junho 22, 2008

Seguidores cegos: a gênese do homem-massa, de Eric Hoffer

(Tradução[1])
Título do artigo:
The True Believer Revisited
por
Timothy J. Madigan (2001)
Depois da terrível reação que experimentei no 11 de Setembro, a primeira questão que se me impôs foi: “Com puderam os terroristas sacrificar suas vidas e milhares de outras e causar tamanha destruição?” O que os teria conduzido em suas mentes a aceitar fazer parte de tal atrocidade? Isso levou bem além o debate sobre a crença religiosa, ao fundo da natureza humana, a questionar o que permite que certas pessoas passem por cima de qualquer sentido de comunidade para com seus iguais, e cause propositadamente (voluntariosamente) morte e destruição em nome de uma “causa maior”?
Lembraram-me de um livro despercebido nestes últimos quinze anos, e suas observações sobre a ascensão dos movimentos de massa e de seus líderes, os quais incutiram em seus seguidores aniquilar tudo que destoasse de seu modo de ver. A obra, intitulada The True Believer: Thoughts on the Nature of Mass Movements [Fanatismo e os movimentos de massa] foi escrita por Eric Hoffer (1902-1983), um livre-pensador pouco convencional. Filho de imigrantes da Alsácia nos Estados Unidos, nasceu em Nova Iorque. Órfão até os 5 anos, ficou cego aos 7. Misteriosamente, voltou a enxergar aos 15 – esse período de cegueira afetou sua percepção sobre o mundo, fazendo-o contemplar os caprichos da natureza humana.
Hoffer trabalhou em vários empregos curiosos e vagou através do país até tornar-se estivador em 1943, trabalho que ele manteve até sua aposentadoria obrigatória aos 65 anos. Completamente autodidata, após torna-se um escritor conhecido, dedicou-se a conferências e a seus livros. Quando perguntado certa vez, “É você um intelectual?”, Hoffer prontamente respondeu: “Não; sou um estivador”. Mas seu trabalho mostrou que as duas coisas não se excluem.
Hoffer escreveu vários livros ao longo de sua carreira, mas foi seu primeiro livro, The True Beliver, de 1951, que fez seu nome e fama. Aforístico no estilo, deve-se a anos de reflexão e de observações pessoais sobre a ascensão do fascismo, do nazismo e do comunismo como reações à Grande Depressão. O principal ponto em Hoffer é o de que para o seguidor cego[2], (alguém tão comprometido com uma causa que é capaz de matar por ela) [i.e., “fé cega”] as ideologias são intercambiáveis. É a frustração pela vida que leva o homem crédulo a esposar uma causa que dá sentido à sua existência e quanto mais frustrado ele se encontra, mais atraído ele se sente por soluções revolucionárias extremas para seus problemas. Tais frustrações podem ser a base de mudanças sociais positivas, mas usualmente os movimentos de massa tem efeitos pouco benéficos. 
A mensagem que o auto-sacrifício é necessário para o bem de uma causa pode justificar os mais hediondos empreendimentos, sendo seu seguidores tratados mais como peças de uma engrenagem do que como seres humanos de carne e osso. Abstrações e atrocidades frequentemente andam lado a lado.
É grande a acuidade da crítica de Hoffer, e muito do que ele tinha para dizer é relevante para a situação atual. Para Hoffer, freqüentemente imitamos aquilo que odiamos. “Todo movimento de massa”, escreve ele, “molda-se após tê-lo feito antes com seu demônio”. E pode, então, vir a ser denunciado como tal. 
