novembro 26, 2008

Campus de concentração

Mein Campus

Por

Bruce Walker

(Tradução minha e comentários impertinentes meus)

Fonte:

American Thinker

www.americanthinker.com

O ensino tem de longa data se mostrado hidrófobo aos conservadores. Todos temos visto isto na ascensão de radicais esquerdistas sem talento tais como Angela Davis, Ward Churchill, and William [Bill] Ayers[1] a catedráticos das universidades, enquanto genuínos professores conservadores, como Newt Gingrich, foram impedidos de tomar posse. David Horowitz montou uma organização inteira apenas para defender os direitos individuais dos estudantes contra a intimidação de professores radicais (professores, alguns dos quais tomaram os prédios da administração escolar e intimidaram o corpo docente).

Esquerdistas modificando a Academia é uma história antiga --- muito antiga [eu o testemunho]. Já em 1924, James Collins, no Saturday Evening Post advertia do "proliferação de radicais em nossas escolas". Edwin Hadley escreveu em 1932:

"É curioso que as autoridades escolares destacam o fato de que os estudantes deveriam escutar cada lado de toda questão, mas tomam, vias de regra, o cuidado de fazer o lado radical predominar... Um dos métodos favoritos dos professores radicais é o que é chamado "método de insinuação". As palavras Socialismo e Comunismo são cuidadosamente evitadas. O professor incute por vias indiretas. Habilmente, ele persuade de tal modo que o aluno pensa estar formando sua mente por si mesmo, sem a influência do professor".

Hadley também notou que o presidente da Universidade do Missouri foi afastado por tentar demitir dois professores radicais. Oito anos atrás, o Presidente [dos EU] estimulou a esquerda na educação escolar aceitando-a para ser estudada e discutida.

A camisa de força ideológica de nossos campus piora progressivamente ao longo do tempo. Em 1975, Victor Hickem escreveu:

"Por volta de 1970, o ponto de vista conservador virtualmente desapareceu do cenário universitário americano... por volta de 1968, o liberalismo acadêmico [=esquerdismo] ocupou os espaços na universidade, de modo que nenhum postulante a um emprego na faculdade pudesse ser considerado a menos que ele ou ela possuíssem o entendimento comum à ideologia liberal [=laicismo]... Distintos professores conservadores foram forçados a sofrer indignidades em silêncio. Eventualmente “ignorados” por colegas seus, eles fracassaram em obter promoções e aumento de salários igual ao de professores liberais".

Qualquer um que apoiou um colega então, e eu o fiz, pôde confirmar a completa intolerância ao pensamento conservador na academia. Pensei que eu não poderia me chocar mais com a mentalidade stalinista de colegas de campus. Eu estava errado.

Uma amiga de minha esposa de meia idade retornou à escola para se formar em Justiça Criminal, e teve uma cadeira de nome "Ética e Justiça Criminal". Ela vive em uma comunidade muito conservadora, em um estado muito conservador. A universidade em que ela estava nunca seria considerada um canteiro de radicais. Seu curso não é de ciência política, sociologia, psicologia ou algum outro campo que poderia atrair idealistas esquerdistas. Ela estava tendo um curso de justiça criminal, uma das disciplinas de linha a mais conservadora.

Então imagine minha surpresa quando ela compartilhou comigo as instruções do "Artigo do Curso/Fall 2008". O tópico obrigatório deste artigo foi a demissão de Procuradores dos E.U. pela Procuradoria Geral. A "Casa Branca de Bush" é acusada de usar o Departamento de Justiça para suprimir eleitores indesejáveis (talvez esse professor nunca tenha ouvido falar dos registros pela ACORN de Mickey Mouse e bichinhos iguais para votar na eleição americana, ou talvez este não seja um problema ético.)

As instruções escritas do professor persuadiram os estudantes a confiarem nos fatos, não em opiniões políticas, e a escrever usando pelo menos quinze diferentes fontes. As fontes, no entanto, não foram imparciais. Três das quinze fontes vieram do New York Times; cinco pediu-se que viessem do Washington Post; duas do The Guardian [jornal inglês]. Dez outras fontes obrigatórias tinham que vir de periódicos francamente hostis ao presidente Bush. Três outras tinham que vir de Dana Priest do Washington Post. Mas não é tudo. Nenhum crédito seria dado ao se usar fontes que "tenham uma reputação na indústria da informação por distribuir sua própria visão política a despeito dos fatos, e.g., Fox News."

A coisa chocante com tudo isso, é que provavelmente ninguém irá, lendo isto, se chocar de todo. A rasteira hegemonia esquerdista na academia é tão onipresente e tão mundana que quando isso aparece em uma disciplina considerada imune à extravagância esquerdista, como a Justiça Criminal, só pode dar sono. Nossos estudantes estão sendo levados a fazer um "artigo de pesquisa" que explicitamente direcionam eles a usar fontes que não deveriam, e a não usar as que deveriam, e sobra-nos damos de ombros, por indiferente descrença.

Nossos colegas têm adotado a mesma atitude pelo questionamento intelectual e objetividade que colegas da União Soviética e da Alemanha nazista. O Partido Comunista, na União Soviética, exortou os biólogos, por exemplo, a usar as teorias fantasticamente simplórias de Lysenko e outras, que no Gulag nunca mudaram. O partido nazista insistiu que colegas usassem as teorias racistas do nazismo em toda área de estudo, e com muito poucas exceções, os professores da Alemanha acenaram concordando.

Será o que melhor descreve muitos colegas na América hoje ser Mein Campus? [A "luta" de Hitler, em Mein Kampf, ou "a Luta" comunista] Uma vez o pensamento politicamente correto estava restrito àquelas disciplinas que tratavam diretamente com política. Hoje, biólogos devem ter visões politicamente corretas sobre o darwinismo, geólogos devem ter visões politicamente corretas sobre o aquecimento global [me incluam fora desta!], e professores de justiça criminal devem ter visões politicamente corretas sobre o presidente Bush.

Uma pesquisa Zogby[2] dos eleitores de Obama encontrou recentemente resultados controversos. Os eleitores não sabiam praticamente nada (que os poderia ajudar a votar), mas deve haver nisso certamente algum engano. Eu queria saber apenas quantos destes eleitores têm graduação superior. Eu gostaria de saber quanto ensinam em nossas escolas. Eu gostaria de saber quantos perdem os anos de sua formação nas entranhas destes verdadeiros Campus de concentração.

Fonte:

American Thinker

www.americanthinker.com

24 de novembro de 2008

Notas

1. “Bill Ayers”, aqui: http://en.wikipedia.org/wiki/William_Ayers

2. Ou aqui: http://www.howobamagotelected.com/

Nenhum comentário: