agosto 26, 2009

República Popular Democrática da Américalatina


Certa vez a esquerda convocou os trabalhadores de todas as nações a defenderem os seus interesses, mas a gente toda acabou apoiando tanto nazistas quanto fascistas e comunistas.

O povo, através do voto, apoiou aqueles, seus líederes, seja pelo nacionalismo, seja pelo internacionalismo da classe trabalhadora.

Agora, tudo de novo se repete --- mas ao invés de potências de primeiras ordem, países submundanos da América Latina como Bolívia, Venezuela, Equador e Brasil.

O Brasil como República Federativa (se é que um dia existiu) nunca esteve tão próximo de um fim, no sentido mais completo de que tornar-se outra coisa seja o fim de algo que antes existia, de algum modo.

Aquela bandeira, verde-amarela, já é só um retrato de família, que já não tem muito sentido, nem se sabe o que realmente foi.

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A "dignidade e soberania da América Latina", de que fala Evo Morales, significa o fim das soberanias federativas legítimas, como o Brasil sonhou ser. O voto popular vai levar-nos de volta para Stalin e Hitler e Mussolini, agora travestidos de Evo, Chávez e Lula, em analogia não aos demais, mas ao primeiro e ao estado burocrático socialista que todos representavam.

Convocar um referendo continental é o fim das nações que sonharam ser "estados unidos". Dar ao povo a opção do "referendo" é o que se descobriu ser a "democracia" como aqueles tiranos a tiveram, tornando-a noutra coisa, pela "vontade do povo".

"Os povos que digam...", que a Grande Nação Latinoamericana decida seu destino, no caminho do coletivismo radical, que já foi o da Segunda Grande Guerra, encabeçado por um estado forte e benfeitor.

Ao mesmo tempo, não se perde a oportunidade por invocar sempre o risco de uma guerra iminente, por riscos contra a camaradagem latinoamericana.

Um "referendo internacional" põe às claras que a soberania dos países latinoamericanos (e América Central e Caribe) é uma ficção e que está, no seu sonho de futuro, nos estertores para tornar-se outra coisa, tal como o socialismo sempre se tornou outra coisa:

"Morales afirmou que um referendo regional sobre as bases militares na Colômbia daria vida a 'uma democracia quase continental, onde os povos decidam com sua consciência, com seu voto'.

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Qualquer brasileiro, verdadeiramente, hoje, é colombiano.


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