Na Idade Média, a Cristandade tornou-se obcecada com demônios e bruxas a ponto de justificar massacres e uma variedade de atrocidades que normalmente atribuir-se-iam a forças satânicas. Os Jacobinos, que destronaram a Monarquia Francesa por sua tirania, acabou por tornarem-se ainda mais tiranos eles próprios, desencadeando O Grande Terror sobre o povo. Os Bolcheviques na Rússia denunciaram o capitalismo por monopólio, e Lenin tomou o aparato da polícia secreta do Czar sem hesitar sequer um único momento.
Coisa assim lembrou-me da realidade paradoxal que os movimentos fundamentalistas enquanto clamam pela volta de um passado idílico, não obstante se utilizarem das tecnologias mais modernas para disseminar suas mensagens. O Aiatolá Khomeini, por exemplo, usou gravações em fita para seus sermões deixarem seus seguidores iranianos informados de suas idéias durante seu longo período de exílio na França. E no 11 de Setembro, os terroristas não apenas aprenderam a pilotar sofisticados aviões, como não tiveram dúvida em usar a internet, telefones celulares e outros meios modernos de comunicação para planejar suas ações e manter sua conspiração em segredo.
Hoffer também oferece-nos algum insight do por que os terroristas do 11 de Setembro aceitaram cometer atos tão terríveis. “Todos os seguidores cegos de nosso tempo”, escreveu ele em 1951, “comunistas, nazistas, fascistas... declaram dissolutamente a decadência do Ocidente”. A fraqueza do ocidente, e sua queda moral, foram temas recorrentes dos sermões gravados em vídeos por Osama Bin Laden recentemente. Ironicamente, um modo de ver não dissimilar foi expresso pelo reverendo Jerry Falwell e por Pat Robertson poucos dias depois dos homens-bomba, quando invocou-se o secularismo, a homossexualidade, o abortismo e o feminismo como fraquezas morais da nação, os quais a tornaram vulnerável ao ataque, como se fosse mesmo “a ira de Deus”. Como bem entendeu Hoffer, seguidores cegos pensam parecido, a despeito do conteúdo de suas idéias.
Seguidores cegos de todos os tipos compartilham de certas características, como o desprezo por aqueles que não aderem à mesma causa, e respeito por seguidores cegos como eles próprios. Hitler e Stalin, cada um deles admirava as técnicas que o outro se valeu para manter o poder absoluto, e ambos demonstraram desdém pelos líderes democráticos Roosevelt e Churchil. Sobre a maioria destas idolatrias[3], escreveu Hoffer, “A ascensão de um movimento de massa atrai e cativa um seguidor não por sua doutrina e promessas, mas pelo refúgio que ela oferece para a ansiedade, para a aridez e a falta de sentido da existência individual”. Quanto menos controle a pessoa sente que tem sobre sua vida, mais atrativa a mensagem do movimento de massa terá sobre ela.
Como então se combate o homem crédulo? Pode-se fazer do amor à democracia e da defesa do individualismo uma causa igualmente radical? “Embora a aversão seja um instrumento conveniente para mobilizar uma comunidade para sua defesa”, Hoffer adverte, “isto não sairá, a longo prazo, barato. Nós pagamos por isto perdendo muitos dos valores pelos quais lutamos”. 
O melhor modo para lutar é incentivar o individualismo, o pensamento crítico e desencorajar seguir cegamente os ensinamentos dos líderes, não importa o quanto eles possam parecer benignos.
O que motivou Hoffer a escrever The True Believer? Em sua última entrevista, ele confessou que viu a si mesmo como um potencial líder de massas – ele tinha carisma, jeito com as palavras e frieza em relação às pessoas, todos elementos essenciais para conduzir um grande número de pessoas e não se importar com o que possa vir a acontecer a elas no fim.
