política externa de George Bush.

A consciência moral e as boas intenções de Ted Kennedy .

A capacidade de atrair hostilidade de um ursinho de pelúcia.

O voluntarismo do Che.

A lubricidade sedutora e embriagante de um Sátiro.

A ingenuidade do Kaká.

A franqueza conspiratória de H.G. Wells ou as aspirações do Cérebro (do Pinky e Cérebro).

O sentido de família e de estado do Sarney.

A capacidade de arrependimento do Champinha.

O sentido de comunidade de um imperador Asteca.

A capacidade cognitiva de Raymond Babbitt (Rain Man).

A técnica oratória de um pastor evangélico.

A sinceridade e integridade de Barack Obama.

A desfaçatez e o modus operandi do Coringa (The Joker).

A capacidade retórica de um papagaio (de repetir pelos outros e o que já disse).

O conteúdo de Gilberto Gil .

O corte de cabelo e o penteado de um imperador romano.

O senso de realidade do Barão de Münchhausen.

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(.)

setembro 16, 2009

"Liberdade, Igualdade, Fraternidade", mas não Internet!

Pronto, pronto, pronto... E lá vamos nós para dentro de 1984 de Orwell! --- com sotaque francês fabiano.

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1. “Lei pioneira...”, e todo mundo sabe que quando algo é “pioneiro” quer dizer “novo”, quer dizer “inovação”, que é uma expressão exata para dizer o melhor que o nosso admirável mundo novo tem para nos oferecer. “Progresso” é para frente, como todo mundo sabe. Nunca se pôde controlar as pessoas como agora, e quem duvidará que essa onda varrerá as cabeças ocas de nossos líderes para o nosso bem?

Seria xenofobia dizer que algo assim só poderia ter vindo da França? Humm...

Mas, “a coisa” continua: “Lei pioneira que permite às autoridades cortarem acesso à internet de pessoas que fazem download ilegal de conteúdo”.

Tentar entender essa a frase pode causar náusea, advirto. Uma lei feita para as autoridades, é exatamenente, ao pé da letra da lei, o que significa, por suposta violação de direitos autorais, que ao invés de --- imaginando o pior --- termos alguém a bater à nossa porta com uma notificação, que pudesse tornar-se uma multa, temos, no seu lugar, esse indefectível mecanismo civlizatório que dá AINDA MAIS poder às “autoridades” para cortarem o acesso à internet de famílias negligentes.

Quão abrangente virá a ser o “conteúdo” que caia na tipificação “download ilegal” por certo será definida pelas zelosas “autoridades” francêsas --- e, com absoluta certeza, logo logo, inspirará as nossas próprias “autoridades” por aqui, que tanto se espelham nessa grande civilização revolucionária que é a França.

Então não precisa muito para saber como ela será colocada em prática. Alguém vai pensar nisso, com certeza, com dedicação.

2. Posso imaginar... não, não posso... Melhor; posso lembrar da cena no filme Brazil, de Terry Gilliam, quando por um engano --- um bug no sistema ---, um certo sr. Buttle é preso e carregado de sua casa, para não voltar mais. No caso francês, uma perigosa família poderá ficar por um ano sem internet, privada --- nem consigo imaginar --- de mandar mensagem de correntes e sem poder jogar Blackjack on-line e totalmente impedida, para a tranquilidade da sociedade civil, de acessar a rede e cometer novos crimes, como baixar as músicas e filmes que eles não comprariam se tivessem que pagar.

O sr. Miterrand é um homem que parece que saiu de dentro daquela revolução que clamou por Liberdade, Igualdade & Fraternidade, para (querer) dizer exatamente o oposto: “os artistas [que devem juntar-se aos philosophes e intellectuelles] sempre se lembrarão que nós, pelo menos, tivemos coragem de quebrar a abordagem laissez-faire e proteger seus direitos de pessoas que querem tornar a internet numa utopia libertária”.

Os artistas “sempre se lembrarão [de nós]”, eu não tenho dúvida, por este ato de bravura sem igual, por levantarem-se contra o laissez-faire que desafia as beneces que o estado pode trazer para aquela elite que este tem próxima de si.

Sarkozy e Miterrand, por sua coragem, serão sempre lembrados, por terem-se levantado contra o abuso de famílias negligentes, que não entenderam seu papel na sociedade civil. Consumir. Mas por isso também serão culpadas.

Por fim, a França foi prodigiosa em frustrar a maior de todas as “utopias libertárias”. Eu acreditaria nesse sr. Miterrand. Ele sabe do que fala. Ou, talvez, de fato, nunca tenha tido verdadeiro interesse por ela.

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3. Desde que a internet apareceu, descobriu-se que um produto que não venderia mais que um valor X, poderia vender um valor X vezes n, desde que o número “n”, de pessoas que baixam música e filmes, etc., pela internet, pagassem pelas suas aquisições. Assim, um determinado artista que valia X passa a valer X vezes n, em tempos de internet. Não fosse pela internet, ele valeria X, e não poderia reclamar de “n”.

Tenho algumas músicas que baixei, certa vez, que conheci no boom dos softwares de downloads, e que jamais teria me passado pela cabeça pagar por elas SE assim elas me tivesse sido apresentadas. Meus artistas favoritos me tem como um permanente potencial comprador do que quer que vendam ou produzam, pela sua arte e trabalho. Os demais, talvez algum dia.

Amy Winehouse e Norah Jones podem-me pedir dinheiro a qualquer momento que queiram, dou até um lugar aqui em casa, se insistirem pouco. Quanto aos demais, como já me declarei culpado por algumas transgressões, do trabalho que porventura tenham realizado, que seja bom, lamento informar que talvez eu não possoa sabê-lo mais; mas, é provável, que esse tipo de coisa me faça desistir de gostar da sua arte, qualquer que seja a sua qualidade, em nome daquelas famílias marginais que perturbaram os “artistas” do sr. Miterrand.

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Para não dizer que tudo é o pior (mas com um pé atrás...), vai dar para falar de política nas eleições, imagina só!

Acordo no Senado derruba restrições à internet nas eleições

Luciana Lima

Repórter da Agência Brasil

15 de Setembro de 2009

Brasília - O Senado derrubou hoje (15) as restrições ao conteúdo veiculado na internet durante o período de campanha. Um novo texto proposto pelo relator da reforma eleitoral, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) contribuiu para que houvesse o acordo. O novo texto prevê que “é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato, durante a campanha eleitoral por meio da rede mundial de computadores (internet)”.” Continua....