Hoffer retirou-se da vida pública próximo à década de 1970, depois da má experiência que teve no Campus da Universidade de Berkley, na oportunidade, estando lá como visitante honorário, onde viu o crescimento dos movimentos estudantis exasperados como que se fossem já a realização do que ele havia advertido sobre os perigos do homem-massa[4]. Ele saiu das luzes dizendo: “Qualquer homem pode surfar um trem. Somente o homem sábio sabe quando descer dele”.
Como estamos próximos do centenário de aniversário do nascimento de Hoffer, esse é o momento para refletir sobre a sua obra ímpar – com que um Sócrates dos dias de hoje –, um herói da classe trabalhadora, o intelectual-estivador, cujos escritos tem ainda muito a ensinar-nos sobre os tempos vindouros.
© Dr Timothy J. Madigan 2001
Tim Madigan é Diretor Editorial da University of Rochester Press e Vice-Presidente da Bertrand Russell Society.
(Tradução sob o meu risco)
Fonte:
Notas
1. Tradução livre e algo mais.
2. Que expressão pode dizer melhor este “true believer”? “Fanatismo, “fé cega”, “verdadeiro crente”, “homem crédulo”, “homem-massa”, etc.. Prefiro “seguidores cegos”, que parece-me que diz melhor a adesão que faz Jeffrey Nyquist escrever que “o homem-massa adquire idéias do mesmo modo que os ratos adquirem pulga infestadas de peste bubônica” (v. nota 4). Para a “fé cega” – o sentido não parece ser outro –, a adesão espontânea, irrefletida ou desatenta, ou mesmo inconsciente, conduz como se “se cavalgasse um trem” (talvez “surfar um trem” fosse mais familiar), quer dizer, sujeito a um fluxo de pensamentos que não nos são próprios, nem em escala de valores, nem em fidelidade às coisas mesmas, pensamentos que pensam quem pensa, e não são pensados. Como na “livre adesão à Revolução”, que é o sentido que assume no totalitarismo comunista a liberdade de escolha esclarecida, o indivíduo é falado pela ideologia, torna-se, com isso, “idólatra”, pois só pode adorar e aderir. Nem mesmo o sentido de “fanatismo” é o mais exato, pois o fanatismo subentende comportamento exasperado, radical, mas o homem-massa, com fé cega, crédulo, inconsciente ou no qual a consciência está subdesenvolvida à ingenuidade ignorante, mas parece que, sobretudo, ao conhecimento só incipiente, ao self-righteousness, à farisaica vanglória de cujo sentido de vida está na persecução da vontade pessoal. Não meramente por egocentrismo, mas por necessária fonte de sentido à vida individual.
3. Este termo não está no artigo original, mas não parece haver palavra que defina o termo believer melhor que “crédulo”, pois o falso esclarecimento, que sustenta a adesão, é fruto daquela ingenuidade do crédulo que o leva a seguir irrefletidamente ao movimento de massa. Além disso, parece um equívoco denominá-los “fanáticos”, pois o true believer é tanto o adepto do nazismo quanto o afoito adicto dos movimentos estudantis, sociais, gangues, etc.. True believer é aquele afetado de “fé cega”, mas essa fé não é mais que uma confiança mal justificada, daí “seguidor cego”. Por outro lado, o que fica claro para o seguidor cego é um “reconhecimento” desde si mesmo do demônio projetado no outro.
4. Outra tradução para true believer não estaria em desacordo denominá-lo o “homem-massa” de Ortega y Gasset. V. também “Intenção estratégica e o homem-massa”, de Jeffrey Nyquist.

junho 17, 2008

A opinião como princípio de igualdade

Um homem aparece na TV, em entrevista casada, de algum lugar da cidade, de outro o Comandante da Brigada Militar, que fizera há pouco o policiamento no caso dos tumultos de manifestantes ligados à Via Campesina em um Supermercado:

Comandante...” – disse o homem – “O sr. não acha que a sua ação, para impedir o movimento [Via Campesina] de ir, com o seu protesto, até o Palácio do Governo, foi um ato político-partidário?”

O Comandante respondeu:

Como havia por aqui tumulto, invasões e depredação, óbvio é que não poderíamos deixar que os manifestantes avançassem até o Palácio do Governo” [não-textual].

*

O evidente encoberto pelo avesso

A Via Campesina e quejandos, simpatizantes e outros “movimentos sociais” que tais, buscam tornar público, como deve-se ter por boa-fé e se sabe, das intenções, pelo gênero de ação a que se identificam, serem reivindicações de cunho social; como, por exemplo, a saída do capital estrangeiro do país (!) – que declararam, tomando como vaga alegação a crise do preço dos alimentos –, e de monopólios vários.

Por isto, ou pelo que mais se possa arrolar com natureza igual, justificar-se-ia o tumulto e o vandalismo vistos. Como exatamente estas ações lutam, por meios não-democráticos, pela alteração de uma situação econômica estabelecida, e um tanto complexa, é que é revelador. Como suas reivindicações concretas não podiam ser entendidas, naquele exato momento, pela aquisição direta ao que reivindicam, a ação não pode deixar de ser política, e é mesmo, não cabe dúvida honesta, um “movimento político” ao qual se autoqualifica “social” desde que por isto subentende, de pronto, “justo”, “legítimo” e destes “evidente” a quantos queiram.

Não podendo não ser um movimento político, a alegação daquele homem, que falava em nome dos “movimentos sociais” ao Comandante da Brigada, havia invertido a ordem das coisas.

Acusara a Brigada de fazer exatamente o que os integrantes do movimento social haviam acabado de fazer e ele próprio, enquanto alertava na ação da Brigada o seu próprio fim.

*

Pontes para o nada

A ordem inversa é rigorosamente a mesma que Raul Pont usou quando colocado frente a frente com o ex-Contador Darcy Francisco Carvalho dos Santos, que havia refutado toda uma longa declaração ao Le Monde Diplomatique/Brasil citando dados falsos e interpretando-os politicamente favoráveis à sua própria militância político-ideológica[1] – a famigerada “Luta”[2].

Na ocasião, diante de uma situação humilhante, na qual o Contador refutava todas as declarações dadas ao Le Monde, Pont acusa a intenção político-partidária no oponente e a motivação do seu desmentido, com o qual ele afligia Pont. O contador, então disse que não tinha Partido, mas “posição”, certamente que sim, a dos números oficiais do Estado.

Como não bastasse, disse Pont: “Não me venha com o argumento da autoridade... Transforme isto em uma opinião sua...”, o que queria dizer, naquela situação, “Faça de seus números matéria de opinião, assim poderemos debater em igualdade de condições!”

*

A Luta

E Reinaldo Azevedo, da revista VEJA, que em debate exortou os alunos de jornalismo da USP a invadirem as bibliotecas em vez das reitorias, em manifestações bobocas, ouviu do representante de esquerda: “Reinaldo quer ser um intelectual... Ele quer desviar a atenção da luta.

Nesse febril estado delirante, o rosto pintado feito catapora e respiração ofegante, viu-se junto do festim fascista dos sem-vergonha-na-cara, jovens pintados de guerra, como conta a Zero Hora de 12/06/08, na p. 34:

Conforme um veterano líder estudantil, cresce o número de jovens universitários integrantes da Juventude da Via Campesina. Eles fogem à regra porque não pertencem à direção dos DCEs ou a diretórios acadêmicos, como geralmente se via em protestos. Seriam filhos de sem-terras que ingressaram em cursos como História, Ciências Sociais e Direito”.

(Calafrios)

Até Pedro Simon, sempre (parecendo) tão lúcido (mas talvez pouco esclarecido), apareceu se mostrando admirado e mesmo exultante com a volta dos “caras-pintadas”.

É o que sobrou para o pessoalzinho por aqui, a vanglória imberbe; que me lembra aquela frase impagável de Max Gheringer, quando ele consolou os adolescentes noviços querendo fazê-los crer que sua juventude será sua maior arma de resistência quando fracassarem e nada compreenderem.