setembro 09, 2009

O poder do Pensamento Negativo


The Power of Negative Thinking”
by J. R. Nyquist
(Tradução sob o meu risco)
Weekly Column Published: 07.31.2009
A palavra mágica é “não”. A despeito do que possa ter ouvido, o poder da palavra “não” sobrepuja o poder de um “sim”.
O “não” tem grande utilidade, evita poroblemas insuspeitos e protege-nos contra o dano grave e a morte. Quando uma criança aproxima um garfo de uma tomada, a palavra “não” salva a sua vida. Quando aquele famoso intrépido lunático diz que ele pode saltar o Grand Canyon com uma motocicleta, a reação apropriada é, “Você NÃO deveria”. O poder do pensamento negativo está em manter a sobriedade e a conduta respeitável. Se você quer começar a consumir drogas, “Apenas diga Não”. Se você não quer altos impostos, vote “não” às propostas que os ofereçam. E se você não quer o socialismo, então seu lema deve ser “Não...” --- We can't!
Sinto-me impelido, por reconhecer a necessidade, a escrever um livro sobre o poder do pensamento negativo.
O Capítulo 1 deverá chamar-se “As tremendamete danosas consequência dos Sim”. Faça a si mesmo a seguinte pergunta: É o [perdulário] “homem-sim” nobre, dingo? (“Yes-man” ou, também, homem-assim-mesmo) Quer viver sem discrição ou julgamento? É isso mesmo? É o que proverá a todos? Nossas sociedade permissiva está toda comprometida com o “sim”, quando então o sim se torna algo sinistro. A abertura para uma inundação do sim tem deformado nossa sociedade. No delicado balanço do sim e do não viemos tendendo sobremaneira na direção do sim e nos tornando uma nação de neuróticos e excêntricos. O homem é limitado e frágil. Ele não é plenisapiente ou todo-poderoso. De fato, nós todos precisamos ser lembrados de nossas limitações. Pense no dano que sofremos quando dizemos “sim” aos nossos apetites, nossos caprichos, nossos anseios momentâneos. Se você tem 200 kg, você terá dito “sim” tantas vezes, quando deveria ter dito “não”. Se o seu cartão de crédito está no limite, é porque você vive num mundo do “sim”, quando deveria dar-se conta de que o seu mundo real é feito justamente de “nãos”.
O Capítulo 2 deverá chamar-se “Cale-se, sente-se e pense”. Todo bobo tem uma opinião sem conhecimento, um impuslo sem um plano, a com presteza a afundar-se de cabeça em um deus-sabe-o-quê. A primeira lição da disciplina é fique quieto e pense; (é) mostrar autocontrole. Impulsividade é a essência de uma vida autodestrutiva baseada no “sim”. Siga cada impulso e você não irá muito longe. Detenha-se, e você poderá salvar a si mesmo. E quem na terra pode detê-lo? O fato é: Você é o único que tem o poder de autocontrolar-se. Então, cale-se, sente-se e pense.
O Capítulo 3, pensei em “A virtude da culpa”. Se você não fez nada mal nas últimas semanas ou meses, considere o que você tem agora em mente. Você é fraco por natureza, por isso, culpado por natureza. Portanto, é apropriado que você se sinta culpado. Não seja desligado; não seja relaxado e fraco. A culpa é a muleta através da qual você se torna melhor. Ser culpado é desagradável? É de supor que sim, mas é bom que seja. Sinta-se culpado frequentemente, e exercite-se no arrependimento. Pessoas que não se arrependem, que não sentem remorso, estas são as mais perigosas. Elas lhe sugarão e o levarão à míngua.
Para o Capítulo 4, o título será “Você não é tão especial”. Por duas gerações nós temos dito para as crianças que elas são especiais. Agora nós temos uma geração emergente de adultos deprimidos, os quais precisam de constante afirmação. O indivíduo exigente, impertinente e cheio de direitos, é um fraco emocionalmente, um neurótico instável que se agarra ao falso otimismo porque a realidade e a verdade são por demais difícies e amendrontadoras. Ter-se-ia que perguntar: O que os faz pessoas tão especiais? Não há nada especial em narcisistas chorões, em coisas tais como autocomiseração, sofreguidão, irritação.
O Capítulo 5 chamar-se-á “O quanto o medo e a preocupação podem salvá-lo”. Perfeito! O medo é bom, porque há pessoas más por aí, e países com líderes que querem subjugá-lo sob seus pés, ou simplesmente destruí-lo. O medo é básico para a sobrevivência1. Aqueles que temem não são surpreendidos. Ao preocupar-se, quem se preocupa demanda uma atitude de cuidado. Se você é verdadeiramente prudente, então você não pode deixar de se preocupar. Aqueles que não cuidam de nada, jamais se preocupam. Para eles, não há nada que os preocupe, são desisteressados ou mesmo frívolos, não se dando conta nunca do que possa vir a ser um risco a todos. Se alguém lhe disser para parar de se preocupar e viver o presente, o aqui e agora, lembre-o que viver no presente é para as crianças e os animais. Não é coisa para adultos.
O Capítulo 6 deverá chamar-se “Por que sofrer é bom”. A resposta é simples: O conforto é enervante, enquanto o sofrimento caleja e fortalece. Como disse certa vez um sábio, “Sem sofrer, nada a colher...”. Aqueles que estão sempre se sentindo bem nunca aprendem, nem crescem. A melhor educação vem com a experiência dos erros [Ou como Nietzsche disse, A mãe do aprendizado é a vergonha]. Se um homem vive inteiramente sem perdas, ele não pode ser dito um afortunado; para ele não há reais lições da vida a ser aprendidas, as quais estarão então perdidas. Quanto mais vivemos, mais perdemos. A medida que o tempo avança, perdemos nossa juventude, nossa saúde e, fatidicamente, nossas vidas. O culto do “vencedor” [winner/loser] e do “não sofrimento” (ou de evitá-lo ao máximo) é inatural e dá em comportamento anti-social.
O Capítulol 7, o último, deverá se chamar “Tenha para si o quão idiota você é”. O antigo dito “Conhece-te a ti mesmo” é a essência destilada da filosofia. E conhecer a si mesmo é saber que a estupidez não tem limites, que é vastamente distribuída, sólida e perisistente. Não há estupidez que não lhe possa apanhar, boboquice que não lhe possa engambelar. Como disse certa vez Dirty Harry, “Um homem tem que saber os seus limites”. O quanto mais esperto você se veja, mais próximo você está de ser subjugado.
Esta é a minha advertência: O poder do pensamento negativo é poder real. E, lembrem-se, a palavra mágica é, “NÃO”.

Copyright © 2009 Jeffrey R. Nyquist
Global Analysis Archive
Fonte:
Nota
1O medo é um dos elementos que preparam a pessoa de modo a resguardá-la dos processos psicológicos que pretendem subjugar uma pessoa, comunidade ou nação, porque ele adverte a atenção contra o agente do mal, como ocorre para os expostos à lavagem cerebral, mesmo aquela sob alto estresse em campos de concentração (N. do T.).