*

Dissolvência mental

Para não dizer que isso é coisa só de gente de esquerda e de jornalista, quando os dados dos acidentes de trânsito com motos foram comunicados ao repórter do Bom dia Rio Grande (RBS), na TV, notando que 50% destes, nos casos específico das motos, deviam-se a imperícia no momento de frear, estranhou que uma semana depois, ao questionarem um dos representantes do DETRAN sobre estes números, este prontamente tenha-lhes apresentado o recrudescimento dos testes para tirar a carteira de motorista como remédio àquele mal. O que aconteceu com a alteração passando de uma apenas para três voltas na pista de testes (sem errar, a R$ 60,00 por erro).

Isto teria algum sentido se o trajeto exigisse, em qualquer momento, o uso dos freios, que nas condições em que os testes são realizadas, é impossível.

É um dos fenômenos que, retrospectivamente, podem ser vistos como indícios fortes da lógica que acabou por levar ao escândalo no DETRAN, onde os valores eram desviados para financiar partidos e distintos homens públicos, sem nenhuma preocupação real com a condição de avaliação dos testes para motoristas.

Por exemplo, quanto ao perfil psicológico dos candidatos que para tirarem carteira de motocicleta vinham de casa pilotando a própria!

Que nenhum dos jornalistas que porventura tenham assistido a ambas as entrevistas, e com algum (mínimo que fosse) conhecimento dos procedimentos, tenha se dado por curioso para apurar a flagrante contradição, mostra que o disparate e a inversão, que acaba por produzir uma impossibilidade material, pode passar fácil como coisa mais que normal por aqui. Pelo que tinha declarado o representante do DETRAN, em contradição aos fatos, que o assunto não merecesse qualquer destaque se deve certamente à indefectível possibilidade universal à opinião.

Senão isto, aos efeitos já de se permanecer muito tempo exposto à balbúrdia de coisa assim.

*

A democracia dos jornalistas

Assim, os jornalistas todos, por aqui, aplaudem, com estas asneiras, o que entendem ser o fundamento máximo de nossa Democracia, e ao que, por fim, ela se resume na “diversidade de opiniões” e na liberdade de dizê-las e ser respeitado por isto.

Se por acaso você quiser discordar disto, deverá primeiro assentir com a regra para poder negá-la, desde a base – ou negá-la já não podendo deixar de se valer dela. E concluir desde aí, que as opiniões são todas igualmente respeitáveis.

Com essa mecânica falaciosa, fundamento da vida nacional, não estranha que o que se disse acima tenha mesmo a condição de respeitável momento na história do debate público contemporâneo, com uma diversidade dos quais nossos comentadores de futebol e jornalistas, in toto, adestram ao absurdo o povo no exercício de suas profissões.

Essa inversão do que se faz e diz, no ato mesmo em que se faz e diz, tem daquele métodos psicológico de dar com a porta na cara do sujeito para ele, incrédulo do “argumento”, repensar seus pensamentos à luz da liberdade de expressão ao acaso ou, direito irrestrito à opinião espontânea.

Para o jornalismo brasileiro, essa estrovenga chama-se “liberdade de expressão”, protegida pela inalienável liberdade de consciência (não esquecer do nosso Art. 5º da Carta Magna) ou, do que sobrou dela.

*

Contra o silêncio, as opiniões

Se bem que tudo isso vá muito ajudar aquela opinião que saiu na imprensa, pela qual o especialista orientava os afetados de zumbidos permanentes no ouvido a não permanecerem em lugares silencioso, onde o zumbido era mais incômodo.

Se o esforço por algum pensamento mais exato pode levar a alguns momentos, ainda que breves de silêncio, desconfio que o hábito da opinião acabe por levar bem mais vantagem que seu concorrente.

Outro lugar onde isso aparece é na absoluta necessidade de os narradores de futebol de TV e locutores de rádio (salvo alguns poucos) não pararem de falar um só minuto, para garantir a atenção do hipnotizado espectador ou ouvinte.

Ora, os veículos de comunicação são os mais suscetíveis a esta lógica tagarela que tanto favorece a opinião espontânea e que tanto seduz a uns quantos profissionais do meio.

Notas

1. V. “O grande vão sinistro de Pont.

2. V. “As novas castas, nota 2.